Faço tratamento com Paroxetina, mas ainda passo mal em diversas situações, quando ando de carro e qu

Faço tratamento com Paroxetina, mas ainda passo mal em diversas situações, quando ando de carro e quando saio na rua, tenho que andar perto de muros, pois tenho a sensação de travar e cair. Como poderei curar isso?

11 respostas


Uma resposta adequada só é possível pessoalmente, mediante entrevista e exame psíquico. Supondo que já tenha passado por médico(s) e causas "físicas" tenham sido descartadas, sua descrição sugere um quadro tipo fobia. Nestes casos, nem sempre a medicação é suficiente (e, por vezes, nem é o mais indicado) e pode haver um tratamento eficaz através da terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou comportamental. Só é possível com profissionais habilitados. Em alguns casos, quando os sintomas fóbicos estão associados a quadros como, por exemplo, episódios depressivos ou transtorno de ansiedade generalizada, os sintomas fóbicos podem desaparecer quando o transtorno de base está totalmente controlado. Entretanto, frequentemente, a medicação controla a depressão ou o transtorno de ansiedade e os sintomas de fobia permanecem.

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


Pelo que pude entender, você está medicado mas os sintomas continuam a atrapalhar sua vida. Aparentemente pelo seu breve relato parece sofrer de algum transtorno de Ansiedade. Necessita continuar com o tratamento com o Psiquiatra e reavaliar se necessário e necessita tratar oásis causas do sintomas. Com Psicoterapia com profissional especializado de preferência Gestalt-terapia que trabalha e tem uma evolução significativa com esses quadros. Procure um Psicólogo Clínico e realize um tratamento que com o tempo os sintomas vão diminuir e até desaparecer totalmente.Abraços


O medicamento neste caso pode ser muito importante, porém quando associado a psicoterapia (especialmente abordagem TCC) é impressindivel, tendendo a ter resultados muito melhores. Gerenciar os pensamento disfuncionais que são causadores dessas sensações, te dara condições de confrontar e encontrar soluçoes mais realistas para lidar e superar a fobia.


A paroxetina é uma antidepressivo eficaz porém a mesma trabalha no sintoma... é necessário que se saiba a causa e origem desse sintoma. O andar perto de muros tem um significado de sentir-se seguro... esse medo de cair está associado a cair na vida.. não dar conta... medo de viver ...medo de não conseguir enfrentar os TOMBOS da vida.A Psicanálise irá com certeza te ajudar a trazer para seu consciente suas maiores sombras,recalques e traumas. Pense nisso

Raul Barros Neto

Raul Barros Neto

Psicanalista

Ribeirão Preto

Agendar consulta

Parece que você necessita conversar com seu médico a respeito do seu tratamento, das suas dúvidas e dos efeitos que ele causa em você. Invista nessa relação e procure conjuntamente atendimento psicológico.


O tratamento medicamentoso varia de pessoa para pessoa, por isso o melhor caminho é procurar o seu psiquiatra e relatar o que vem acontecendo. Os sintomas relatados por você tende a diminuir quando se faz o tratamento medicamentoso atrelado a um processo psicoterápico.


O mais importante para os sintomas físicos diminuírem e até pararem de vez é entender as causas por trás, pois assim como uma febre é a manifestação de que algo dentro do corpo não está bem, os sintomas de ansiedade e pânico são a manifestação de que seu emocional está em desequilíbrio. Busque uma psicoterapia que tenha foco em solução rápida, que tenha a possibilidade de trabalhar com as suas crenças negativas e com as marcas que suas vivência deixaram no seu emocional. Não deixe isso evoluir mais.

Deise Jardim

Deise Jardim

Psicólogo

Porto Alegre

Agendar consulta

Olá. Por se tratar de uma fobia, os medicamentos são complementares a um acompanhamento psicológico. Recomendo que busque por um profissional da área. Abraço.

Gustavo Andrade

Gustavo Andrade

Psicólogo

Belo Horizonte

Agendar consulta

A terapia Comportamental auxilia o individuo a aprender a lidar com momentos de picos de ansiedade através do uso de exposição a situações que se entende como desconfortáveis melhorando assim a qualidade de vida. Pense na possibilidade de fazer terapia associada ao tratamento medicamentoso que você já faz. Espero ter ajudado!


Sintomas fobicos precisam ser tratados de forma compartilhada. A medicação irá auxiliar a reduzir um pouco as sensaçoes de desconforto, mas precisa -se trabalhar o foco do problema. Uma psicoterapia irá auxiliar no entendimento de suas questões. Melhorar hábitos de vida e rotina diária, também irâo contribuir para melhora do quadro.


Os sintomas que você descreve — sensação de travar, medo de cair, desconforto ao andar em locais abertos ou em movimento — são manifestações comuns de transtornos ansiosos com componente fóbico, especialmente do tipo agorafobia ou síndrome do pânico com sintomas somáticos persistentes. A paroxetina é um antidepressivo eficaz para tratar ansiedade generalizada, pânico e fobias, mas, em alguns casos, o controle completo dos sintomas requer associação com psicoterapia, especialmente terapia cognitivo-comportamental (TCC), que ensina técnicas de dessensibilização e enfrentamento gradual das situações temidas. Mesmo que o medicamento reduza as crises mais intensas, o cérebro pode manter “memórias corporais” do medo, gerando sensações físicas como desequilíbrio, fraqueza nas pernas, tontura e travamento ao sair de casa ou estar em locais amplos. Isso não significa que você vá cair, mas sim que o sistema nervoso está em hiperalerta, interpretando o ambiente como perigoso. Além da TCC, estratégias complementares, como treino respiratório, fisioterapia vestibular (para reeducar o equilíbrio), técnicas de grounding e práticas de relaxamento, podem ajudar muito na recuperação. Se a paroxetina já está sendo usada há mais de 8 a 12 semanas sem melhora suficiente, é importante retornar ao médico para reavaliar a dose ou considerar ajustes terapêuticos. Às vezes, pequenas mudanças de dose, horário ou associação com outro ansiolítico podem trazer grande diferença. O mais importante é não evitar totalmente as situações que causam medo, mas enfrentá-las gradualmente, sempre com acompanhamento. A boa notícia é que esse tipo de sintoma tem alto potencial de melhora com tratamento contínuo e abordagem combinada entre medicação e psicoterapia. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, transtornos de ansiedade, pânico, fobias e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.