Fazia uso de paroxetina 25mg por anos e estava completamente estável. Consultei o médico e informei

Fazia uso de paroxetina 25mg por anos e estava completamente estável. Consultei o médico e informei que gostaria de me planejar para ser mãe, assim ele trocou a medicação para serraria de 20mg. Fiz o desmame tomando paroxetina e serraria por 10 dias e depois somente a sertralina. Passado 2 meses estou sentindo novamente crises de ansiedade. Pode ser a ausência da paroxetina no organismo ou efeito rebote da serraria. Como me estabilizo de novo?

9 respostas


A volta das crises após 2 meses muito provavelmente não tem relação com a retirada da paroxetina, mas pode ser devido a uma resposta ainda insuficiente à nova medicação ou ao retorno do próprio transtorno de ansiedade. Como a troca foi feita por planejamento de gestação, o ideal é procurar seu psiquiatra antes de tentar se estabilizar sozinha, para ajustar o plano com segurança considerando ansiedade, risco-benefício e futura gravidez.

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É possível que a piora da ansiedade esteja relacionada à mudança do tratamento, mas não necessariamente por um "efeito rebote". Quando substituímos um medicamento por outro, especialmente após muitos anos de estabilidade, algumas pessoas precisam de um período maior para que o organismo se adapte, enquanto outras podem simplesmente responder de forma diferente ao novo tratamento. Como você voltou a apresentar crises após cerca de dois meses, eu não faria ajustes por conta própria. O mais importante é conversar com o psiquiatra que acompanha o seu caso para reavaliar a evolução e definir a melhor estratégia, principalmente considerando o seu planejamento para a gestação. O objetivo é encontrar um tratamento que mantenha sua saúde mental estável e que também seja compatível com esse momento da sua vida.


Sim, isso pode acontecer e há algumas explicações prováveis no seu caso. A paroxetina é um ISRS com maior efeito de estabilização em alguns pacientes, e quando ela é retirada após uso prolongado, pode haver: recaída dos sintomas de base (retorno do transtorno de ansiedade/depressão) e/ou síndrome de descontinuação, embora isso geralmente ocorra nas primeiras semanas, não meses depois Como você está há 2 meses apenas com sertralina 20 mg (dose relativamente baixa), o cenário mais comum é que esteja ocorrendo uma reestabilização insuficiente da nova medicação, ou seja, a sertralina ainda não está na dose terapêutica equivalente para o seu caso específico. Não parece um “efeito rebote da sertralina” em si, e sim possivelmente: menor potência individual da sertralina para você em comparação à paroxetina fase de adaptação inadequada ou subdosagem retorno do transtorno de base após troca Importante: essa troca é muito comum em planejamento gestacional, mas exige ajustes finos. Algumas pessoas precisam de: ajuste gradual da sertralina para dose terapêutica ou reavaliação de outra opção segura na gestação Para você se estabilizar novamente, o mais adequado é: reavaliar com o psiquiatra o nível atual de sintomas considerar ajuste de dose (sertralina geralmente é eficaz em doses maiores do que 20 mg) associar psicoterapia de suporte nesse período de transição evitar mudanças por conta própria Como você já tinha estabilidade prévia com paroxetina, esse histórico é muito relevante: ele ajuda o médico a decidir se a sertralina está sendo suficiente ou se outra estratégia é mais adequada para manter controle durante o planejamento de gravidez.


A dose de equivalencia não esta correta. Melhor consultar com o especialista


Olá! É possível que a piora esteja relacionada à troca da paroxetina pela sertralina, sendo menos provável que seja um efeito de retirada após dois meses. Nessa situação, pode ser necessário um ajuste da dose da sertralina ou da estratégia de tratamento. Converse com o médico responsável pelo seu acompanhamento antes de fazer qualquer alteração na medicação.

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Generalista

São Bernardo do Campo

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Sim, é possível que o retorno das crises de ansiedade esteja relacionado à troca da paroxetina pela sertralina, mas após dois meses é menos provável que seja simplesmente pela “ausência da paroxetina no organismo” ou um efeito rebote da sertralina. A paroxetina e a sertralina são antidepressivos serotoninérgicos (ISRS), mas não são medicamentos equivalentes em dose ou resposta individual. Você estava estável há anos com paroxetina 25 mg, enquanto a sertralina 20 mg pode representar uma estratégia ainda insuficiente para controlar seus sintomas, dependendo da formulação e do seu quadro clínico. Também é importante diferenciar sintomas de descontinuação da paroxetina de uma recaída do transtorno de ansiedade. Após dois meses, o retorno progressivo das crises tende a levantar mais a hipótese de perda de controle do quadro do que uma simples adaptação inicial. A estabilização pode exigir reavaliação da dose da sertralina, do diagnóstico e da estratégia de transição, especialmente considerando o planejamento de uma gestação. Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de modificar qualquer medicação. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


Olá! O que você está descrevendo pode acontecer e merece ser reavaliado pelo médico que acompanha o seu tratamento. A paroxetina e a sertralina pertencem à mesma classe de antidepressivos, mas não são medicamentos idênticos. Embora muitas pessoas façam a transição sem dificuldades, outras podem apresentar um retorno dos sintomas de ansiedade nas semanas seguintes à troca. Isso pode ocorrer porque a resposta aos antidepressivos é bastante individual, e uma dose considerada equivalente nem sempre produz o mesmo efeito para todos. Após dois meses, é menos provável que os sintomas sejam decorrentes da retirada da paroxetina em si. Nessa fase, é mais provável que esteja ocorrendo uma recorrência da ansiedade ou que a dose atual de sertralina ainda não esteja proporcionando o mesmo controle que você tinha anteriormente. Isso não significa que a sertralina não funcionará, mas pode ser necessário reavaliar a dose, o tempo de tratamento ou até mesmo a estratégia terapêutica. Como você está planejando uma gestação, é muito importante que qualquer ajuste de medicação seja feito de forma criteriosa, considerando tanto o controle dos sintomas quanto a segurança durante a gravidez. Inclusive, manter a ansiedade bem controlada também faz parte dos cuidados com a saúde materna e fetal. Uma avaliação individualizada permitirá entender se houve perda de resposta após a troca, se a dose de sertralina precisa ser ajustada ou se outra abordagem é mais adequada para que você volte a ficar estável e possa planejar a gestação com mais segurança.


A troca de um antidepressivo para outro pode exigir um período de adaptação, mesmo quando as duas medicações pertencem à mesma classe (ISRS). Após anos de estabilidade com paroxetina, é possível que o organismo esteja se ajustando à sertralina, e algumas pessoas podem apresentar retorno de sintomas de ansiedade durante essa transição. Isso não significa necessariamente “dependência” da paroxetina ou um efeito rebote, mas pode indicar que a nova medicação ainda não atingiu o mesmo nível de resposta terapêutica individual. A sertralina costuma precisar de algumas semanas para apresentar efeito completo, e a dose ideal varia conforme a resposta clínica e a tolerabilidade. Além disso, a retirada da paroxetina pode causar sintomas de descontinuação em algumas pessoas, devido à sua meia-vida mais curta, embora geralmente ocorram mais próximos da redução ou suspensão. O ideal é conversar com o psiquiatra que acompanha o caso para avaliar a intensidade das crises de ansiedade, necessidade de ajuste da dose da sertralina ou outras estratégias, especialmente considerando o planejamento de gestação. O acompanhamento médico é fundamental para equilibrar controle dos sintomas, segurança reprodutiva e estabilidade emocional.


A troca de um antidepressivo após anos de estabilidade pode, em algumas pessoas, levar a um período de readaptação, mesmo quando o novo medicamento pertence à mesma classe. A paroxetina e a sertralina são antidepressivos ISRS, mas possuem diferenças individuais de ação, metabolismo e resposta clínica. Portanto, é possível que a sertralina não esteja reproduzindo exatamente o mesmo efeito que a paroxetina produzia no seu organismo. Após dois meses da troca, algumas possibilidades podem ser consideradas: pode haver uma adaptação ainda incompleta à sertralina, uma dose que não seja suficiente para o seu controle de sintomas, ou uma recorrência dos sintomas de ansiedade após a mudança terapêutica. A ausência da paroxetina em si não costuma causar um “rebote” tardio após tanto tempo, mas a retirada de uma medicação que funcionava bem pode revelar novamente a vulnerabilidade para crises de ansiedade. O ideal é retornar ao psiquiatra que acompanha o caso para reavaliar a estratégia. O médico pode analisar a evolução dos sintomas, a dose atual da sertralina, o tempo de uso, possíveis efeitos adversos e discutir alternativas, como ajuste de dose, manutenção por mais tempo ou outra abordagem terapêutica. Não é recomendado alterar ou reiniciar a paroxetina por conta própria, especialmente considerando o planejamento de gestação. Além da medicação, intervenções como Terapia Cognitivo-Comportamental, técnicas de regulação da ansiedade, rotina de sono adequada, atividade física e redução de fatores desencadeantes podem auxiliar na prevenção de novas crises. O acompanhamento psiquiátrico é essencial para equilibrar o controle dos sintomas com o planejamento reprodutivo, avaliando também condições associadas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos, quando presentes.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.