Fiz mastectomia e esvaziamento axilar, sinto muita dor na axila e no braço como se estrangulassem, sensação

Fiz mastectomia e esvaziamento axilar, sinto muita dor na axila e no braço como se estrangulassem, sensação peso e queimação, frio ou banho quente aumentam dor. A ENMG não detectou lesão, não pude usar agulhas devido risco linfedema, isto pode ter prejudicado diagnóstico em nervo intercostobraquial?

3 respostas


O diagnóstico acaba sendo clínico, ou seja, exame clínico, história do paciente e tipo do sintoma. O importante é o controle da doença principal e o alívio da dor para manter a sua qualidade de vida.

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É importante o Sr(a) entender que o exame de agulha, chamado miografia, é útil para analisar o comprometimento motor, ou seja, ele não avalia alteração sensitiva, e mesmo o estudo de condução, no caso os choques, consegue avaliar fibras nervosas grossas (mielinizadas), a sensibilidade dolorosa é carregada por fibras finas. Por isso o diagnóstico é clínico. Mas lembrar que o exame eletromiográfico, não foi inválido, necessário para diagnósticos diferenciais.


A dor que você descreve, como se estivesse sendo estrangulada, acompanhada de sensação de peso, queimação, e o fato de que o frio ou banho quente aumentam a dor, são sintomas que podem estar associados ao comprometimento nervoso na região onde foi realizada a mastectomia e o esvaziamento axilar. A eletroneuromiografia (ENMG) é um exame valioso, mas é importante entender que ele tem suas limitações. No seu caso, como o exame de agulha não pôde ser realizado devido ao risco de linfedema, a avaliação pode ter sido limitada. A ENMG tradicionalmente avalia principalmente os nervos motores, e algumas fibras sensitivas mais grossas, mas nem sempre é eficaz em detectar problemas nas fibras nervosas finas, que são as responsáveis pela sensação de dor e queimação. O diagnóstico do envolvimento do nervo intercostobraquial, ou de outros nervos na região, muitas vezes é clínico, baseado na história dos sintomas e no exame físico. Isso significa que a experiência e a observação do médico sobre como os sintomas se apresentam são fundamentais para identificar o problema. É importante que você continue buscando alívio para esses sintomas com o acompanhamento do seu médico. Existem diversas abordagens para o manejo da dor neuropática, incluindo medicações e terapias específicas, que podem ajudar a melhorar sua qualidade de vida. Se necessário, a consulta com um especialista em dor pode ser uma boa opção para explorar outras alternativas de tratamento.

Dr. Gustavo Holanda

Dr. Gustavo Holanda

Neurologista pediátrico

Recife

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