Fiz uso recreativo de alucinógenos e estimulantes, estou limpa a 3 meses, parei sozinha, porem recor

Fiz uso recreativo de alucinógenos e estimulantes, estou limpa a 3 meses, parei sozinha, porem recorrentemente tenho flashbacks de alucinações um tanto intensos, devo consultar algum médico sobre isso?

14 respostas


Sim, vale procurar um psiquiatra. Depois do uso de alucinógenos algumas pessoas podem continuar tendo alterações perceptivas mesmo meses após parar, quadro conhecido como HPPD ou “flashbacks”. Mas isso ainda não quer dizer que você tenha desenvolvido uma "psicose". É importante entender como são essas experiências, quanto duram, se você mantém consciência de que são “flashbacks” e se existem gatilhos como estresse, pouco sono ou outras substâncias. Enquanto isso, mantenha a abstinência e evite principalmente novos alucinógenos, estimulantes e maconha, que podem piorar ou reativar esses sintomas.

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Sim, recomendo procurar um psiquiatra. Alterações perceptivas recorrentes após a interrupção de alucinógenos podem ocorrer e precisam ser diferenciadas de ansiedade, sintomas dissociativos, psicose e do chamado transtorno perceptivo persistente por alucinógenos (HPPD). O fato de você estar há três meses sem utilizar substâncias e ainda apresentar episódios intensos torna a avaliação especialmente importante. Informe ao médico quais substâncias foram utilizadas, frequência, última utilização e exatamente como são esses “flashbacks”, incluindo alterações visuais, auditivas, sensação de irrealidade e duração. Evite novas exposições a alucinógenos, cannabis e estimulantes até ser avaliada, pois podem piorar os sintomas. Caso ocorram perda importante do contato com a realidade, comportamento de risco, agitação intensa ou pensamentos de autoagressão, procure atendimento de urgência.


Sim, recomendo avaliação com psiquiatra. Alterações perceptivas recorrentes mesmo meses após interromper alucinógenos precisam ser diferenciadas de ansiedade, dissociação, sintomas psicóticos e do transtorno perceptivo persistente por alucinógenos (HPPD). É importante informar quais substâncias foram utilizadas, frequência e duração do uso, quando ocorreu a última exposição e exatamente como são os episódios atuais, incluindo alterações visuais, auditivas e sensação de irrealidade. Evite novas exposições a alucinógenos, cannabis e estimulantes, pois podem desencadear ou intensificar sintomas em pessoas suscetíveis. Se ocorrer perda importante do contato com a realidade, agitação intensa, comportamento de risco ou pensamentos de autoagressão, procure atendimento psiquiátrico de urgência.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Três meses sem uso, e por decisão própria, é uma conquista concreta que merece ser reconhecida. E sim, respondendo diretamente: esses flashbacks merecem avaliação médica, não por serem necessariamente graves, mas porque têm explicação, têm nome e existem abordagens. Alguns pontos práticos que costumam importar. Primeiro, fatores que tendem a intensificar os episódios: privação de sono, estresse, ansiedade, cafeína, cannabis e ambientes de pouca luz ou muita estimulação visual. Reduzir esses gatilhos costuma diminuir bastante a frequência. Segundo, a ansiedade em torno dos episódios alimenta os próprios episódios — o medo de que aconteça de novo aumenta a vigilância perceptiva, criando um ciclo. Trabalhar isso é parte relevante do manejo. Sobre a evolução: em boa parte dos casos os sintomas diminuem gradualmente ao longo de meses, sobretudo mantendo a abstinência. Em outros persistem mais, e há estratégias — incluindo psicoterapia e, em situações selecionadas, medicação — que ajudam a reduzir a intensidade. Há também um motivo adicional para buscar avaliação, e ele importa: o período após interromper o uso, ainda que por conta própria, merece acompanhamento. Uso recreativo de estimulantes e alucinógenos frequentemente se associa a quadros de ansiedade, depressão ou insônia que ficam mais evidentes depois da abstinência — e cuidar disso protege a manutenção do que você já conquistou. Se os episódios vierem acompanhados de perda da crítica (acreditar que as percepções são reais), desorganização do pensamento, ou pensamentos de se machucar, procure atendimento sem esperar — o CVV atende no 188, 24 horas. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


Sim, recomendo procurar avaliação médica, preferencialmente com um psiquiatra. Alterações perceptivas ou “flashbacks” que persistem ou se repetem meses após a interrupção do uso de alucinógenos merecem investigação. É importante entender quais substâncias foram utilizadas, frequência e duração do uso, além das características desses episódios, para avaliar possíveis causas e definir a melhor conduta. Manter-se sem o uso de substâncias é muito importante. Se as alterações se tornarem muito intensas, houver perda do contato com a realidade ou risco para si ou para outras pessoas, procure atendimento de urgência.


O que você está descrevendo pode estar relacionado a uma condição conhecida como HPPD (Hallucinogen Persisting Perception Disorder ou Transtorno Persistente de Percepção de Alucinógenos). Ela se caracteriza pela re-experiência de sintomas visuais ou sensoriais (como distorções visuais e flashbacks) longas semanas ou meses após o uso da substância ter cessado. Impacto emocional e estresse: Flashbacks recorrentes podem gerar ansiedade, medo de que eles não passem ou sensação de perda de controle, o que por si só já justifica uma avaliação médica para garantir sua tranquilidade e bem-estar. Diagnóstico diferencial: O médico poderá investigar se esses episódios estão isolados ao histórico de uso ou se há interação com outros fatores (como quadros de ansiedade, estresse ou variações de humor).Procurar ajuda não invalida o seu esforço de ter parado sozinha; pelo contrário, é uma forma de proteger e consolidar a sua recuperação a longo prazo, garantindo que você tenha suporte adequado para lidar com esse sintoma residual.


Sim. Uma juda de um psiquiatra experiente pode ajudar a você se adaptar melhor a essa fase, sem recaídas e sintomas como os que você descreve.

Dra. Monica Dib

Dra. Monica Dib

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Sim. Vale a pena consultar um médico, principalmente porque os episódios estão acontecendo 3 meses depois de você ter parado e você descreve os flashbacks como intensos. Existe uma condição chamada transtorno de percepção persistente por alucinógenos, na qual alterações perceptivas semelhantes às experimentadas durante o uso de alucinógenos podem reaparecer depois que a pessoa já parou de usar. Os episódios podem ser predominantemente visuais, mas também podem envolver outras distorções perceptivas. Estresse e falta de sono podem desencadeá-los em algumas pessoas.


Sim, recomendo procurar avaliação médica, preferencialmente com psiquiatra, principalmente porque as alterações visuais ou perceptivas continuam recorrendo três meses após interromper as substâncias. Após o uso de determinados alucinógenos podem ocorrer fenômenos perceptivos persistentes ou recorrentes, mas é necessário diferenciar isso de ansiedade, transtornos dissociativos, sintomas psicóticos, condições neurológicas e outras causas. Existe inclusive uma condição denominada transtorno perceptivo persistente por alucinógenos (HPPD), mas o diagnóstico não deve ser feito apenas pela descrição de “flashbacks”. O tipo de substância utilizada, frequência, duração dos sintomas, alterações visuais e presença de outros sintomas são fundamentais para a avaliação. Evite novos alucinógenos, estimulantes e outras substâncias psicoativas até esclarecer o quadro. Se houver perda de contato com a realidade, comportamento de risco ou sintomas muito intensos, procure atendimento imediatamente.


Sim. **Vale procurar avaliação médica**, sobretudo porque os episódios continuam **3 meses após interromper as substâncias** e você os descreve como intensos. Uma possibilidade é o **transtorno perceptivo persistente por alucinógenos (HPPD)**, no qual alterações perceptivas semelhantes às da intoxicação reaparecem depois que o efeito da droga já passou. Podem ocorrer imagens residuais, padrões ou formas, alterações de cores, halos, sensação de movimento e outras distorções visuais. Porém, antes de concluir que seja HPPD, é importante excluir outras causas neurológicas, oftalmológicas e psiquiátricas. ([PubMed Central (PMC)][1]) Eu começaria por um **psiquiatra**, contando exatamente quais substâncias foram utilizadas, frequência, quando foi o último uso e como são esses episódios. Dependendo das características, ele pode indicar também avaliação neurológica ou oftalmológica. **Manter abstinência de alucinógenos, estimulantes e cannabis** é especialmente importante, porque novas exposições podem piorar ou reacender os sintomas. Um detalhe ajuda a diferenciar situações: em HPPD, geralmente a pessoa **percebe que aquilo que está vendo não é real**. Se durante os episódios você perde essa crítica, passa a acreditar plenamente nas alucinações, fica confusa, muito agitada, paranoide ou apresenta alterações importantes de comportamento, isso merece uma avaliação mais rápida, pois pode representar outro quadro. ([PubMed Central (PMC)][2]) Se quiser, me descreva **exatamente como são seus flashbacks** — o que você vê/sente, quanto tempo duram, frequência e quais drogas utilizou — e eu posso te ajudar a diferenciar **flashback isolado × HPPD × sintomas de psicose ou de humor**.


Sim. Como esses fenômenos perceptivos continuam acontecendo após 3 meses sem uso e são intensos, vale procurar avaliação, preferencialmente com um psiquiatra. Após alucinógenos, algumas pessoas podem apresentar recorrência de alterações perceptivas mesmo sem nova intoxicação. Quando são persistentes e causam sofrimento ou prejuízo, uma das possibilidades a ser investigada é o transtorno perceptivo persistente por alucinógenos (HPPD), mas outras causas psiquiátricas, neurológicas e relacionadas a substâncias precisam ser descartadas. Manter-se sem alucinógenos e outros psicoativos é especialmente importante para essa avaliação diagnóstica. Se houver perda de contato com a realidade, confusão intensa, agitação importante, risco de se machucar ou alucinações que mandem você fazer algo, procure atendimento de urgência. Esta resposta é informativa e não estabelece diagnóstico pela internet.


Olá. Deve consultar, sim, e vale dizer antes de tudo que parar sozinha e manter três meses sem uso é uma conquista importante. Sobre os flashbacks: revivescer partes de uma experiência com alucinógenos depois de ter parado é um fenômeno reconhecido. Quando essas alterações de percepção voltam de forma repetida e incomodam, existe um diagnóstico específico, chamado transtorno persistente da percepção por alucinógenos, mais conhecido pela sigla HPPD, em que a pessoa mantém, mesmo lúcida e sem uso recente, sintomas como rastros de luz atrás de objetos em movimento, halos, brilho aumentado, chuvisco na visão e distorções de tamanho. Na avaliação é preciso diferenciar isso de enxaqueca com aura, crises de ansiedade com despersonalização, epilepsia e início de um quadro psicótico, o que muda completamente a conduta. Existe tratamento, e o quadro costuma melhorar com o tempo de abstinência. Algumas coisas pioram os sintomas e vale evitar: maconha, estimulantes, bebida em excesso, privacão de sono e estresse intenso. Procure um psiquiatra para essa avaliação. Se surgirem vozes, ideias de perseguição, confusão ou pensamentos de se machucar, aí a avaliação é urgente. Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.


Sim. Como os episódios são intensos e continuam após três meses sem uso, recomendo uma avaliação com psiquiatra em breve. Eles podem estar relacionados às substâncias usadas, mas outras causas também precisam ser investigadas. Confusão ou dificuldade para distinguir o que é real justificam atendimento imediato.


Olá! Boa noite! Sim, vale consultar um médico com prioridade, porque flashbacks recorrentes após uso de alucinógenos não devem ser banalizados. Esse quadro pode acontecer em transtorno perceptivo persistente por alucinógenos, mas também exige descartar outras causas clínicas e psiquiátricas. Como você relata episódios intensos e repetidos, a avaliação deve ocorrer nas próximas semanas, e antes disso se houver piora, confusão, sensação de perder o contato com a realidade, vozes, paranoia, convulsões, agitação importante ou ideia de se machucar. Nessas situações, a orientação é atendimento presencial urgente. Se desejar, pode agendar consulta online comigo pelo perfil para examinarmos melhor a natureza desses episódios, revisar a exposição prévia a substâncias e definir se há sinais de alerta que exijam encaminhamento mais rápido.

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