Fiz uso recreativo de alucinógenos e estimulantes, estou limpa a 3 meses, parei sozinha, porem recor

Fiz uso recreativo de alucinógenos e estimulantes, estou limpa a 3 meses, parei sozinha, porem recorrentemente tenho flashbacks de alucinações um tanto intensos, devo consultar algum médico sobre isso?

6 respostas


Sim, vale procurar um psiquiatra. Depois do uso de alucinógenos algumas pessoas podem continuar tendo alterações perceptivas mesmo meses após parar, quadro conhecido como HPPD ou “flashbacks”. Mas isso ainda não quer dizer que você tenha desenvolvido uma "psicose". É importante entender como são essas experiências, quanto duram, se você mantém consciência de que são “flashbacks” e se existem gatilhos como estresse, pouco sono ou outras substâncias. Enquanto isso, mantenha a abstinência e evite principalmente novos alucinógenos, estimulantes e maconha, que podem piorar ou reativar esses sintomas.

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Sim, recomendo procurar um psiquiatra. Alterações perceptivas recorrentes após a interrupção de alucinógenos podem ocorrer e precisam ser diferenciadas de ansiedade, sintomas dissociativos, psicose e do chamado transtorno perceptivo persistente por alucinógenos (HPPD). O fato de você estar há três meses sem utilizar substâncias e ainda apresentar episódios intensos torna a avaliação especialmente importante. Informe ao médico quais substâncias foram utilizadas, frequência, última utilização e exatamente como são esses “flashbacks”, incluindo alterações visuais, auditivas, sensação de irrealidade e duração. Evite novas exposições a alucinógenos, cannabis e estimulantes até ser avaliada, pois podem piorar os sintomas. Caso ocorram perda importante do contato com a realidade, comportamento de risco, agitação intensa ou pensamentos de autoagressão, procure atendimento de urgência.


Sim, recomendo avaliação com psiquiatra. Alterações perceptivas recorrentes mesmo meses após interromper alucinógenos precisam ser diferenciadas de ansiedade, dissociação, sintomas psicóticos e do transtorno perceptivo persistente por alucinógenos (HPPD). É importante informar quais substâncias foram utilizadas, frequência e duração do uso, quando ocorreu a última exposição e exatamente como são os episódios atuais, incluindo alterações visuais, auditivas e sensação de irrealidade. Evite novas exposições a alucinógenos, cannabis e estimulantes, pois podem desencadear ou intensificar sintomas em pessoas suscetíveis. Se ocorrer perda importante do contato com a realidade, agitação intensa, comportamento de risco ou pensamentos de autoagressão, procure atendimento psiquiátrico de urgência.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Três meses sem uso, e por decisão própria, é uma conquista concreta que merece ser reconhecida. E sim, respondendo diretamente: esses flashbacks merecem avaliação médica, não por serem necessariamente graves, mas porque têm explicação, têm nome e existem abordagens. Alguns pontos práticos que costumam importar. Primeiro, fatores que tendem a intensificar os episódios: privação de sono, estresse, ansiedade, cafeína, cannabis e ambientes de pouca luz ou muita estimulação visual. Reduzir esses gatilhos costuma diminuir bastante a frequência. Segundo, a ansiedade em torno dos episódios alimenta os próprios episódios — o medo de que aconteça de novo aumenta a vigilância perceptiva, criando um ciclo. Trabalhar isso é parte relevante do manejo. Sobre a evolução: em boa parte dos casos os sintomas diminuem gradualmente ao longo de meses, sobretudo mantendo a abstinência. Em outros persistem mais, e há estratégias — incluindo psicoterapia e, em situações selecionadas, medicação — que ajudam a reduzir a intensidade. Há também um motivo adicional para buscar avaliação, e ele importa: o período após interromper o uso, ainda que por conta própria, merece acompanhamento. Uso recreativo de estimulantes e alucinógenos frequentemente se associa a quadros de ansiedade, depressão ou insônia que ficam mais evidentes depois da abstinência — e cuidar disso protege a manutenção do que você já conquistou. Se os episódios vierem acompanhados de perda da crítica (acreditar que as percepções são reais), desorganização do pensamento, ou pensamentos de se machucar, procure atendimento sem esperar — o CVV atende no 188, 24 horas. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


Sim, recomendo procurar avaliação médica, preferencialmente com um psiquiatra. Alterações perceptivas ou “flashbacks” que persistem ou se repetem meses após a interrupção do uso de alucinógenos merecem investigação. É importante entender quais substâncias foram utilizadas, frequência e duração do uso, além das características desses episódios, para avaliar possíveis causas e definir a melhor conduta. Manter-se sem o uso de substâncias é muito importante. Se as alterações se tornarem muito intensas, houver perda do contato com a realidade ou risco para si ou para outras pessoas, procure atendimento de urgência.


O que você está descrevendo pode estar relacionado a uma condição conhecida como HPPD (Hallucinogen Persisting Perception Disorder ou Transtorno Persistente de Percepção de Alucinógenos). Ela se caracteriza pela re-experiência de sintomas visuais ou sensoriais (como distorções visuais e flashbacks) longas semanas ou meses após o uso da substância ter cessado. Impacto emocional e estresse: Flashbacks recorrentes podem gerar ansiedade, medo de que eles não passem ou sensação de perda de controle, o que por si só já justifica uma avaliação médica para garantir sua tranquilidade e bem-estar. Diagnóstico diferencial: O médico poderá investigar se esses episódios estão isolados ao histórico de uso ou se há interação com outros fatores (como quadros de ansiedade, estresse ou variações de humor).Procurar ajuda não invalida o seu esforço de ter parado sozinha; pelo contrário, é uma forma de proteger e consolidar a sua recuperação a longo prazo, garantindo que você tenha suporte adequado para lidar com esse sintoma residual.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.