Fui diagnosticado com depressão leve crônica. Tomo citalopram há seis meses. Esse tipo de depressão

Fui diagnosticado com depressão leve crônica. Tomo citalopram há seis meses. Esse tipo de depressão tem cura ou vou continuar tomando o remédio para evitar recaídas?

6 respostas


Entendo sua dúvida pois é muito comum pensar sobre isso após alguns meses de tratamento. A depressão leve crônica (distimia) pode ter um curso mais prolongado, mas tem controle e possibilidade de melhora significativa, especialmente com tratamento adequado. O Citalopram ajuda a estabilizar o humor e reduzir o risco de recaídas. O tempo de uso não é fixo: depende da sua evolução, histórico e estabilidade. Em alguns casos é possível reduzir e suspender com segurança; em outros, pode ser necessário manter por mais tempo para evitar retorno dos sintomas. O mais importante é uma avaliação individual para decidir o melhor momento e a forma correta de ajuste. Se quiser, posso te orientar melhor em consulta para definir isso com segurança.

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Boa tarde, Esse tipo de depressão costuma ter um curso mais prolongado, mas isso não significa que você vai ficar mal sempre. Muita gente consegue ficar bem e estável por longos períodos com tratamento adequado. Em alguns casos é possível reduzir ou até suspender a medicação, em outros vale manter por mais tempo para evitar recaídas. Na prática, isso depende de como você evolui ao longo do tempo.

Dra. Ilana  Souza

Dra. Ilana Souza

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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A depressão leve crônica, frequentemente relacionada ao diagnóstico de transtorno depressivo persistente (distimia), caracteriza-se por sintomas depressivos que permanecem por longos períodos, como tristeza, baixa energia, falta de motivação, alterações do sono, pessimismo e redução do prazer nas atividades. Em relação à “cura”, é importante entender que a evolução varia de pessoa para pessoa. Muitas pessoas apresentam remissão completa dos sintomas com o tratamento adequado e conseguem permanecer bem sem medicação, enquanto outras podem necessitar de um tratamento de manutenção por mais tempo para reduzir o risco de recaídas. O citalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS e costuma ser utilizado para controlar sintomas depressivos e também sintomas associados, como ansiedade, irritabilidade, pensamentos negativos e dificuldade de concentração. Após seis meses de uso, o psiquiatra geralmente avalia a resposta ao tratamento, a estabilidade dos sintomas, o histórico de episódios anteriores e fatores de risco antes de decidir se mantém, reduz ou suspende a medicação. A retirada, quando indicada, deve ser feita de forma gradual e sempre com acompanhamento médico, pois uma suspensão inadequada pode causar sintomas de descontinuação ou retorno dos sintomas. Além da medicação, a psicoterapia, especialmente abordagens como a terapia cognitivo-comportamental, pode ajudar a desenvolver estratégias para lidar com pensamentos depressivos, estresse e prevenção de recaídas. O fato de ter uma depressão crônica não significa que você necessariamente ficará dependente do medicamento para sempre. A decisão depende da sua evolução clínica, número de episódios, presença de sintomas residuais e dos fatores que contribuíram para o quadro.


Quadros depressivos persistentes podem apresentar períodos prolongados de sintomas e maior risco de recorrência. O tratamento não significa necessariamente uso de antidepressivo por toda a vida. A duração depende da gravidade, histórico de recaídas, resposta ao tratamento e fatores de risco individuais. A avaliação psiquiátrica periódica permite decidir com segurança sobre manutenção, redução ou suspensão do medicamento.


É possível ficar bem, sim. A palavra “crônica” descreve a persistência dos sintomas, mas não determina, sozinha, que você tomará remédio pelo resto da vida. E seis meses tomando citalopram não significam necessariamente seis meses recuperado. Para pensar na duração do tratamento, eu procuraria saber quando você voltou a se sentir bem e se ainda existe desânimo, perda de interesse ou dificuldade para tocar a rotina. O histórico de recaídas também pesa nessa decisão. Quando a depressão acompanha a pessoa por muito tempo, às vezes ela passa a considerar alguns sintomas como parte do próprio jeito de ser. Entender o que realmente melhorou ajuda a avaliar se o tratamento está cuidando de sintomas persistentes ou prevenindo uma nova piora.


Depressão pode apresentar remissão completa, mas a duração do tratamento antidepressivo depende principalmente do número e gravidade dos episódios, duração dos sintomas, presença de recaídas anteriores e fatores individuais. Melhorar após seis meses de citalopram não significa que o medicamento deva ser suspenso imediatamente, porque geralmente existe uma fase de manutenção justamente para consolidar a recuperação e reduzir o risco de recaída. Algumas pessoas utilizam antidepressivos por período limitado; outras, especialmente quando há episódios recorrentes ou depressão persistente, podem se beneficiar de tratamento mais prolongado. Psicoterapia, sono, atividade física e manejo de fatores associados também fazem parte da prevenção. A decisão deve ser tomada com seu médico e, quando indicada a suspensão, normalmente é feita de maneira gradual.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.