Gostaria de saber quais medicamentos sao prescritos geralmente para tratar o TOC. Eu sou diagnostica

Gostaria de saber quais medicamentos sao prescritos geralmente para tratar o TOC. Eu sou diagnosticado com TOC e faco o uso de venlanfaxina, risperidona, litio e quetiapina.

7 respostas


Olá! No TOC, os medicamentos de primeira linha são os antidepressivos (como o venlafaxina que você usa), muitas vezes em doses mais elevadas do que as usadas para ansiedade/depressão. Já os antipsicóticos (como a risperidona e quetiapina) apesar de não ser um tratamento de primeira linha, eles podem ser utilizados como estratégia de potencialização, principalmente em pacientes que apresentam sintomas incapacitantes e importante prejuízo funcional mesmo com o uso do antidepressivo em dose adequada para o TOC. Não existe um esquema único que funcione para todas as pessoas. O tratamento precisa ser individualizado, levando em consideração a intensidade dos sintomas, a presença de outras condições de saúde mental e a resposta de cada paciente às medicações.

Dr. Davson Coimbra

Dr. Davson Coimbra

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Geralmente para o diagnóstico de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) o tratamento medicamentoso inicial é com antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação da serotonina), principalmente a sertralina, fluvoxamina, fluoxetina e escitalopram, muitas vezes sendo necessário chegar a altas doses (por vezes doses até maiores do que as citadas em bula) para a redução dos sintomas. Alguns indivíduos também podem precisar de antipsicóticos em baixa dose para redução dos sintomas (haldol, risperidona, olanzapina, quetiapina, aripiprazol etc). Os duais (venlafaxina, duloxetina, etc) geralmente não são primeira linha de tratamento para TOC, mas seria necessário conhecer melhor seu caso e seus sintomas para avaliar porque sua profissional escolheu essas medicações para seu tratamento. Sempre evite a automedicação ou ajuste de dose por conta própria e busque um profissional em caso de persistência de sintomas.

Dra. Amanna Vieira Gama

Dra. Amanna Vieira Gama

Psiquiatra

Vitória da Conquista

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É particular de cada médico e de cada paciente. Depende da evolução e metabolismo de cada um. Para TOC, particularmente, eu gosto de iniciar com fluvoxamina e se necessário clomipramina. Estou à disposição para maiores dúvidas


Os medicamentos mais utilizados para o tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são os antidepressivos que aumentam a disponibilidade de serotonina, principalmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como sertralina, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, escitalopram e citalopram. Outra opção com eficácia comprovada é a clomipramina, um antidepressivo tricíclico. Esses medicamentos reduzem gradualmente a intensidade das obsessões (pensamentos intrusivos e repetitivos) e das compulsões (comportamentos ou rituais realizados para aliviar a ansiedade). No TOC, é comum serem necessárias doses mais elevadas e um tempo de tratamento mais prolongado do que em outros transtornos de ansiedade. Quando a resposta é parcial, o psiquiatra pode associar outros medicamentos, como antipsicóticos em baixas doses, por exemplo, a risperidona ou a quetiapina, especialmente em casos mais resistentes. O lítio e a venlafaxina não são considerados tratamentos de primeira linha para o TOC, mas podem ser indicados quando existem outros diagnósticos associados, como transtorno bipolar, depressão, ansiedade ou outras condições que influenciam a escolha do tratamento. Na prática, o objetivo não é apenas reduzir os sintomas, mas alcançar melhora funcional e qualidade de vida. Além da psicofarmacologia, a psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) é um dos pilares do tratamento e pode ser realizada pelo próprio psiquiatra quando possui formação específica em psicoterapia ou em conjunto com um psicólogo, conforme as necessidades de cada paciente. Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para compreender o motivo de cada medicação do seu esquema terapêutico e avaliar periodicamente sua eficácia. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


O tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) geralmente envolve uma combinação de psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com técnica de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), e medicamentos quando indicados. A escolha depende da intensidade dos sintomas, presença de comorbidades e resposta individual ao tratamento. Os medicamentos mais utilizados para TOC são os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como fluoxetina, sertralina, fluvoxamina, paroxetina e escitalopram. Em alguns casos, utiliza-se a clomipramina, um antidepressivo tricíclico com boa evidência para TOC, porém com necessidade de maior atenção aos efeitos colaterais. Em pacientes que não apresentam resposta adequada apenas aos antidepressivos, o psiquiatra pode considerar estratégias de potencialização, incluindo alguns antipsicóticos em baixas doses, principalmente risperidona e aripiprazol, especialmente quando existem sintomas intensos, pensamentos intrusivos persistentes, baixa resposta ao tratamento ou comorbidades associadas. No seu caso, o uso de venlafaxina, risperidona, lítio e quetiapina sugere que seu psiquiatra pode estar tratando não apenas o TOC, mas também outros aspectos associados, como instabilidade do humor, ansiedade, alterações do sono ou sintomas depressivos. A venlafaxina pode ter efeito sobre ansiedade e depressão, enquanto o lítio é um estabilizador do humor e pode ser utilizado em algumas situações específicas. É importante não modificar ou suspender essas medicações sem orientação médica. O acompanhamento psiquiátrico avalia a evolução das obsessões, compulsões, ansiedade, crises de ansiedade, insônia, irritabilidade, sintomas depressivos e qualidade de vida, ajustando o tratamento de forma individualizada.


O tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) geralmente envolve uma combinação de psicoterapia, principalmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), e medicamentos quando indicados. A escolha depende da intensidade das obsessões e compulsões, presença de outros transtornos associados e resposta individual ao tratamento. Os medicamentos com maior evidência para TOC são os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como sertralina, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina e escitalopram. A clomipramina (um antidepressivo tricíclico) também apresenta boa eficácia para TOC, porém exige maior atenção aos possíveis efeitos adversos. A venlafaxina é um antidepressivo da classe dos IRSN e pode ser utilizada em alguns casos, principalmente quando há sintomas associados de depressão ou ansiedade, embora a evidência para TOC seja geralmente menor do que a dos ISRS e da clomipramina. Quando há resposta insuficiente aos antidepressivos, alguns pacientes podem se beneficiar da associação com antipsicóticos em doses baixas, especialmente risperidona ou aripiprazol, como estratégia de potencialização. O lítio e a quetiapina não são medicamentos de primeira linha para TOC isolado, mas podem ser utilizados quando existem outras condições associadas, como transtorno bipolar, instabilidade do humor, sintomas depressivos importantes, ansiedade intensa ou alterações do sono. No seu caso, o uso de venlafaxina, risperidona, lítio e quetiapina sugere que seu psiquiatra pode estar tratando um quadro mais complexo, com possível associação de sintomas além do TOC. É fundamental não modificar essas medicações sem orientação médica, pois ajustes dependem da avaliação da resposta clínica, efeitos colaterais e histórico do paciente. O acompanhamento psiquiátrico avalia a evolução das obsessões, compulsões, ansiedade, depressão, crise de ansiedade, insônia, irritabilidade, estresse e funcionamento diário, buscando o melhor equilíbrio entre controle dos sintomas e qualidade de vida.


O tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) geralmente envolve uma combinação de psicoterapia e, quando indicado, medicamentos. A escolha depende da intensidade das obsessões e compulsões, presença de outros transtornos associados e resposta individual ao tratamento. Os medicamentos com maior evidência científica para TOC são os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como: Sertralina Fluoxetina Fluvoxamina Paroxetina Escitalopram A clomipramina, um antidepressivo tricíclico, também apresenta alta eficácia para TOC, embora possa exigir maior cuidado devido aos possíveis efeitos adversos. A venlafaxina (que você utiliza) é um antidepressivo da classe dos IRSN e pode ser utilizada em alguns casos, principalmente quando há associação com depressão ou ansiedade, embora a evidência específica para TOC seja geralmente menor do que a dos ISRS e da clomipramina. Quando o TOC não responde adequadamente ao antidepressivo isolado, alguns psiquiatras utilizam estratégias de potencialização com antipsicóticos em doses baixas, principalmente: Risperidona Aripiprazol A quetiapina pode ser utilizada em alguns casos, especialmente quando existem sintomas associados, como alterações importantes do sono, ansiedade intensa ou instabilidade do humor. O lítio não é um tratamento de primeira linha para TOC isolado, mas pode ser indicado quando existe uma condição associada, como Transtorno Bipolar, oscilações importantes do humor ou necessidade de estabilização do humor. No seu caso, o uso de venlafaxina, risperidona, lítio e quetiapina sugere que seu psiquiatra pode estar tratando um quadro mais complexo, com possível associação entre TOC e outros sintomas psiquiátricos. O tratamento precisa ser individualizado, pois alguns pacientes necessitam controlar não apenas as obsessões e compulsões, mas também sintomas como depressão, ansiedade, insônia, irritabilidade, estresse e alterações do humor. Além da medicação, a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) é considerada uma das abordagens psicoterápicas mais eficazes para o TOC e pode aumentar as chances de melhora. Não faça alterações nas medicações sem conversar com seu psiquiatra, pois o equilíbrio entre controle dos sintomas e efeitos colaterais é fundamental.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.