Há alguma contraindicação em associar escitalopram e agomelatina? Meu médico me receitou tomá-los

3 respostas
Há alguma contraindicação em associar escitalopram e agomelatina?
Meu médico me receitou tomá-los juntas depois que tive muitos sintomas de abstinência ao interromper sem desmame o eudok para iniciar a agomelatina.
Não se espera interações perigosas entre o escitalopram e a agomelatina.

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A princípio é possível associar as duas medicações. De qualquer forma sugiro que converse com psiquiatra para que possa fazer os devidos esclarecimentos, fazendo as orientações necessárias. Lembro que uma boa Aliança Terapêutica aliada ao autoconhecimento podem ajudar a lidar com as adversidades e trabalhar estratégias saudáveis de enfrentamento aos desafios que surgirem.
Dr. Felipe Ventura
Psiquiatra
Jerônimo Monteiro
A associação entre escitalopram e agomelatina não é formalmente contraindicada, mas deve ser feita com acompanhamento médico cuidadoso. Os dois medicamentos atuam de forma diferente no cérebro. O escitalopram é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), indicado principalmente para depressão e ansiedade. Já a agomelatina tem uma ação distinta: atua sobre os receptores de melatonina, ajudando a regular o ritmo do sono e do humor, além de bloquear receptores de serotonina 5-HT2C, o que também contribui para seu efeito antidepressivo.

Embora a agomelatina geralmente seja usada sozinha, em alguns casos ela pode ser associada a outro antidepressivo, como o escitalopram, especialmente em situações de transição entre medicações ou quando há sintomas residuais como insônia, agitação noturna ou dificuldade em estabilizar o humor com um único medicamento. No seu caso específico, como houve uma interrupção abrupta do escitalopram (Eudok) para iniciar a agomelatina e você apresentou sintomas intensos de abstinência, o médico pode ter decidido retomar o escitalopram para evitar o desconforto da retirada e, ao mesmo tempo, manter a agomelatina para auxiliar na regulação do sono e complementar o tratamento.

Essa combinação pode ser utilizada por um período, principalmente durante ajustes ou sobreposição de medicamentos, desde que monitorada de perto para evitar efeitos colaterais ou interações indesejadas. Em resumo, é uma estratégia viável em certos contextos clínicos, e, se estiver sendo bem tolerada por você, não há problema em mantê-la enquanto seu médico acompanha a resposta do tratamento.

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