Infelizmente, desde da minha pré adolescência e até um pouco da infância tive contato com pornografi
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Infelizmente, desde da minha pré adolescência e até um pouco da infância tive contato com pornografia por conta de um abuso que, felizmente, não chegou na penetração. Hoje em dia já namoro, sou uma mulher e até agora nunca consegui gozar com o meu namorado apenas, consigo somente assistindo pornografia. A sensação que eu tenho que quando estou tendo uma relação sexual e ele vai fazer um estimulo mais direto fica muito sensível e demora muito e fico tensa por não estar chegando lá, com pornografia consigo gozar até mesmo sem me tocar em um tempo muito menor, já me livrei disso, mas as sequelas ainda estão, tenho uma líbido bem alta e goto muito de ter relações, só que não consigo chegar lá. É alguma síndrome?
Boa tarde!
A experiência traumática que você teve na infância e na pré-adolescência causou feridas que comprometeram o seu desenvolvimento sexual. A pornografia tem a capacidade de estimular o cérebro mais rapidamente, pois não exige a interação física ou emocional com outra pessoa. Esse padrão de alta estimulação foi registrado pelo seu sistema nervoso, condicionando você a responder preferencialmente a esse estímulo visual.
Pelo seu relato, a sua memória corporal está profundamente associada a esse hábito. Por isso, é fundamental que você receba o acompanhamento de um sexólogo ou sexóloga. Esse profissional ajudará a identificar os elementos que impedem uma experiência sexual plena e auxiliará na construção de um diálogo mais aberto e saudável com o seu namorado sobre o prazer de vocês.
Espero ter ajudado.
A experiência traumática que você teve na infância e na pré-adolescência causou feridas que comprometeram o seu desenvolvimento sexual. A pornografia tem a capacidade de estimular o cérebro mais rapidamente, pois não exige a interação física ou emocional com outra pessoa. Esse padrão de alta estimulação foi registrado pelo seu sistema nervoso, condicionando você a responder preferencialmente a esse estímulo visual.
Pelo seu relato, a sua memória corporal está profundamente associada a esse hábito. Por isso, é fundamental que você receba o acompanhamento de um sexólogo ou sexóloga. Esse profissional ajudará a identificar os elementos que impedem uma experiência sexual plena e auxiliará na construção de um diálogo mais aberto e saudável com o seu namorado sobre o prazer de vocês.
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O que você descreve não é, necessariamente, uma “síndrome”. Muitas mulheres que tiveram contato precoce com pornografia ou passaram por situações de abuso podem acabar condicionando a excitação a determinados estímulos visuais ou fantasias específicas.
Quando o corpo aprende a responder de um jeito muito particular, pode haver dificuldade de atingir o orgasmo apenas na relação a dois. Além disso, a tensão, a autocobrança e a hipersensibilidade durante o estímulo também podem bloquear a resposta orgásmica.
Isso tem tratamento. Um acompanhamento com psicólogo ou sexólogo pode ajudar a trabalhar tanto as marcas emocionais do abuso quanto a reconstrução da resposta sexual de forma mais saudável e conectada ao parceiro.
Você não tem “algo errado”, mas sim uma história que precisa ser cuidada com acolhimento e orientação adequada.
Quando o corpo aprende a responder de um jeito muito particular, pode haver dificuldade de atingir o orgasmo apenas na relação a dois. Além disso, a tensão, a autocobrança e a hipersensibilidade durante o estímulo também podem bloquear a resposta orgásmica.
Isso tem tratamento. Um acompanhamento com psicólogo ou sexólogo pode ajudar a trabalhar tanto as marcas emocionais do abuso quanto a reconstrução da resposta sexual de forma mais saudável e conectada ao parceiro.
Você não tem “algo errado”, mas sim uma história que precisa ser cuidada com acolhimento e orientação adequada.
Antes de tudo, é importante dizer que o que você descreve é mais comum do que muitas mulheres imaginam e não significa que exista necessariamente uma “síndrome”. Seu relato mostra alguns fatores que podem estar influenciando sua resposta sexual.
O primeiro ponto é o histórico de exposição precoce à pornografia associado a uma experiência de abuso. Mesmo quando não houve penetração, esse tipo de vivência pode marcar a forma como o corpo aprende a responder aos estímulos sexuais. Muitas vezes o prazer fica condicionado a determinados estímulos ou contextos específicos.
Outro ponto é que você relata conseguir ter orgasmo com pornografia, mas não durante a relação com o parceiro. Isso geralmente indica que o corpo aprendeu um caminho específico de excitação. A pornografia costuma ativar muita fantasia, rapidez de estímulo e menos autoconsciência, enquanto na relação real podem surgir fatores como expectativa, tensão ou sensibilidade excessiva ao toque.
Essa hipersensibilidade no clitóris e a tensão por “precisar chegar lá” também podem interferir. Quando a mente entra em estado de cobrança ou ansiedade, o corpo tende a perder parte da capacidade de se entregar ao prazer.
Portanto, pelo que você descreve, não parece se tratar de uma síndrome rara, mas sim de um padrão de resposta sexual que pode ser trabalhado e reorganizado.
A terapia cognitivo-sexual ajuda justamente nesses casos, trabalhando:
• ressignificação de experiências passadas
• redução da ansiedade durante o sexo
• reconexão com as sensações do corpo
• ampliação das formas de estímulo e prazer no casal
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281, trabalho com terapia cognitivo-sexual e atendo mulheres que enfrentam dificuldades para atingir o orgasmo ou que sentem que o prazer ficou condicionado a certos estímulos.
Realizo atendimento online para brasileiras em qualquer lugar do mundo ou presencial no Rio de Janeiro. Muitas dessas dificuldades podem ser compreendidas e transformadas quando trabalhadas de forma adequada em terapia.
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