Meu filho contraiu o parasita da toxoplasmose quando criança em torno dos 3 anos,hj com 13 contraiu

Meu filho contraiu o parasita da toxoplasmose quando criança em torno dos 3 anos,hj com 13 contraiu dengue,quais os riscos?

3 respostas


Olá. Não sei se compreendi bem sua pergunta, mas para deixar claro, o fato de ter contraído toxoplasmose aos 3 anos não o deixa mais ou menos suscetível a contrair dengue hoje aos 13 anos, ok? Antes de tudo, a dengue é uma doença comum em nosso país, não se apavore. Seu filho necessita de repouso e bastante hidratação (água, sucos, chás, água de coco), ao menos 3-4 Litros de líquido por dia. Febre, moleza e manchinhas vermelhas no corpo são normais. Para tais sintomas, analgésicos comuns são suficientes (nomes e dosagens devem ser discutidos com seu médico ou médico da Unidade Básica de Saúde). Não dar sob nenhuma hipótese AAS, Naproxeno, Cetoprofeno, Ibuprofeno, pois são anti-inflamatórios e interferem na produção de plaquetas. Devemos ficar atentos aos seguintes sinais, ao que chamamos de Sinais de Alarme: - Dor abdominal que não melhora com analgésicos comuns (dipirona, paracetamol); - Vômitos persistentes; - Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); - Sensação de desmaio ou desmaio; - Sonolência excessiva; - Sangramentos de mucosas (sangramento em gengivas), sangramento nas fezes. >> Caso apresente algum desses sintomas, leve-o imediatamente ao pronto socorro! Os piores sintomas da dengue costumam melhorar entre 5 e 7 dias. O repouso é muito importante.

Dr. Afonso Xavier

Dr. Afonso Xavier

Especialista em Clínica Médica

São Paulo

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Entendo sua preocupação e é ótimo que você esteja atento à saúde do seu filho. Para começar, quero esclarecer que o fato de ele ter contraído toxoplasmose aos 3 anos não o torna mais suscetível à dengue agora aos 13 anos. São doenças diferentes, causadas por agentes distintos, e o histórico de toxoplasmose não interfere na recuperação ou na vulnerabilidade dele à dengue. A dengue é uma doença comum em nosso país, e embora cause bastante desconforto, muitos casos se resolvem com repouso e cuidados simples. O ponto mais importante no momento é garantir que ele fique em repouso e mantenha uma boa hidratação. Ofereça bastante água, sucos, chás ou água de coco, garantindo que ele ingira entre 3 e 4 litros de líquidos por dia, o que ajuda a prevenir a desidratação, um dos principais riscos associados à dengue. Febre, cansaço, dores no corpo e manchas vermelhas na pele são sintomas comuns da dengue. Analgésicos como dipirona ou paracetamol podem ser utilizados para aliviar esses desconfortos, mas é importante que você sempre converse com um médico para saber as doses adequadas. Evite o uso de medicamentos anti-inflamatórios, como AAS, ibuprofeno, cetoprofeno e naproxeno, pois eles podem afetar a coagulação do sangue e agravar o quadro da dengue. Preste atenção aos sinais que indicam complicações, como dor abdominal intensa que não melhora, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos no corpo, sensação de desmaio, sonolência excessiva ou dificuldade em acordar, e sangramentos em gengivas ou nas fezes. Se qualquer um desses sintomas aparecer, é importante levar seu filho imediatamente ao pronto-socorro, pois esses sinais podem indicar uma forma mais grave de dengue. Os piores sintomas da dengue costumam melhorar entre cinco e sete dias, mas o repouso é fundamental para a recuperação. Se você tiver dúvidas ou quiser monitorar mais de perto o estado de saúde do seu filho, a telemedicina é uma ótima opção para acompanhamento seguro e rápido. A plataforma Doctoralia oferece médicos com alta satisfação de atendimento, e, em tempos de doenças infectocontagiosas como COVID-19, MPOX e outras, o atendimento online protege sua família e evita deslocamentos desnecessários. Se precisar, posso te orientar diretamente em uma teleconsulta para que você se sinta mais tranquilo com o cuidado do seu filho.

Dr. Gustavo Holanda

Dr. Gustavo Holanda

Neurologista pediátrico

Recife

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A toxoplasmose adquirida na infância, quando tratada adequadamente, geralmente evolui para a forma latente (inativa), com o parasita permanecendo encistado nos tecidos sem causar problemas em pessoas com sistema imunológico saudável. Quanto à relação entre toxoplasmose prévia e dengue, não há evidência científica de que ter tido toxoplasmose aumente o risco ou a gravidade da dengue. São infecções causadas por agentes completamente diferentes (parasita x vírus) e com mecanismos distintos. O principal risco da dengue está relacionado a: - Número de infecções prévias por dengue (uma segunda infecção por sorotipo diferente tem maior risco de forma grave) - Condições clínicas individuais - Hidratação e acompanhamento médico adequados Recomendo que seu filho seja acompanhado por um pediatra ou infectologista para monitorar a dengue e manter o acompanhamento da toxoplasmose. Como não atendo pacientes pediátricos (sou especialista em Clínica Médica), recomendo que procure o pediatra dele para avaliação. Referências: - Montoya JG, Liesenfeld O. Toxoplasmosis. Lancet. 2004;363(9425):1965-1976. - WHO. Dengue guidelines for diagnosis, treatment, prevention and control. 2023. Dr. Anderson Contaifer, médico especialista em Clínica Médica, CRM-SC 24484, RQE 18790.

Dr. Anderson Contaifer

Dr. Anderson Contaifer

Especialista em Clínica Médica

Florianópolis

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.