Meu filho é estudante de medicina do 3 período, e há uns dois meses teve crises fortes de ansiedade,

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Meu filho é estudante de medicina do 3 período, e há uns dois meses teve crises fortes de ansiedade, foi medicado pela psiquiatra, está tomando venlafaxina 150mg, começou com a melhor dose, não sente mais ansiedade, mas tá reclamando muito da memória diz que não consegue memorizar o que estuda, fez prova recente e se saiu mal, ele sempre foi muito inteligente e bom de memória, não sabemos o que fazer, porque ele está com medo de não conseguir e ficar reprovado, será está falta de memória tem a ver com o medicamento ou as crises deixaram alguma sequela?
Algumas pessoas se queixam de dificuldades cognitivas com medicações como a venlafaxina, mas não é uma queixa frequente. Tem de ver com o psiquiatra dele se esta dificuldade pode ter outras causas, mais frequentes.

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A sua preocupação é muito compreensível, especialmente pela mudança de desempenho em alguém que sempre teve bom funcionamento cognitivo.

A venlafaxina é um antidepressivo bastante utilizado no tratamento da ansiedade e, em geral, não está associada a prejuízo cognitivo significativo. Em alguns casos, podem ocorrer queixas como dificuldade de concentração ou sensação de “mente mais lenta”, principalmente no início do tratamento, mas não é o efeito mais típico — e costuma ser transitório.

Por outro lado, é importante considerar que episódios recentes de ansiedade intensa podem impactar bastante a memória e a capacidade de aprendizado. A ansiedade elevada interfere diretamente na atenção e na consolidação da memória, e mesmo após a melhora dos sintomas mais evidentes, pode haver um período de recuperação cognitiva. Além disso, o próprio estresse acadêmico, a autocobrança e o medo de não conseguir performar podem manter esse ciclo de dificuldade.

Outro ponto relevante é que, ao sair de um estado de hiperansiedade para um estado mais “controlado”, alguns pacientes relatam uma sensação subjetiva de menor agilidade mental, o que pode ser interpretado como piora da memória, mas muitas vezes reflete uma mudança no ritmo cognitivo.

Dito isso, como a queixa está impactando diretamente o desempenho acadêmico, vale sim reavaliar com a psiquiatra assistente. Pode ser necessário ajustar a dose, revisar o diagnóstico (por exemplo, avaliar sintomas residuais de ansiedade ou até humor) ou considerar outras estratégias. Em alguns casos, também é útil investigar fatores como sono, fadiga, sobrecarga e até realizar uma avaliação cognitiva mais detalhada.

De forma geral, isso não costuma representar uma “sequela” permanente, e há boas chances de reversão com o ajuste adequado do tratamento.
A amnésia em si não é um efeito adverso esperado para esta medicação. Quanto à sequela de crises, isso não existe em ansiedade pura, ou seja, pessoa que não está com alguma condição orgânica associada. Se alguém tem uma arritmia cardíaca, por exemplo, no curso da crise, o coração se acelera, todo sistema nervoso autônomo reage e pode haver eventos vasculares. Pensando na pior das hipóteses um infarto ou AVC. Mas isso, para quem tem um condição de base. O que pode estar acontecendo é uma alteração da atenção dele, especialmente se ele estiver se sentindo um pouco agitado e a atenção compromete a memória. Outra possibilidade, no primeiro mês de uso, pode ocorrer uma pequena piora de sintomas depressivos, estes sim cursam com dificulade de atenção, raciocínio, memória, decisões. Talvez isto esteja relacionado à dose. Entre em contato imediatamente com o médico que precreveu, conta para ele o que está acontecendo para ele te orientar o que fazer. É importante agir rápido, mas pelas poucas informações não me parece ser uma coisa permanente, tipo, lesou o cérebro do seu filho. Nada disso, são efeitos manejáveis e o médico precisa ser informado para saber o que está acontecendo e não ficar esperando a próxima consulta pra poder agir.

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