Meu filho tem 3 anos, ele e diagnosticado com Tea,TDH,TOD ele toma 3 tipos de medicação controlada,

Meu filho tem 3 anos, ele e diagnosticado com Tea,TDH,TOD ele toma 3 tipos de medicação controlada, mais ele come incompessivamente, ele está acima do peso, se ele comeu agora quando terminar ele já pede mais que está com fome, quando não dar ele entra em crises e eu não sei oque fazer pra ele parar de comer assim, oque eu faço pra tudo isso ?

3 respostas


Em primeiro lugar, temos que avaliar as medicações que ele toma (algumas, como a risperidona, aumentam o apetite) e verificar se é possível substituir. Em segundo, verificar se há transtorno de ansiedade piorando a compulsão alimentar. Em terceiro: tente não ter alimentos que ele goste muito de fácil acesso, como na geladeira. Deixe disponíveis apenas alimentos mais nutritivos. Outra dica é acrescentar Psylliym nas refeiçoes; São muitas questões envolvidas, seu filho precisa passar por uma consulta.

Dra. Jennifer Jorge de Sales

Dra. Jennifer Jorge de Sales

Neurologista pediátrico

Fortaleza

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O aumento de apetite e ganho de peso são efeitos colaterais muito comuns dessas medicações em crianças com TEA. Aumento de apetite ocorre em até 50% das crianças tratadas com antipsicóticos. Recomendo conversar com o médico que prescreveu os medicamentos, comentando desses efeitos colaterais. Se possível ajustar a dose ou trocar por uma medicação com menor risco de ganho de peso. Estabelecer rotinas fixas de horários de alimentação, com rotinas visuais. Tentar redirecionar quando possível. Avaliação com endocrinologista pediátrico seria interessante também no caso.


Entendo sua angústia. Ver um filho tão pequeno sofrendo com impulsos que ele mesmo não consegue controlar é extremamente difícil, ainda mais quando isso começa a afetar a saúde física e emocional dele. O que você descreve não é apenas “fome” ou “mania de comer”. Em crianças com Transtorno do Espectro Autista, TDAH e Transtorno Opositivo Desafiador, esse comportamento alimentar pode fazer parte de um padrão de autorregulação inadequada. Ou seja, a comida passa a ser uma forma de aliviar ansiedade, frustração ou desorganização interna. A criança sente um desconforto que não sabe explicar, e comer vira uma tentativa de se acalmar. Além disso, alguns medicamentos usados nesses quadros podem aumentar o apetite ou desregular a sensação de saciedade. Isso precisa ser avaliado com muito cuidado, porque pode estar contribuindo diretamente para esse padrão compulsivo. O ganho de peso nessa fase da vida não é um detalhe. Ele pode trazer consequências metabólicas precoces e piorar ainda mais a agitação, o sono e o comportamento. Por isso, encare como um sinal de alerta importante, que exige intervenção estruturada. O caminho mais seguro envolve alguns pilares. Primeiro, revisão médica das medicações: doses, horários e até a necessidade de ajustes. Segundo, organização ambiental rigorosa: não deixar comida disponível livremente, estabelecer horários previsíveis e rotinas bem definidas. Terceiro, intervenção comportamental, preferencialmente baseada em análise do comportamento (ABA), para ensinar outras formas de lidar com frustração e ansiedade sem recorrer à comida. Quarto, acompanhamento nutricional especializado, porque não se trata apenas de “comer menos”, mas de reorganizar a relação com o alimento. Outro ponto essencial: não ceder durante as crises. Sei que é difícil, mas quando a criança aprende que insistir ou entrar em crise resulta em comida, o comportamento se fortalece. É preciso consistência, previsibilidade e apoio profissional para orientar a família nesse manejo. Esse tipo de quadro não melhora sozinho e tende a se intensificar se não for tratado de forma coordenada. A boa notícia é que, com abordagem correta e integrada, é possível reduzir bastante esse comportamento e melhorar a qualidade de vida da criança e da família. Hoje, a telemedicina permite avaliar tudo isso com profundidade, revisar medicações, orientar estratégias práticas e acompanhar a evolução de forma próxima e contínua. Plataformas como a Doctoralia reúnem médicos bem avaliados, com experiência nesse tipo de situação, facilitando o acesso a uma segunda opinião qualificada, de forma rápida, segura e discreta. Em um cenário em que ainda convivemos com infecções como COVID-19, MPOX, parvovírus B19 e até riscos emergentes como a gripe aviária H5N1, o atendimento online protege você e sua família, evita deslocamentos e otimiza seu tempo. É parte da transformação digital da saúde, com apoio da inteligência artificial e da medicina moderna. Se for possível, busque esse acompanhamento o quanto antes. Em uma teleconsulta, dá para organizar um plano claro, ajustar condutas e te orientar com mais segurança em cada passo. Mesmo que não seja agora, vale conhecer os profissionais disponíveis e manter esse contato por perto.

Dr. Gustavo Holanda

Dr. Gustavo Holanda

Neurologista pediátrico

Recife

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.