Meu filho tem cinco anos e meio e começou a dizer coisas ruins, tipo que quer ser ladrão quando crescer,

Meu filho tem cinco anos e meio e começou a dizer coisas ruins, tipo que quer ser ladrão quando crescer, que vai matar todo mundo e coisas assim. Ele não é agressivo, não tem atitudes perversas como maltratar animais ou outras crianças e é muito carinhoso comigo. É normal ele dizer essas coisas ?

9 respostas


As atitudes e falas das crianças são melhor compreendidas quando considerados o ambiente familiar e social em que se insere. Visões de mundo compartilhadas através de ações, piadas e comentários são interpretadas pelas crianças e normalmente elas tendem a se ajustar àquilo que entendem como normal. Para além do que os adultos pensam que falam e suas preocupações quanto ao politicamente correto, as crianças "captam" o que falamos nas entrelinhas. Vivemos um período político tenso,enquanto muitos xingam abertamente alguns políticos (e mesmo em função de atributos que nada têm a ver com a política) outros defendem e se miram em ladrões bem sucedidos que, com algumas medidas, matam milhares de brasileiros. Isso é apenas um exemplo quanto a situações que muitas crianças são expostas. O que será que elas compreendem sobre os diversos tipos de bandidos e ladrões que temos em nossa sociedade? Quem será esse "todo mundo" que ela se refere como alvo de sua suposta fúria?

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Olá. Como bem foi colocado pelos colegas, é importante considerar a que tipo de influências está seu filho sofrendo através da mídia e do contato com outras pessoas (dentro e fora do campo familiar). Mas alguns pontos relevantes são importantes, como: 1) nessa fase a criança não tem muita compreensão do significado sobre o que repete. 2) dependendo de como seja a reação daqueles que o ouve assim falar, pode ser que esteja tendo uma fala para chamar atenção. 3) Ter informação de como está seu relacionamento com tudo e com todos que o rodeia, acontece dentro do esperado? Pois, considerar o padrão de atitude da criança nessa fase é mais indicativo do que dar relevância sobre o que ela fala.

Roselice Fernandes

Roselice Fernandes

Psicólogo

Rio de Janeiro

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As crianças estão sendo expostas à violência cada vez mais cedo pela sociedade e como ainda não têm repertório próprio, pois está em formação, podem considerar tais comportamentos agressivos naturais e comuns. Antes de diagnosticar a criança com alguma psicopatologia, por mais que os sintomas pareçam ser patológicos, questões como o ambiente, relações familiares, com amigos e incentivos diversos têm que ser investigados e analisados. Indico a psicoterapia para investigação do histórico completo, bem como a idade e estímulos acima citados. Rotular antes de compreender seria mais um incentivo à violência, portanto, busque por psicoterapia ao seu filho o quanto antes e, se após investigação adequada, for identificada alguma disfunção ou comportamento patológico, as intervenções serão adequadas, mas reitero que intervenções sem patologia podem ajudar a criança a compreender oque está tentando denunciar com tais comportamentos.


As crianças imitam os comportamentos , principalmente se com isso chamar sua atenção. É bem provável que esteja tendo acesso a muita violência na TV. Evite repreendê-lo pelo comportamento, essa atitude só vai aumentar as falas dele. Brinque com ele dizendo que você prefere ser a mocinha pois é quem vence no final. Parabéns por estar atenta e preocupada se não resolver sugiro procurar um psicólogo que nos ajuda nessas dificuldades. O amor é o melhor remédio. Um grande abraço


É comum nessa idade as crianças falarem coisas que ouvem de outros adultos, ou na televisão... porém, ainda não possuem maldade e, nem quer dizer com isso, que ele se transformará em uma pessoa negativa. Redobre sua atenção, sua dose de carinho e procure ressaltar as coisas boas/positivas que ele demonstra dizendo o quanto você se orgulha dele quando ele faz uma coisa "bonita" , sempre reforçando a importância dele para sua vida e, se ele continuar ainda a falar essas coisas, pergunte para ele o que ele acha sobre isso e aproveite para dizer que esse não é um bom caminho/comportamento. É muito importante fazer a criança pensar no que fala e nas atitudes, isso irá a ajudá-lo a ser uma pessoa crítica e reflexiva, lembrando que a família é o seu modelo.

Rita Bastos

Rita Bastos

Psicopedagogo

Salvador

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Olá, minha sugestão é que procure ajuda com Psicólogo especialista em psicoterapia infantil, este profissional tem uma variedade de técnicas apropriadas que contribuem com o acompanhamento psicológico do público infantil. Dentre tais técnicas, destaco a elaboração de desenhos, colagens, pinturas, caixa lúdica e teatro com a fantoshes. O profissional irá ampliar a compreensão do comportamento do seu filho através do ato de brincar percebendo os conflitos sociais na visão de mundo da própria criança, uma vez identificado suas angústias, anseios e sofrimento, propõe então intervenção incluindo a família e muitas vezes até a escola. Dúvidas estamos a disposição. Nelson Ferreira - CRP 06/127710


É complicado afirmar sem conhecer em detalhes a rotina do seu filho. Para entender a razão desse tipo de falas ocorrer, é preciso observar quais são as conversas e estímulos que seu filho recebe ao longo do dia. Exemplo: adultos conversando, programas de televisão, internet, falas de amigos com os quais convive, etc... Nesse meio ele possivelmente aprende as falas que repete mais tarde os modelos, mas sem necessariamente compreender o sentido ou a gravidade do que diz. É um comportamento comum em crianças menores, mas que uma vez identificada a(s) fonte(s) pode ser ajustado com educação e carinho (sem castigos, broncas ou outras punições).

Rodrigo Puppi

Rodrigo Puppi

Psicólogo

São Paulo

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Olá! Nesta faixa etária a criança repete o que vê, ouve, seja no ambiente em que vive, na escola ou TV, etc. É importante conversar com ele para entender o que se passa. Ele ainda não tem maturidade para compreender o que de fato é um ladrão, são coisas que estão no imaginário e é necessário dar um sentido a tudo isso além de orienta-lo. Repreender jamais. Sou psicóloga infantil, especialista em Saúde Mental e fico à disposição para ajudá-la. Um abraço


Olá! Puxa, parece que há um pedido claro de atenção por parte dessa criança. Já perguntou a ela de onde surgiram essas ideias? Quais seus heróis preferidos? Sem moralismos, seria importante conversar com ela e perguntar por exemplo "o que sobraria para esse ladrão se ele matasse "todo mundo"? O que esse ladrão procura? Ele tem algum problema que o impede de trabalhar? Perguntas simples, mas que possa dar alguma pista qual pedido esta criança está fazendo, quando diz estas afirmações. A criança não tem o mesmo senso de moralismo que os adultos. É preciso entender o que ela diz quando repete essas frases. Um profissional poderia orientar na escuta da criança e dos pais, no caso a caso. Um abs e fico à disposição!

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.