Meu médico decidiu trocar a fluoxetina pela vilazodona. Não tenho depressão, mas sim muitos pensamen
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Meu médico decidiu trocar a fluoxetina pela vilazodona. Não tenho depressão, mas sim muitos pensamentos intrusivos, pensamentos obsessivos, TOC de pensamento, o que gera muita ansiedade. Nesse sentido, o tratamento com vilazodona tende a aliviar esses sintomas de uma forma mais eficaz? E outra questão: a vilazodona costuma afetar a libido? Espero que não, pois a fluoxetina comprometeu demais a minha libido.
Olá! O seu caso - pensamentos intrusivos e obsessivos, em geral é tratado com antidepressivos, pela ação fisiológica do medicamento no controle dos sintomas, mesmo que não tenha depressão.
O tratamento com Vilazodona tende a aliviar esses sintomas, caso persistam procure o médico que te acompanha para ajuste de dose ou troca da medicação. A Vilazodona tem um perfil mais neutro sobre libido, com menor risco de interferir.
O tratamento com Vilazodona tende a aliviar esses sintomas, caso persistam procure o médico que te acompanha para ajuste de dose ou troca da medicação. A Vilazodona tem um perfil mais neutro sobre libido, com menor risco de interferir.
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A vilazodona é indicada para o tratamento de quadros depressivos e pode também auxiliar em sintomas ansiosos, desde que utilizada em doses adequadas. Trata-se de uma medicação que, em geral, apresenta baixo impacto sobre a libido
A vilazodona pode ajudar na ansiedade e nos pensamentos intrusivos, mas não é o antidepressivo com melhor evidência para TOC. Os mais eficazes costumam ser fluvoxamina, sertralina, paroxetina, venlafaxina e clomipramina, que têm ação mais robusta sobre os sintomas obsessivos. Entre eles, a sertralina, a fluvoxamina e a venlafaxina tendem a causar menos impacto na libido em comparação à fluoxetina e à paroxetina. Mesmo assim, a resposta é individual, e vale discutir com seu médico qual opção equilibra melhor eficácia e tolerabilidade.
A vilazodona é um antidepressivo com um mecanismo de ação distinto: atua como inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), assim como a fluoxetina, mas também como agonista parcial do receptor 5-HT1A, o que a diferencia de outros ISRS clássicos. Essa dupla ação pode proporcionar efeito ansiolítico adicional e, em alguns casos, menor impacto sobre a libido, o que a torna uma opção interessante em pacientes sensíveis aos efeitos colaterais sexuais de antidepressivos.
Embora a vilazodona tenha sido aprovada principalmente para o tratamento da depressão, há evidências clínicas e relatos que indicam potencial benefício em transtornos de ansiedade e sintomas obsessivos, como no TOC de pensamentos (ruminações, intrusões, obsessões), mesmo fora do diagnóstico clássico de depressão. Seu perfil farmacológico pode ajudar na redução da ansiedade e do conteúdo intrusivo, sendo por isso escolhida por alguns psiquiatras quando há queixas cognitivas ansiosas predominantes.
Em relação à libido, os estudos indicam que a vilazodona tende a ter menor incidência de disfunção sexual em comparação a outros ISRS, como a fluoxetina. No entanto, a resposta é individual, e é possível que alguns pacientes ainda apresentem efeitos sexuais adversos, especialmente nas primeiras semanas de uso.
Diante do histórico de sensibilidade à fluoxetina e dos sintomas obsessivos marcados, a troca para a vilazodona pode ser clinicamente justificada, mas o acompanhamento próximo será essencial para avaliar a eficácia e a tolerabilidade do novo tratamento.
Agende revisões regulares com seu psiquiatra para monitorar os sintomas obsessivos, os efeitos colaterais e, se necessário, ajustar a dose ou a estratégia terapêutica.
Embora a vilazodona tenha sido aprovada principalmente para o tratamento da depressão, há evidências clínicas e relatos que indicam potencial benefício em transtornos de ansiedade e sintomas obsessivos, como no TOC de pensamentos (ruminações, intrusões, obsessões), mesmo fora do diagnóstico clássico de depressão. Seu perfil farmacológico pode ajudar na redução da ansiedade e do conteúdo intrusivo, sendo por isso escolhida por alguns psiquiatras quando há queixas cognitivas ansiosas predominantes.
Em relação à libido, os estudos indicam que a vilazodona tende a ter menor incidência de disfunção sexual em comparação a outros ISRS, como a fluoxetina. No entanto, a resposta é individual, e é possível que alguns pacientes ainda apresentem efeitos sexuais adversos, especialmente nas primeiras semanas de uso.
Diante do histórico de sensibilidade à fluoxetina e dos sintomas obsessivos marcados, a troca para a vilazodona pode ser clinicamente justificada, mas o acompanhamento próximo será essencial para avaliar a eficácia e a tolerabilidade do novo tratamento.
Agende revisões regulares com seu psiquiatra para monitorar os sintomas obsessivos, os efeitos colaterais e, se necessário, ajustar a dose ou a estratégia terapêutica.
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