Meu psiquiatra me passou risperidona 1mg pra ansiedade e insônia,pois tomo rivotril e o mesmo já não
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Meu psiquiatra me passou risperidona 1mg pra ansiedade e insônia,pois tomo rivotril e o mesmo já não faz efeito e não consigo deixar,tomei a risperidona por 2 meses e meio e me fez muito mal,muita sedação,tontura e outros sintomas,ele entrou com a mirtazapina para substituir e desmamar a risperidona,fiz o desmame gradual e cessou o uso da risperidona a 4 dias,mas não consigo fazer nada,minha vida parou com a mirtazapina,sinto tontura,visão embaçada,confusão mental,daí não sei se é da abstinencia da risperidona ou da propria mirtazapina,vocês podem me ajudar?
Não seria abstinência de risperidona, pois a risperidona não tem esse tipo de síndrome de abstinência.
Desses remédios, o único associado a síndrome de abstinência é o rivotril. Você entende como ela funciona? Posso te explicar se quiser.
Quanto à mirtazapina: é um antidepressivo potente, tendo a dose mais sedativa de todas como a de 15mg 1 comprimido. Esse potencial desestimulante da molécula pode estar causando essas alterações que você está sentindo, o que pode ser que melhore (a ser avaliado em consulta, claro) com o aumento da molécula ou com sua substituição.
Me conta um pouco melhor: como é sua ansiedade? Você tem crises de ansiedade, costuma ter sofrimento antes das coisas acontecerem, ou tem algum outro tipo de ansiedade?
Desses remédios, o único associado a síndrome de abstinência é o rivotril. Você entende como ela funciona? Posso te explicar se quiser.
Quanto à mirtazapina: é um antidepressivo potente, tendo a dose mais sedativa de todas como a de 15mg 1 comprimido. Esse potencial desestimulante da molécula pode estar causando essas alterações que você está sentindo, o que pode ser que melhore (a ser avaliado em consulta, claro) com o aumento da molécula ou com sua substituição.
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É compreensível o quanto esse momento pode ser difícil. A risperidona, embora usada por alguns psiquiatras como auxiliar no manejo da ansiedade e insônia, pode causar efeitos colaterais significativos, especialmente sedação, tontura e lentificação cognitiva — o que você descreveu está de acordo com reações conhecidas da medicação. Após a suspensão, é possível sim haver sintomas de abstinência, como instabilidade emocional, insônia ou confusão, ainda que menos comuns em doses baixas e com desmame gradual. Por outro lado, a mirtazapina, embora eficaz para insônia e ansiedade, também pode causar sonolência excessiva, visão turva, tontura e sensação de “mente embaralhada” nos primeiros dias ou semanas de uso. Diante desse quadro, é difícil separar o que é efeito da nova medicação e o que é abstinência da anterior sem uma avaliação clínica cuidadosa. Por isso, é fundamental que você retorne ao psiquiatra o quanto antes para ajustar o tratamento com segurança e conforto.
Qualquer dúvida pode me enviar mensagem pelo chat.
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Sinto muito pelo quanto isso está te limitando — dá para ajustar. Pelos sintomas e pelo tempo, há duas hipóteses principais (que podem coexistir):
O que pode estar acontecendo
Efeito da mirtazapina: no início é comum dar muita sedação, tontura, visão embaçada e “neblina mental”, sobretudo em doses baixas a moderadas e quando há outro sedativo junto (ex.: clonazepam).
Retirada da risperidona: após parar, podem surgir por 7–14 dias sintomas como tontura, ansiedade, mal‑estar, insônia. Em geral, são autolimitados, mas podem somar com os efeitos da mirtazapina.
Quanto tempo isso costuma durar
Mirtazapina: a sedação intensa costuma aliviar em 1–2 semanas; a melhora da ansiedade/sono/humor fica mais clara entre 2–4 semanas em dose estável.
Pós‑risperidona: sintomas de descontinuação tendem a ceder em até 2 semanas após a última dose.
O que fazer agora (prático e seguro)
Medidas imediatas:
Tome a mirtazapina à noite, evite álcool e outros sedativos; levante‑se devagar (prevenção de queda).
Não dirija até a tontura/confusão melhorarem.
Hidrate‑se e mantenha alimentação regular.
Fale com seu médico o quanto antes para ajustar:
Rever dose da mirtazapina: em muitos casos, reduzir (ex.: para 7,5–15 mg) melhora a tolerabilidade; em outros, a estratégia é manter e aguardar 1–2 semanas para adaptação. Ambos são válidos, a escolha depende de quanto está te incapacitando.
Sinergia com clonazepam: pode estar potencializando a sedação. Planejar o taper do clonazepam só depois que você estiver estável com a mirtazapina costuma ser mais confortável.
Se a intolerância permanecer apesar do ajuste, discutir alternativa terapêutica (outro antidepressivo/anxiolítico não sedativo ou apoio de curto prazo não benzodiazepínico).
Quando investigar: se a tontura for persistente/intensa, vale checar pressão arterial (inclusive em pé); se houver dor ocular forte com visão muito borrada, procurar avaliação imediata.
Sinais de alerta (procure atendimento)
Confusão importante, desmaio/quedas, ideias de autoagressão, agitação extrema, febre/rigidez muscular, dor ocular intensa com piora da visão.
Resumo objetivo
Seus sintomas podem vir principalmente da mirtazapina (efeito inicial sedativo forte) somados a retirada recente da risperidona. Costumam melhorar em 1–2 semanas. Dado que sua vida “parou”, vale ajuste rápido da dose/estratégia com seu médico em vez de só esperar.
O que pode estar acontecendo
Efeito da mirtazapina: no início é comum dar muita sedação, tontura, visão embaçada e “neblina mental”, sobretudo em doses baixas a moderadas e quando há outro sedativo junto (ex.: clonazepam).
Retirada da risperidona: após parar, podem surgir por 7–14 dias sintomas como tontura, ansiedade, mal‑estar, insônia. Em geral, são autolimitados, mas podem somar com os efeitos da mirtazapina.
Quanto tempo isso costuma durar
Mirtazapina: a sedação intensa costuma aliviar em 1–2 semanas; a melhora da ansiedade/sono/humor fica mais clara entre 2–4 semanas em dose estável.
Pós‑risperidona: sintomas de descontinuação tendem a ceder em até 2 semanas após a última dose.
O que fazer agora (prático e seguro)
Medidas imediatas:
Tome a mirtazapina à noite, evite álcool e outros sedativos; levante‑se devagar (prevenção de queda).
Não dirija até a tontura/confusão melhorarem.
Hidrate‑se e mantenha alimentação regular.
Fale com seu médico o quanto antes para ajustar:
Rever dose da mirtazapina: em muitos casos, reduzir (ex.: para 7,5–15 mg) melhora a tolerabilidade; em outros, a estratégia é manter e aguardar 1–2 semanas para adaptação. Ambos são válidos, a escolha depende de quanto está te incapacitando.
Sinergia com clonazepam: pode estar potencializando a sedação. Planejar o taper do clonazepam só depois que você estiver estável com a mirtazapina costuma ser mais confortável.
Se a intolerância permanecer apesar do ajuste, discutir alternativa terapêutica (outro antidepressivo/anxiolítico não sedativo ou apoio de curto prazo não benzodiazepínico).
Quando investigar: se a tontura for persistente/intensa, vale checar pressão arterial (inclusive em pé); se houver dor ocular forte com visão muito borrada, procurar avaliação imediata.
Sinais de alerta (procure atendimento)
Confusão importante, desmaio/quedas, ideias de autoagressão, agitação extrema, febre/rigidez muscular, dor ocular intensa com piora da visão.
Resumo objetivo
Seus sintomas podem vir principalmente da mirtazapina (efeito inicial sedativo forte) somados a retirada recente da risperidona. Costumam melhorar em 1–2 semanas. Dado que sua vida “parou”, vale ajuste rápido da dose/estratégia com seu médico em vez de só esperar.
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