Minha filha tem 10 anos e nos exames de ultrassom não mostra os ovarios, isso é normal?
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O ultrassom é um exame que depende da experiência de quem faz. Além disso, a avaliação dos ovários é dificil pois as alças do intestino ficam na frente deles. Em meninas pré puberdade, os ovários também são bem pequenos e às vezes é mais dificil achá-los. Mas sem dúvidas é necessário uma investigação mais ampla, pois também existem doenças em que meninas podem não ter os ovários.
Pode acontecer de que nem sempre a ultrassom consiga visualizar claramente os ovários. Isso pode acontecer por questões técnicas do exame, posição dos órgãos ou características da própria criança. Se houver alguma preocupação relacionada ao desenvolvimento puberal ou outros sintomas, o ideal é conversar com um endocrinologista pediátrico para uma avaliação mais completa, ou necessidade de um exame mais complexo, como por exemplo, ressonância da pelve.
Na maioria das vezes, sim, isso pode ser completamente normal. Em meninas de 10 anos, especialmente antes ou no início da puberdade, os ovários podem ser pequenos e, dependendo da qualidade do aparelho de ultrassom, da experiência do examinador, da presença de gases intestinais ou do enchimento da bexiga, nem sempre são visualizados no exame. O mais importante é avaliar o conjunto: se o útero tem aspecto compatível com a idade, se a criança está apresentando desenvolvimento puberal esperado e se não há sintomas como dor abdominal, atraso importante da puberdade ou suspeita de alguma alteração hormonal. Se houver preocupação clínica ou se o exame foi solicitado por algum motivo específico, vale a pena conversar com o endocrinologista pediátrico ou ginecologista infantojuvenil que acompanha a criança. Em alguns casos, pode ser indicado repetir o ultrassom em outro momento ou utilizar outro método de imagem, mas a não visualização isolada dos ovários não significa, por si só, que exista algum problema.
Exame de ultrassom em uma criança de 10 anos pode ser desafiador, pois as estruturas são muito pequenas e em alguns casos difíceis de serem visualizadas, principalmente se a puberdade ainda não iniciou! Sendo assim, o mais provável é de ter sido uma limitação do exame/examinador. O mais importante é o acompanhamento médico para avaliar se o processo puberal caminha bem.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
