Minha filha tem 10 meses e está vomitando e com diarreia a quase uma semana, já levei ela ao médico
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Minha filha tem 10 meses e está vomitando e com diarreia a quase uma semana, já levei ela ao médico do convênio duas vezes e ele manda ela tomar soro e voltar pra casa. Exame de sangue deu viral. Ele passou Bromoprida e dramin, mas ela não melhora!!!
Sugiro nova reavaliação. Abraço
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Entendo perfeitamente a sua angústia e o seu cansaço. Ver um bebê de 10 meses vomitando e com diarreia por quase uma semana é exaustivo para a família e muito preocupante para o coração de mãe.
Como o exame de sangue confirmou que é um quadro **viral**, estamos falando provavelmente de uma gastroenterite. O grande desafio aqui é que, nas viroses intestinais, os medicamentos como a Bromoprida e o Dramin apenas tentam controlar os sintomas (os vômitos), mas não "curam" o vírus; é o próprio corpo do bebê que precisa combater a infecção.
No entanto, uma semana é um tempo considerável para um bebê tão pequeno. Baseado na minha experiência de 38 anos, existem pontos fundamentais que precisam ser observados agora:
### 1. O perigo da Bromoprida e do Dramin
Em bebês, esses medicamentos podem causar muita sonolência. Se ela estiver muito "molinha" ou dormindo demais por causa dos remédios, ela pode não ter forças para mamar e se hidratar, o que agrava o quadro. Na pediatria, somos muito cautelosos com o uso excessivo dessas medicações em quadros de diarreia prolongada.
### 2. Hidratação de "Conta-gotas"
O soro que o médico passou é o tratamento mais importante, mas ele deve ser dado de forma fracionada. Se ela tomar muita quantidade de uma vez, o estômago irritado vai devolver tudo. A técnica correta é oferecer **5ml (uma colher de chá ou seringa) a cada 5 ou 10 minutos**. É um trabalho de formiguinha, mas é o que mantém o bebê fora do hospital.
### 3. Alimentação de Transição
Nesta fase, o intestino dela perdeu as "vilosidades" (as fibras que absorvem a comida). Se ela estiver comendo alimentos pesados ou com muito açúcar, a diarreia não vai parar.
* **Mantenha o leite materno** (se ela ainda mamar), pois ele tem anticorpos.
* Evite sucos, leite de vaca puro ou alimentos muito gordurosos agora.
* Foque em arroz papa, batata, cenoura cozida e banana-maçã.
### 4. O uso de Probióticos
Em quadros que duram quase uma semana, o uso de probióticos (como o Floratil ou similares) costuma ajudar muito a repovoar a flora intestinal e diminuir o tempo da diarreia. Seria importante conversar com o médico sobre essa possibilidade, em vez de focar apenas em remédios para vômito.
---
### Sinais de Alerta Vermelho (Hora de procurar uma segunda opinião):
Se ela está há uma semana assim e não melhora com o tratamento do convênio, você deve observar os seguintes sinais. Se algum deles estiver presente, ela precisa de uma avaliação mais profunda:
* **Fralda seca:** Se ela ficar mais de 6 horas sem urinar.
* **Choro sem lágrimas** ou boca muito seca (parecendo colada).
* **Olhos fundos** ou a moleira funda.
* **Sangue ou muco** (tipo catarro) nas fezes.
* **Prostração excessiva:** Ela não interage, não brinca e não firma o corpo.
Se ela não está conseguindo manter nem o soro no estômago, talvez o tratamento precise ser feito com hidratação na veia para dar um descanso ao sistema digestivo. O diagnóstico é viral, mas o manejo clínico (a forma de tratar) precisa ser eficiente para evitar que ela desidrate.
Como o exame de sangue confirmou que é um quadro **viral**, estamos falando provavelmente de uma gastroenterite. O grande desafio aqui é que, nas viroses intestinais, os medicamentos como a Bromoprida e o Dramin apenas tentam controlar os sintomas (os vômitos), mas não "curam" o vírus; é o próprio corpo do bebê que precisa combater a infecção.
No entanto, uma semana é um tempo considerável para um bebê tão pequeno. Baseado na minha experiência de 38 anos, existem pontos fundamentais que precisam ser observados agora:
### 1. O perigo da Bromoprida e do Dramin
Em bebês, esses medicamentos podem causar muita sonolência. Se ela estiver muito "molinha" ou dormindo demais por causa dos remédios, ela pode não ter forças para mamar e se hidratar, o que agrava o quadro. Na pediatria, somos muito cautelosos com o uso excessivo dessas medicações em quadros de diarreia prolongada.
### 2. Hidratação de "Conta-gotas"
O soro que o médico passou é o tratamento mais importante, mas ele deve ser dado de forma fracionada. Se ela tomar muita quantidade de uma vez, o estômago irritado vai devolver tudo. A técnica correta é oferecer **5ml (uma colher de chá ou seringa) a cada 5 ou 10 minutos**. É um trabalho de formiguinha, mas é o que mantém o bebê fora do hospital.
### 3. Alimentação de Transição
Nesta fase, o intestino dela perdeu as "vilosidades" (as fibras que absorvem a comida). Se ela estiver comendo alimentos pesados ou com muito açúcar, a diarreia não vai parar.
* **Mantenha o leite materno** (se ela ainda mamar), pois ele tem anticorpos.
* Evite sucos, leite de vaca puro ou alimentos muito gordurosos agora.
* Foque em arroz papa, batata, cenoura cozida e banana-maçã.
### 4. O uso de Probióticos
Em quadros que duram quase uma semana, o uso de probióticos (como o Floratil ou similares) costuma ajudar muito a repovoar a flora intestinal e diminuir o tempo da diarreia. Seria importante conversar com o médico sobre essa possibilidade, em vez de focar apenas em remédios para vômito.
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### Sinais de Alerta Vermelho (Hora de procurar uma segunda opinião):
Se ela está há uma semana assim e não melhora com o tratamento do convênio, você deve observar os seguintes sinais. Se algum deles estiver presente, ela precisa de uma avaliação mais profunda:
* **Fralda seca:** Se ela ficar mais de 6 horas sem urinar.
* **Choro sem lágrimas** ou boca muito seca (parecendo colada).
* **Olhos fundos** ou a moleira funda.
* **Sangue ou muco** (tipo catarro) nas fezes.
* **Prostração excessiva:** Ela não interage, não brinca e não firma o corpo.
Se ela não está conseguindo manter nem o soro no estômago, talvez o tratamento precise ser feito com hidratação na veia para dar um descanso ao sistema digestivo. O diagnóstico é viral, mas o manejo clínico (a forma de tratar) precisa ser eficiente para evitar que ela desidrate.
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