Minha filha tem 39 internamentos psiquiatria há 28 anos que ela é aposentada por invalidez tem diagnóstico
Minha filha tem 39 internamentos psiquiatria há 28 anos que ela é aposentada por invalidez tem diagnóstico CID 10 mas aonde ela faltou atamento sempre muda de médico e o e levei para o médico bastante transtornada com crise e o médico por ser novato não quis dar o laudo o que fazer?
9 respostas
Bom dia. Um laudo pericial é emitido a partir de uma ou mais consultas, a depender do objetivo do documento, características clínicas do paciente e a experiência do profissional. Há algumas considerações éticas que precisam ser feitas, uma delas é que o médico é proibido de realizar uma perícia de algum paciente no qual ele acompanha. Neste caso da sua filha, é possível que alguns fatores possam ter se somado, como o fato dela estar em crise e o baixo vínculo terapêutico. Minha sugestão é procurar um psiquiatra para que ajude no tratamento e tente tirá-la da crise. Em seguida, pedir uma sugestão a este mesmo médico que a acompanhou e tratou sobre a melhor forma de conseguir este laudo pericial.
Obtenha respostas com a consulta online
Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.
Nesse caso, você pode passar sua filha com um psicólogo forense que ao longo dos atendimentos e de acordo com o tratamento psicoterapeutico adotado, esse profissional pode oferecer o laudo. O psicólogo forense pode fazer avaliação psicológica e ajudar em casos específicos, como por exemplo, na obtenção de benefício por alguma patologia específica. Apenas se certifique de buscar um profissional capacitado para isso. Forte abraço.
Acredito que o último médico que atendeu a sua filha não forneceu um “laudo” porque não havia vínculo terapêutico, ele não realizou o acompanhamento ao longo da doença dela para fazer um documento desse tipo, não tem relação com ele ser, como você disse, novato. Se você precisa levar documentos para a perícia, sugiro que solicite uma cópia do prontuário nos locais onde a sua filha já fez acompanhamento. Espero ter ajudado. Um abraço.
A primeira coisa a ser feita, com urgência, é rever sua compreensão sobre a forma de cuidado. A produção de saúde mental se faz a partir da produção de cidadania, com o fortalecimento dos vínculos afetivos, com a construção de um projeto de vida (mesmo com todas as limitações que possam existir), e não com internação. Internação, somente como último recurso, de maneira mais breve possível, cujo objetivo deve ser o de tão somente cessar à crise. Produção de saúde mental se faz junto à sociedade e tem, como eixo central, a liberdade como produtora de saúde. Uma alternativa para a construção de autonomia (ou produção de saúde) pode ser a contratação de um Acompanhante Terapêutico, mas, se por algum motivo isso for inviável, procure um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para receber mais orientações sobre uma nova forma de cuidado. Nesse sentido, o laudo médico deve ser pensado como consequência do acompanhamento e do cuidado, não ao contrário.
acredito que sua filha pode ser encaminhada a um(a) neuropsicólogo(a) para fazer avaliação neuropsiquiatrica com rastreamento de escala e bateria de teste para psicológico validados para lhe dar respaldo junto ao medico no embasamento do laudo emitido.
Sou Psicólogo Forense e acredito que um Psicólogo pode fazer a avaliação de sua filha, após um processo avaliativo em consultas com o Psicólogo Forense.
O histórico de múltiplas internações psiquiátricas e de aposentadoria por incapacidade constitui informação clínica relevante, mas não obriga um médico recém-responsável pelo atendimento a emitir imediatamente um laudo com conclusões que ainda não conseguiu verificar. O profissional deve elaborar documentos compatíveis com sua avaliação e com as informações disponíveis no prontuário. Entretanto, a paciente tem direito de solicitar acesso à documentação médica existente, incluindo relatórios anteriores e registros de acompanhamento, observadas as regras aplicáveis. Recomendo solicitar formalmente à unidade de saúde cópias dos documentos anteriores e agendar avaliação com o psiquiatra atual, levando receitas, relatórios e histórico de internações. Também é importante esclarecer a finalidade do novo documento, pois relatórios assistenciais e avaliações previdenciárias possuem objetivos diferentes. O acompanhamento psiquiátrico longitudinal permite documentar adequadamente a evolução da doença, as limitações funcionais e as necessidades de tratamento.
Uma paciente com histórico psiquiátrico prolongado, múltiplas internações e aposentadoria por incapacidade possui informações clínicas importantes que devem ser consideradas na avaliação atual. Entretanto, a emissão de um novo laudo exige que o médico tenha elementos suficientes para descrever o diagnóstico, o estado clínico e as limitações funcionais identificadas. Um profissional que atende a paciente pela primeira vez pode necessitar de documentos anteriores e acompanhamento complementar antes de emitir determinadas conclusões. Recomendo solicitar cópias dos prontuários, relatórios de internação e laudos anteriores, além de pedir ao médico um relatório referente à avaliação efetivamente realizada. Se sua filha estiver em crise importante, a prioridade é estabilização clínica e atendimento psiquiátrico adequado. A continuidade do cuidado e a organização da documentação facilitam futuras avaliações médicas e administrativas.
Diante de um histórico prolongado de acompanhamento psiquiátrico, múltiplas internações e aposentadoria por invalidez, é importante reunir os documentos disponíveis, como relatórios anteriores, registros de internação, receitas e exames, para facilitar a avaliação atual. O médico pode precisar de tempo para revisar o histórico e confirmar o diagnóstico antes de emitir um laudo, mas você pode solicitar que ele registre o atendimento e oriente sobre os documentos necessários. Também é possível pedir cópias dos prontuários aos serviços onde ela foi atendida. Se estiver em crise intensa, a prioridade é o atendimento clínico e a estabilização, sem esperar pela emissão do documento.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.



