Minha mãe faz um tratamento combinado com Venlafaxina (150mg), Rivoltril (0,25mg), Pregabalina (75mg

3 respostas
Minha mãe faz um tratamento combinado com Venlafaxina (150mg), Rivoltril (0,25mg), Pregabalina (75mg) e Amitriptilina (50mg) já há algum tempo, por conta de ansiedade, depressão, dores e insônia crônica.

No último mês a psiquiatra que a está acompanhando, acrescentou Mirtazapina (30mg) e ela tomou por 26 dias. Mas apresentou uma sedação profunda que se estendia pelo dia todo. Ao voltar com a médica há uma semana, a mesma suspendeu essa última medicação e acrescentou Olanzapina (2,5 mg). Porém, minha mãe não possui nenhum diagnóstico fechado específico, como esquizofrenia ou transtorno bipolar.

Gostaria de entender como proceder, pq a orientação foi muito superficial e após uma semana de interrupção do Mirtazapina, minha mãe começou a apresentar sintomas de delírio psicótico, ansiedade e agitação extrema. Um antipsicótico é realmente indicado pra evitar esses sintomas após a descontinuação de Mirtazapina?? A médica falou apenas em efeito sedativo...
O caso descrito envolve o uso concomitante de várias medicações que atuam no sistema nervoso central, o que torna o manejo mais delicado. A mirtazapina, embora muitas vezes seja utilizada pelo efeito sedativo, é um antidepressivo com ação noradrenérgica e serotoninérgica, e a sua interrupção, especialmente quando feita de forma abrupta após algumas semanas de uso, pode estar associada a sintomas de descontinuação. Entre esses sintomas podem ocorrer ansiedade intensa, agitação, insônia importante, confusão mental e, mais raramente, sintomas psicóticos transitórios. Esses quadros não significam necessariamente a presença de um transtorno psicótico primário, podendo estar relacionados a um desequilíbrio neuroquímico temporário, especialmente em contextos de polifarmácia.

A olanzapina, apesar de ser classificada como antipsicótico, é frequentemente utilizada em baixas doses para controle de agitação, ansiedade, alterações do sono e sintomas confusos, mesmo na ausência de um diagnóstico formal de esquizofrenia ou transtorno bipolar. Em algumas situações, seu uso pode ser indicado de forma temporária para estabilizar o quadro após mudanças recentes no esquema medicamentoso. Ainda assim, é importante que exista um plano terapêutico bem definido, com acompanhamento próximo e reavaliação periódica da necessidade de manutenção dessa medicação.

Diante do surgimento de sintomas como delírios, agitação intensa ou piora significativa do estado mental após a suspensão de uma medicação, é fundamental que a paciente seja reavaliada pela psiquiatra assistente o quanto antes ou, se necessário, em um serviço de urgência, para ajuste do tratamento e investigação de outras possíveis causas.

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Entendo totalmente sua angústia pois mudanças de medicação podem, sim, desorganizar muito o quadro, principalmente com vários remédios associados. A olanzapina pode ser usada em dose baixa mesmo sem esquizofrenia, mas essa decisão precisa de explicação clara e acompanhamento próximo, o que parece que não aconteceu.
Pelo que você descreve, é essencial uma reavaliação psiquiátrica cuidadosa agora. Sugiro agendar uma consulta comigo para avaliar sua mãe com calma, revisar o diagnóstico e ajustar o tratamento com segurança.
Dr. Ronney Eustorgio Machado
Psiquiatra, Médico perito
Guará
Saudações! A introdução da Olanzapina em doses baixas (2,5mg) é frequentemente utilizada como 'adjuvante' para potencializar o efeito antidepressivo e controlar a ansiedade refratária, mesmo sem diagnóstico de esquizofrenia.
No entanto, os sintomas relatados (delírio e agitação) após a retirada da Mirtazapina podem indicar uma síndrome de descontinuação ou uma reação adversa à nova combinação. Como houve uma mudança importante no quadro clínico (surgimento de sintomas psicóticos), a conduta ideal é contatar a psiquiatra assistente imediatamente ou buscar um pronto-atendimento psiquiátrico para reavaliação do ajuste medicamentoso, pois esses sintomas exigem intervenção direta e presencial. Espero ter contribuído.

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