Minha mãe tem cirrose por hepatite autoimune, ela nunca bebeu álcool na vida. Ela vem evoluindo bem
Minha mãe tem cirrose por hepatite autoimune, ela nunca bebeu álcool na vida. Ela vem evoluindo bem no tratamento. Fizemos o exame e as plaquetas dela estão 81.000. Até a consulta, se vão muitos dias. Estou preocupada. Qual o tratamento? Remédio? Internação?
2 respostas
A cirrose hepática é a fase mais avançada da fibrose hepática. A fibrose hepática varia de F1 = fibrose leve até F4= fibrose grau máximo. O paciente ao atingir a cirrose poderá evoluir com diversas complicações como aumento do baço, que é a esplenomegalia, que por sua vez leva à baixa no número de plaquetas. 80.000 plaquetas /mm3 é ainda um valor seguro para o paciente. contagem de plaquetas abaixo de 50.000 é mais preocupante, mas mesmo assim não é necessária transfusão de plaquetas. Outras complicações da cirrose hepática são: hemorragia digestiva alta por varizes de esôfago, podendo ser fatal em cerca de 50% dos casos. A ascite é outra complicação que pode ser controlada com medicamentos via oral. O Câncer hepático, CHC é outra complicação que uma vez detectada precocemente tem tratamento. No caso em questão somente com avaliação clínica detalhada seria possível dizer o que seria melhor para a paciente
Obtenha respostas com a consulta online
Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.
Cirroticos geralmente têm a contagem de plaquetas abaixo do normal. Faz parte da doença. A plaquetopenia por si só não é motivo para alarde, exceto se houver algum sangramento. Também não há necessidade de transfusão de plaquetas para tentar normalizar, porque as mesmas serão consumidas rapidamente sem dar nenhum beneficio ao paciente. O tratamento é medicamentoso (para controlar complicações, como ascite) até a realização de transplante hepático, se houver indicação.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


