Minha mãe teve 2 episódios depressivos em menos de 1ano e fazia o uso de Elifore 100mg. Diante desse

3 respostas
Minha mãe teve 2 episódios depressivos em menos de 1ano e fazia o uso de Elifore 100mg. Diante desse último episódio o seu psiquiatra começou a realizar o desmame do Elifore e receitou valdoxan 25mg. Mesmo após 3 semanas os efeitos do desmame eram terríveis e não melhorou seu quadro depressivo. Fomos em outro psiquiatra que a diagnosticou com Bipolaridade tipo 2, excluindo o Valdoxan e pediu para continuar tomando o Elifore 25mg mais Lamitor CD com doses gradual e Rispiridona 1mg. Seu estado está péssimo, totalmente apática, não dorme a noite, pavor de sair de casa, só fica estática. Já contandei o médico e estamos aguardando retorno. Estamos desesperados. Por favor me ajudem
Dra. Naarai Camboim
Psiquiatra, Médico de família, Psicanalista
Florianópolis
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Entendo profundamente a sua angústia ao ver sua mãe nesse estado, e quero dizer que vocês estão certos em buscar ajuda rápida. Os sintomas que ela está apresentando como a apatia intensa, insônia, medo de sair de casa, ficar estática , mostram que ela está em uma fase muito difícil e frágil, e precisa de acompanhamento próximo.

O diagnóstico de transtorno bipolar tipo 2 muda bastante a forma de conduzir o tratamento. Nesses casos, é comum que antidepressivos isolados, como o Elifore (desvenlafaxina), não sejam suficientes ou até piorem os sintomas. Por isso, o novo esquema com estabilizador do humor (Lamitor CD) e a risperidona faz sentido, mas esses medicamentos demoram algumas semanas para alcançar efeito pleno. No início, é esperado que ainda não haja melhora visível, e por isso o quadro pode parecer até mais sofrido.

Enquanto aguardam retorno médico, o mais importante é garantir a segurança dela. Se houver risco de ela não se alimentar, não dormir por vários dias, ou apresentar qualquer ideia de que não quer mais viver, não hesitem em procurar atendimento de urgência ou pronto-socorro psiquiátrico. Às vezes, internações breves são necessárias para estabilizar o quadro e proteger o paciente nesse momento crítico.

Como suporte imediato em casa, tentem manter um ambiente tranquilo, previsível e acolhedor. Evitem discussões, excesso de estímulos ou cobranças. Rotina simples, luz natural durante o dia, reduzir cafeína e oferecer refeições leves podem ajudar. Em alguns casos, suplementos como magnésio glicina e omega-3 podem apoiar a estabilização do humor, mas não substituem a medicação principal. Técnicas de respiração e músicas calmas ( ondas 40 )podem aliviar um pouco a tensão, mesmo que ela não consiga participar ativamente.

Vocês não estão sozinhos ! essa fase é muito difícil, mas com o tempo e o ajuste adequado do tratamento, a melhora vem. O mais importante agora é manter contato estreito com o médico e não hesitar em procurar socorro emergencial se ela piorar.

Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.

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Infelizmente, não é possível orientar condutas, sem avaliar a paciente. Realmente, SE o diagnóstico de bipolaridade estiver correto, deve-se dar o menos possível de antidepressivo e usar estabilizadores de humor. Porém, de modo geral, primeiramente se tenta apenas um estabilizador e se acrescenta um segundo somente se o primeiro não tiver a ação esperada. Mas, pode ser que a risperidona tenha sido acrescentada para aguardar o aumento da dose da lamotrigina - ou o psiquiatra tenha algum motivo específico para prescrever os dois estabilizadores para sua mãe.
Dra. Sarah  Oliveira Rocha
Psiquiatra
Itacaré
Os episódios de humor no transtorno afetivo bipolar podem demorar a responderem à medicação, geralmente apenas pós 30 dias podemos avaliar a real resposta aos medicamentos. Além disso, devemos avaliar o surgimento de possíveis efeitos colaterais associados ao uso dos medicamentos. No caso da sua mãe seria importante saber há quanto tempo ela está usando esses medicamentos.

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