Na quarta-feira dia 25/20/23 o médico obstetra viu no ultrassom um espessamento do endometrio com fl
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Na quarta-feira dia 25/20/23 o médico obstetra viu no ultrassom um espessamento do endometrio com fluxo ao estudo dopler! Na quinta fiz a curetagem. Você acha que mesmo assim é preocupante? Tem risco de câncer endometrial, ou com a curetagem já melhora????
Dr. Kleuber Meireles
Especialista em ultrassonografia, Especialista em diagnóstico por imagem
Belo Horizonte
“Olá! Entendo sua preocupação. O espessamento do endométrio com fluxo ao Doppler realmente pode levantar a suspeita de alterações importantes, e por isso o médico indicou a curetagem — que é tanto diagnóstica quanto terapêutica.
A curetagem retira o excesso de tecido e esse material é enviado para análise histopatológica (biópsia). É esse exame que vai mostrar se havia apenas uma alteração benigna (como pólipo, hiperplasia simples, restos ovulares) ou se há algum risco maior, como uma hiperplasia atípica ou câncer endometrial.
Portanto, só após o resultado da biópsia será possível ter a resposta definitiva. Muitas vezes, após a curetagem, o problema já se resolve, principalmente se não houver atipias. Mas é essencial aguardar o laudo para confirmar.
O mais importante agora é manter o seguimento com o seu médico e discutir o resultado assim que ele estiver pronto.”
A curetagem retira o excesso de tecido e esse material é enviado para análise histopatológica (biópsia). É esse exame que vai mostrar se havia apenas uma alteração benigna (como pólipo, hiperplasia simples, restos ovulares) ou se há algum risco maior, como uma hiperplasia atípica ou câncer endometrial.
Portanto, só após o resultado da biópsia será possível ter a resposta definitiva. Muitas vezes, após a curetagem, o problema já se resolve, principalmente se não houver atipias. Mas é essencial aguardar o laudo para confirmar.
O mais importante agora é manter o seguimento com o seu médico e discutir o resultado assim que ele estiver pronto.”
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Entendi sua dúvida e a sua preocupação, vou te explicar com calma.
Espessamento endometrial com fluxo ao Doppler, indica aumento da camada interna do útero com sinais de vascularização e pode acontecer por várias razões:
Em alguns casos específicos pode estar associado a risco de câncer endometrial (principalmente em mulheres após a menopausa).
A curetagem tem dois objetivos:
Terapêutico → retirar o tecido espessado.
Diagnóstico → enviar o material para análise anatomopatológica (biópsia).
Ou seja: o mais importante agora é o resultado da biópsia, porque só ele vai dizer o que era esse espessamento (benigno ou não).
Nem todo espessamento significa câncer.
Muitas vezes é algo benigno, como pólipos ou hiperplasia simples.
O risco de câncer aumenta mais em mulheres após a menopausa, obesidade, uso de hormônios sem progesterona ou histórico familiar.
Se vier algo suspeito no laudo, o ginecologista vai indicar a conduta adequada.
Enquanto isso, não dá para afirmar que é câncer, e na maioria dos casos não é.
Recomendo: acompanhe de perto com seu ginecologista, aguarde o laudo e leve todas as dúvidas na consulta de retorno.
Espessamento endometrial com fluxo ao Doppler, indica aumento da camada interna do útero com sinais de vascularização e pode acontecer por várias razões:
Em alguns casos específicos pode estar associado a risco de câncer endometrial (principalmente em mulheres após a menopausa).
A curetagem tem dois objetivos:
Terapêutico → retirar o tecido espessado.
Diagnóstico → enviar o material para análise anatomopatológica (biópsia).
Ou seja: o mais importante agora é o resultado da biópsia, porque só ele vai dizer o que era esse espessamento (benigno ou não).
Nem todo espessamento significa câncer.
Muitas vezes é algo benigno, como pólipos ou hiperplasia simples.
O risco de câncer aumenta mais em mulheres após a menopausa, obesidade, uso de hormônios sem progesterona ou histórico familiar.
Se vier algo suspeito no laudo, o ginecologista vai indicar a conduta adequada.
Enquanto isso, não dá para afirmar que é câncer, e na maioria dos casos não é.
Recomendo: acompanhe de perto com seu ginecologista, aguarde o laudo e leve todas as dúvidas na consulta de retorno.
Essa é uma dúvida compreenssível, e a resposta precisa mesmo ser cautelosa.
De forma geral, o achado de espessamento endometrial com fluxo ao Doppler não significa, por si só, câncer. Esse padrão pode ocorrer em várias situações benignas, como restos ovulares, alterações hormonais, pólipos endometriais ou processos inflamatórios, especialmente dependendo do contexto clínico (idade, fase do ciclo, sangramento, gestação recente, abortamento etc.).
Alguns pontos importantes, de forma defensiva:
A curetagem não é apenas tratamento, mas também exame diagnóstico, pois o material retirado é enviado para análise anatomopatológica
É o resultado da biópsia/curetagem que define se há alteração benigna, pré-maligna ou maligna
Em muitos casos, após a curetagem, o espessamento e o fluxo desaparecem, justamente porque a causa era benigna e foi removida
Sobre câncer endometrial:
O risco depende muito do perfil da paciente (idade, menopausa ou não, sangramento anormal, fatores hormonais)
Em mulheres jovens e fora da menopausa, a chance costuma ser baixa, mas nunca se faz diagnóstico sem histologia
Portanto:
A curetagem pode sim resolver o problema, se a causa for benigna
A confirmação vem obrigatoriamente do exame anatomopatológico
Até o resultado sair, não é possível afirmar gravidade, nem assumir câncer
O mais importante agora é aguardar o laudo histopatológico e seguir o acompanhamento com o médico obstetra/ginecologista assistente, que é quem poderá interpretar o achado dentro do seu contexto clínico e definir se será necessário algum seguimento adicional.
Se surgirem sintomas como sangramento persistente, dor intensa ou febre, procure avaliação médica imediatamente.
De forma geral, o achado de espessamento endometrial com fluxo ao Doppler não significa, por si só, câncer. Esse padrão pode ocorrer em várias situações benignas, como restos ovulares, alterações hormonais, pólipos endometriais ou processos inflamatórios, especialmente dependendo do contexto clínico (idade, fase do ciclo, sangramento, gestação recente, abortamento etc.).
Alguns pontos importantes, de forma defensiva:
A curetagem não é apenas tratamento, mas também exame diagnóstico, pois o material retirado é enviado para análise anatomopatológica
É o resultado da biópsia/curetagem que define se há alteração benigna, pré-maligna ou maligna
Em muitos casos, após a curetagem, o espessamento e o fluxo desaparecem, justamente porque a causa era benigna e foi removida
Sobre câncer endometrial:
O risco depende muito do perfil da paciente (idade, menopausa ou não, sangramento anormal, fatores hormonais)
Em mulheres jovens e fora da menopausa, a chance costuma ser baixa, mas nunca se faz diagnóstico sem histologia
Portanto:
A curetagem pode sim resolver o problema, se a causa for benigna
A confirmação vem obrigatoriamente do exame anatomopatológico
Até o resultado sair, não é possível afirmar gravidade, nem assumir câncer
O mais importante agora é aguardar o laudo histopatológico e seguir o acompanhamento com o médico obstetra/ginecologista assistente, que é quem poderá interpretar o achado dentro do seu contexto clínico e definir se será necessário algum seguimento adicional.
Se surgirem sintomas como sangramento persistente, dor intensa ou febre, procure avaliação médica imediatamente.
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