O que fazer quando o seu analista oferecer o divã? Eu estou há cerca de 6 meses com a minha anali
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O que fazer quando o seu analista oferecer o divã?
Eu estou há cerca de 6 meses com a minha analista atual, tentando me engajar em um processo de cuidado devido quadro de ansiedade generalizada e depressão. Bom, na minha última sessão eu estava muito tensa, travada, em pânico e sem conseguir dizer muitas coisas, estava com os pensamentos acelerados, confusos.
Em certo momento, minha analista me perguntou se eu gostaria de "deitar" para tentar me sentir mais relaxada, já que estava muito tensa e me sentindo invadida. Na hora, só consegui balançar a cabeça e dizer "não". Fiquei um pouco medrosa.
O que isso significa? De fato seria uma possibilidade de transição para o divã?
Eu estou há cerca de 6 meses com a minha analista atual, tentando me engajar em um processo de cuidado devido quadro de ansiedade generalizada e depressão. Bom, na minha última sessão eu estava muito tensa, travada, em pânico e sem conseguir dizer muitas coisas, estava com os pensamentos acelerados, confusos.
Em certo momento, minha analista me perguntou se eu gostaria de "deitar" para tentar me sentir mais relaxada, já que estava muito tensa e me sentindo invadida. Na hora, só consegui balançar a cabeça e dizer "não". Fiquei um pouco medrosa.
O que isso significa? De fato seria uma possibilidade de transição para o divã?
Não é minha abordagem, mais de psicanalista, mas o divã tem efeito terapêutico, quando se conhece a técnica. Mas se tratando de Divã na abordagem de terapia breve, vemos como um local segura (a clínica) e confortável, o que poderia ajustar a liberar tensão , minimizar ansiedade e trabalhar técnicas de relaxamento. Mas seu sentimento de "invadida" pode está ligada ao o que pensa sobre o divã, a representação. fale sobre isso com sua terapeuta. O divã, sozinho, é só uma espécie de poltrona, não tem magia, e nem nada de terrível poderia acontecer ali.
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Olá!
Após os atendimento iniciais, é comum que os analistas proponham o uso do divã, dependendo do caso de cada paciente.
Convidamos os pacientes para ir para o divã para favorecer a associação livre (articulação de ideias, pensamentos que ocorre em uma sessão). A posição (deitado) favorece o relaxamento, além do fato de que o paciente poderia sentir-se menos observado, uma vez que o olhar do analista não está presente. Ou seja, resumidamente, a resistência do paciente fica mais baixa e isso favorece as manifestações inconscientes.
Após os atendimento iniciais, é comum que os analistas proponham o uso do divã, dependendo do caso de cada paciente.
Convidamos os pacientes para ir para o divã para favorecer a associação livre (articulação de ideias, pensamentos que ocorre em uma sessão). A posição (deitado) favorece o relaxamento, além do fato de que o paciente poderia sentir-se menos observado, uma vez que o olhar do analista não está presente. Ou seja, resumidamente, a resistência do paciente fica mais baixa e isso favorece as manifestações inconscientes.
Olá, boa tarde.
Recomendo que converse com sua analista sobre isso. O essencial da questão é: O que você quer?
Recomendo que converse com sua analista sobre isso. O essencial da questão é: O que você quer?
O convite ao divã costuma gerar dúvidas, especialmente quando a pessoa está em ansiedade intensa, pânico ou sensação de invasão. No seu caso, o que ocorreu não significa automaticamente uma “transição formal” para o divã. Muitas vezes, o analista oferece essa possibilidade como um recurso de contenção, para ajudar o corpo a relaxar, reduzir a hipervigilância e diminuir a pressão do contato visual quando o sistema nervoso está muito ativado.
Dizer “não” é absolutamente legítimo. Sua resposta indica autoproteção num momento de vulnerabilidade, não resistência ao tratamento. O divã não é obrigatório, nem um “passo seguinte” fixo; ele só faz sentido quando há segurança, consentimento e curiosidade, nunca por imposição.
O mais importante agora é falar sobre isso na próxima sessão: como você se sentiu com o convite, o medo que surgiu e o que ajudaria a se sentir mais segura. Esse diálogo fortalece o vínculo terapêutico e ajusta o cuidado às suas necessidades.
Dizer “não” é absolutamente legítimo. Sua resposta indica autoproteção num momento de vulnerabilidade, não resistência ao tratamento. O divã não é obrigatório, nem um “passo seguinte” fixo; ele só faz sentido quando há segurança, consentimento e curiosidade, nunca por imposição.
O mais importante agora é falar sobre isso na próxima sessão: como você se sentiu com o convite, o medo que surgiu e o que ajudaria a se sentir mais segura. Esse diálogo fortalece o vínculo terapêutico e ajusta o cuidado às suas necessidades.
Esse tipo de dificuldade costuma estar muito relacionado à ansiedade elevada e ao medo de errar, que travam o processo decisório. Trabalhar o acolhimento emocional, a redução da autocrítica e estratégias graduais de tomada de decisão ajuda a diminuir a sobrecarga e tornar as escolhas mais possíveis e menos paralisantes.
Olá, tudo bem? Acredito que é mais adequado discutir essas questões com seu analista. Pode ser um ponto de avanço importante em seu processo.
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