O Rivotril, se tomado por um bom tempo, pode vir a causar o mal de Alzheimer? Pergunto porque tenho

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O Rivotril, se tomado por um bom tempo, pode vir a causar o mal de Alzheimer? Pergunto porque tenho 68 anos e tomo o rivotril há mais de dez anos.
Boa tarde!
O uso prolongado de Rivotril (clonazepam) não causa Alzheimer diretamente, mas pode estar associado a um aumento do risco de comprometimento cognitivo e demência em idosos.
O principal mecanismo envolvido seria o impacto desses medicamentos na memória, atenção e velocidade de processamento cognitivo, que podem se deteriorar com o tempo.

Converse com seu psiquiatra para avaliar a possibilidade de descontinuação da medicação. É fundamental que esse processo seja feito com acompanhamento médico, pois a interrupção por conta própria pode causar efeitos de abstinência.

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Resposta direta: SIM, há associação documentada. Risco aumentado em idosos.

Evidência científica:
Benzodiazepínicos cronicamente aumentam risco de demência/Alzheimer em >65 anos
Rivotril potencializa mais (meia-vida longa, acumula)
10 anos de uso = risco significativo
Especialmente em doses altas ou associado a outros sedativos
Mecanismo:
Benzodiazepínicos deprimem SNC, causam neurotoxicidade crônica e alterações cognitivas progressivas.

O que fazer URGENTEMENTE:
Contate seu psiquiatra – precisa desmame gradual (nunca abrupto)
Avaliar substituição – por alternativas mais seguras (gabapentina, pregabalina)
Desmame lento – reduzir 10% a cada semana (segue protocolo rigoroso)
Monitoramento cognitivo – testes neuropsicológicos
Importante:
Nunca interrompa sozinho. Risco de convulsões e síndrome de abstinência grave.
Dr. Pablo Nunes
Endocrinologista
Parnaíba
O Rivotril (clonazepam) é um benzodiazepínico, usado para ansiedade e insônia. Ele não causa diretamente o mal de Alzheimer, ou seja, não “cria” a doença. Mas estudos mostram que o uso prolongado e contínuo desses medicamentos pode aumentar o risco de declínio cognitivo, como piora da memória, atenção e raciocínio, especialmente em pessoas mais velhas. Isso acontece porque o remédio deixa o cérebro em ritmo mais lento e, com o tempo, pode dificultar o funcionamento normal das conexões cerebrais.

Esse efeito é reversível em parte: muitas pessoas melhoram quando reduzem o uso, sempre com orientação médica. Por isso, costuma-se recomendar que o Rivotril seja usado pelo menor tempo e dose possíveis.

Vale conversar com seu psiquiatra ou clínico sobre alternativas — como antidepressivos, psicoterapia ou medicamentos com menos impacto cognitivo. E nunca suspenda o uso de forma abrupta, pois isso pode causar abstinência.

Resumindo: o Rivotril não causa Alzheimer, mas pode afetar a memória e aumentar o risco de confusão com o uso prolongado.
E se quiser entender melhor opções para reduzir ou trocar o medicamento, o chat está sempre aberto pra te ajudar com calma.

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