Olá! Faço tratamento com sertralina 100mg há quase um ano para ansiedade e crises de pânico, e recen

7 respostas
Olá! Faço tratamento com sertralina 100mg há quase um ano para ansiedade e crises de pânico, e recentemente o médico receitou bupropiona xl 150mg para me auxiliar na falta de energia e compulsão alimentar. É a minha segunda semana de uso. Porém, tenho sentido com maior intensidade os sintomas característicos da ansiedade, beirando crises. Isso tem relação com a nova medicação? Existe um 'prazo' para adaptação e eliminação destes sintomas? Qual seria a melhor orientação? Obrigada!
Sim, pode ser por conta da bupropiona, porém tende a melhorar nos próximos dias. Caso isso não aconteça, será necessário um ajuste da medicação ou retirada da Bupropiona.

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Boa tarde!
A Bupropiona é uma medicação noradrenérgica, ou seja, costuma ter um caráter mais estimulante. Se a síndrome de pânico não estiver bem controlada, essa ativação adicional da Bupropiona pode levar a uma piora de alguns sintomas do pânico(coração acelerado, por exemplo). Em uma parcela dos pacientes esses efeitos de ativação são mais transitórios e tendem a normalizar com o tempo, mas cada caso é único. Sugiro que solicite uma reavaliação pelo seu médico e descreva a sintomatologia atual.
Sim, isso pode estar relacionado à bupropiona. Porém, pode ser apenas o período de adaptação. Mais importante do que o tempo máximo, é compreender se tal sintomatologia vem diminuindo ao longo dos dias. Se sim, a tendência é que sumam em breve.
Sim, pode ter relação com a bupropiona. Ela é um antidepressivo mais ativador e, nas primeiras semanas, pode aumentar ansiedade, agitação, tremor ou sensação de estar ‘à beira’ de crise em algumas pessoas.

Geralmente existe um período de adaptação de 2 a 4 semanas. Em muitos casos, esses sintomas tendem a reduzir após esse tempo.

Se estiverem leves e suportáveis, pode ser fase inicial. Mas se estiverem intensos, piorando ou desencadeando crises de pânico, é importante avisar seu médico para reavaliar a dose ou a estratégia.
Dr. Eder Rodrigues Nazário
Psiquiatra, Psicanalista
São Paulo
Olá! Sim, pode haver relação. A bupropiona tem perfil mais ativador e, nas primeiras semanas, pode aumentar ansiedade, agitação ou sensação de estar “à beira de crise”, especialmente em quem já trata pânico.
Essa fase de adaptação costuma ocorrer nas 2–4 primeiras semanas. Se os sintomas estiverem intensos ou se aproximando de crises completas, é importante avisar seu psiquiatra para avaliar ajuste de dose, horário ou estratégia. Não faça mudanças por conta própria. Se desejar uma avaliação mais individualizada, fico à disposição para consulta psiquiátrica.
Dra. Daniele  Costa Rachid Lacerda
Psiquiatra, Especialista em clínica médica
Belo Horizonte
Sim, é possível que a intensificação da ansiedade esteja relacionada ao início da bupropiona. Trata-se de uma medicação com perfil mais ativador e, nas primeiras semanas, pode aumentar inquietação, tensão interna e até sintomas próximos de crise em pessoas com histórico de ansiedade ou pânico.

A fase de adaptação costuma durar de 2 a 4 semanas, período em que esses efeitos tendem a reduzir à medida que o organismo se ajusta. No entanto, se os sintomas estiverem muito intensos, progressivos ou desencadeando crises frequentes, é importante comunicar seu médico para avaliar ajuste de dose, horário de uso ou estratégia alternativa.

Evite interromper por conta própria, mas mantenha acompanhamento próximo nesse início de associação.

Caso deseje agendar uma consulta, estarei disponível para te ajudar.

Atenciosamente,
Dra. Daniele Lacerda
Sim, é possível que os sintomas de aumento da ansiedade ou sensação de agitação estejam relacionados ao início da bupropiona. Esse medicamento tem um perfil mais ativador, e algumas pessoas podem apresentar nas primeiras semanas efeitos como inquietação, intensificação da ansiedade ou sensação de estar “mais acelerado”, especialmente em quem já tem histórico de ansiedade ou pânico.

Em muitos casos, esses efeitos podem ser transitórios e melhorar ao longo das primeiras semanas, conforme o organismo se adapta à medicação. Ainda assim, se os sintomas estiverem se aproximando de crises de pânico, é importante comunicar o médico que acompanha seu tratamento para avaliar se é necessário ajustar a dose, o horário da medicação ou reconsiderar a estratégia terapêutica.

Em relação à compulsão alimentar, vale comentar que a bupropiona isoladamente não possui evidência científica consistente de eficácia para o tratamento do transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP). Alguns estudos mostram apenas modesta perda de peso, sem impacto significativo na frequência dos episódios de compulsão. Por isso, quando há suspeita de TCAP, o tratamento costuma priorizar psicoterapia (especialmente terapia cognitivo-comportamental) e, quando indicado, medicamentos que possuem evidência mais robusta para esse quadro, além do tratamento adequado das comorbidades associadas, caso existam.

Diante disso, se a ansiedade piorou após o início da medicação ou se a compulsão alimentar permanece como um sintoma importante, o mais adequado é retornar ao médico para reavaliar o plano de tratamento de forma individualizada.

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