Olá, gostaria de um auxílio, fui diagnósticada com Transtorno de ansiedade grau severo e sindrome do
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Olá, gostaria de um auxílio, fui diagnósticada com Transtorno de ansiedade grau severo e sindrome do Pânico tentei fazer o uso de 6 antidepressivos incluindo escitalopram, paroxetina, venlafaxina... e tentei tbm o rivotril porem todos me dão mais crises ainda, crises mais fortes e efeitos colaterais insuportáveis, com a patoxetina mesmo perdi 10kg em menos de 1 mês, foram 16kg em 2 meses, pois não conseguia comer nada, só vomitando e tendo crise todos os dias. Rivotril em vez de me acalmar me acelera mais ainda.
Medico me falou que provavelmente tenho uma alteração genética que meu corpo não aceita esses remédios, falou que o indicado seria fazer um exame genético, porém talvez não seria eficaz porq não vai mostrar tudo, e talvez a alteração q eu tenha não apareça, e por ser caro não vale a pena no momento. No momento ele achou melhor não me prescrever nada no momento a não ser que volte a piorar.
A dúvida seria isso existe mesmo? Vale a pena ou não esse exame?
Hoje estou melhor dos sintomas, fiz exposição interoceptiva para o Pânico que me ajudou muito pois tinha medos irracionais, de assistir tv, tomar café, comer, sair, tinha medo do medo. Hj estou melhor mas ainda ficou a dúvida, e o medo de voltar a piorar e não saber que caminho seguir por não ter um remédio que ajude.
Medico me falou que provavelmente tenho uma alteração genética que meu corpo não aceita esses remédios, falou que o indicado seria fazer um exame genético, porém talvez não seria eficaz porq não vai mostrar tudo, e talvez a alteração q eu tenha não apareça, e por ser caro não vale a pena no momento. No momento ele achou melhor não me prescrever nada no momento a não ser que volte a piorar.
A dúvida seria isso existe mesmo? Vale a pena ou não esse exame?
Hoje estou melhor dos sintomas, fiz exposição interoceptiva para o Pânico que me ajudou muito pois tinha medos irracionais, de assistir tv, tomar café, comer, sair, tinha medo do medo. Hj estou melhor mas ainda ficou a dúvida, e o medo de voltar a piorar e não saber que caminho seguir por não ter um remédio que ajude.
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Fico feliz em saber que, apesar de toda a dificuldade com as medicações, você conseguiu encontrar caminhos que já estão trazendo melhora — como a exposição interoceptiva, que é uma técnica muito eficaz no manejo do pânico. Isso mostra o quanto você está se dedicando ao seu processo de cuidado.
O que o seu médico comentou faz sentido: algumas pessoas têm diferenças genéticas que influenciam na forma como metabolizam ou respondem aos antidepressivos e ansiolíticos. Esses exames (chamados de testes de farmacogenética) podem, sim, ajudar a orientar escolhas de medicamentos, mostrando quais tendem a ser metabolizados mais rápido, mais devagar ou com maior risco de efeitos adversos. Mas é verdade também que eles não trazem todas as respostas: não conseguem prever 100% como cada pessoa vai reagir, e ainda têm um custo elevado no Brasil. Por isso, muitos médicos acabam não solicitando de rotina, reservando para casos em que várias tentativas já falharam,como o seu.
Mesmo sem o exame, existem outras abordagens possíveis quando há sensibilidade aumentada a antidepressivos, como: iniciar doses extremamente baixas e subir de forma bem lenta; considerar medicações de outras classes (como anticonvulsivantes usados para ansiedade ou estabilizadores do humor em doses leves); e reforçar recursos não farmacológicos. Você já experimentou isso na prática e sentiu melhora como psicoterapia, exposição gradual, técnicas de respiração, meditação, atividade física regular, alimentação equilibrada, além de opções naturais como *magnésio glicina/*treonato, L-teanina ou até fitoterápicos como a passiflora, melissa, entre vários outros podem ajudar a manter estabilidade.
O mais importante é que você não está sem saída. Se em algum momento os sintomas voltarem a piorar, há caminhos para seguir, seja com novos testes, seja com ajustes cuidadosos de medicação em doses menores ou com estratégias combinadas. O fato de você já ter conseguido retomar atividades e reduzir os medos mostra que seu processo de recuperação está em andamento, mesmo sem um remédio específico no momento.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
O que o seu médico comentou faz sentido: algumas pessoas têm diferenças genéticas que influenciam na forma como metabolizam ou respondem aos antidepressivos e ansiolíticos. Esses exames (chamados de testes de farmacogenética) podem, sim, ajudar a orientar escolhas de medicamentos, mostrando quais tendem a ser metabolizados mais rápido, mais devagar ou com maior risco de efeitos adversos. Mas é verdade também que eles não trazem todas as respostas: não conseguem prever 100% como cada pessoa vai reagir, e ainda têm um custo elevado no Brasil. Por isso, muitos médicos acabam não solicitando de rotina, reservando para casos em que várias tentativas já falharam,como o seu.
Mesmo sem o exame, existem outras abordagens possíveis quando há sensibilidade aumentada a antidepressivos, como: iniciar doses extremamente baixas e subir de forma bem lenta; considerar medicações de outras classes (como anticonvulsivantes usados para ansiedade ou estabilizadores do humor em doses leves); e reforçar recursos não farmacológicos. Você já experimentou isso na prática e sentiu melhora como psicoterapia, exposição gradual, técnicas de respiração, meditação, atividade física regular, alimentação equilibrada, além de opções naturais como *magnésio glicina/*treonato, L-teanina ou até fitoterápicos como a passiflora, melissa, entre vários outros podem ajudar a manter estabilidade.
O mais importante é que você não está sem saída. Se em algum momento os sintomas voltarem a piorar, há caminhos para seguir, seja com novos testes, seja com ajustes cuidadosos de medicação em doses menores ou com estratégias combinadas. O fato de você já ter conseguido retomar atividades e reduzir os medos mostra que seu processo de recuperação está em andamento, mesmo sem um remédio específico no momento.
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Eu não indicaria que fizesse o exame, explico o por quê: ele é uma alternativa quando se considerar que foi o diagnóstico correto, as medicações foram tituladas de forma correta e mesmo assim teve múltiplas falhas ou efeitos adversos marcantes. Ainda assim, o ganho clínico médio é modesto e não garante solução. Tendo em mente que houve melhora de sintomas com exposição interoceptiva, me leva a pensar que seu estado de ansiedade estava realmente muito intenso. Na maioria dos casos, realmente a prática de dessensibilização e TCC é a base do tratamento, mas medicações podem ser utilizadas como resgate (SOS). Recomendo revisar diagnóstico e investir na terapia, mas não abandonar um acompanhamento psiquiátrico de confiança.
Olá!
O que você relata é bastante importante. De fato, algumas pessoas apresentam maior sensibilidade ou até intolerância a determinadas medicações, mas isso não significa que não exista tratamento para o seu caso. Os testes genéticos (farmacogenômicos) podem ajudar em alguns cenários, mas ainda têm limitações e não conseguem prever todas as reações individuais, por isso nem sempre são custo-efetivos.
O ponto positivo é que você já percebeu melhora com recursos não medicamentosos, como a exposição interoceptiva, que é uma das técnicas utilizadas na terapia cognitivo-comportamental (TCC) para transtorno do pânico. Isso mostra que o seu quadro responde bem a intervenções psicoterápicas.
Por isso, mesmo diante das dificuldades com os antidepressivos, é fundamental iniciar e manter psicoterapia regular, especialmente a TCC, que tem ótima evidência tanto para transtorno de ansiedade quanto para pânico. A psicoterapia não só ajuda a lidar com os sintomas atuais, mas também é uma forma de prevenção de recaídas.
Se em algum momento os sintomas retornarem com intensidade, pode ser necessária uma nova avaliação psiquiátrica, mas a psicoterapia deve ser considerada parte central do seu tratamento e, no seu caso, pode ser o eixo principal.
O que você relata é bastante importante. De fato, algumas pessoas apresentam maior sensibilidade ou até intolerância a determinadas medicações, mas isso não significa que não exista tratamento para o seu caso. Os testes genéticos (farmacogenômicos) podem ajudar em alguns cenários, mas ainda têm limitações e não conseguem prever todas as reações individuais, por isso nem sempre são custo-efetivos.
O ponto positivo é que você já percebeu melhora com recursos não medicamentosos, como a exposição interoceptiva, que é uma das técnicas utilizadas na terapia cognitivo-comportamental (TCC) para transtorno do pânico. Isso mostra que o seu quadro responde bem a intervenções psicoterápicas.
Por isso, mesmo diante das dificuldades com os antidepressivos, é fundamental iniciar e manter psicoterapia regular, especialmente a TCC, que tem ótima evidência tanto para transtorno de ansiedade quanto para pânico. A psicoterapia não só ajuda a lidar com os sintomas atuais, mas também é uma forma de prevenção de recaídas.
Se em algum momento os sintomas retornarem com intensidade, pode ser necessária uma nova avaliação psiquiátrica, mas a psicoterapia deve ser considerada parte central do seu tratamento e, no seu caso, pode ser o eixo principal.
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