Olá! Tenho 23 anos de idade e coloboma no nervo óptico! Gostaria de saber se há a probabilidade de
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Olá! Tenho 23 anos de idade e coloboma no nervo óptico!
Gostaria de saber se há a probabilidade de haver crises convulsivas associadas a doença e se sāo altas.
Recentemente tive uma crise convulsiva e fui informado pelo neurologista do hospital em que fui levado de que o ocorrido se deu em razão do coloboma (Isso após a realizaçāo de alguns exames). Ele solicitou que fizesse acompanhamento para ter maiores detalhes do que aconteceu.
As crise convulsivas associadas ao coloboma acostumam ocorrer a partir da idade adulta?
Gostaria de saber se há a probabilidade de haver crises convulsivas associadas a doença e se sāo altas.
Recentemente tive uma crise convulsiva e fui informado pelo neurologista do hospital em que fui levado de que o ocorrido se deu em razão do coloboma (Isso após a realizaçāo de alguns exames). Ele solicitou que fizesse acompanhamento para ter maiores detalhes do que aconteceu.
As crise convulsivas associadas ao coloboma acostumam ocorrer a partir da idade adulta?
trata-se de lesão exclusiva do olho(uma das camadas)sem qualquer relação com o encéfalo.
conclua.
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O coloboma do nervo óptico é uma malformação congênita, presente desde o nascimento, causada por fechamento incompleto da fissura embrionária ocular durante o desenvolvimento fetal. Ele pode afetar o disco óptico, a retina ou estruturas associadas, variando de formas leves e assintomáticas a quadros mais complexos, quando o coloboma faz parte de síndromes neurológicas ou malformações cerebrais associadas. Isoladamente, o coloboma óptico não causa epilepsia na maioria dos casos, pois é uma alteração anatômica restrita ao olho e ao nervo óptico, que não participa diretamente da geração de crises. No entanto, quando o coloboma faz parte de um espectro de malformações do sistema nervoso central, como a síndrome do coloboma do nervo óptico, malformações do corpo caloso, displasia cortical ou encefaloceles, pode haver associação com crises epilépticas, devido à presença de anormalidades cerebrais estruturais. Essa associação, portanto, não se deve ao coloboma em si, mas à condição neurológica que o acompanha. Por isso, quando um paciente com coloboma apresenta uma crise convulsiva, é fundamental investigar se existe alguma alteração estrutural cerebral concomitante. Isso é feito através de uma ressonância magnética de crânio de alta resolução, preferencialmente com cortes orbitários e avaliação do nervo óptico, corpo caloso e fossa posterior, além de um eletroencefalograma (EEG) para analisar a atividade elétrica cerebral. Na maioria dos pacientes, quando o coloboma é isolado e unilateral, o risco de epilepsia é baixo, e a ocorrência de uma crise única pode estar relacionada a outros fatores ocasionais, como privação de sono, febre, estresse, uso de álcool, hipoglicemia ou fotossensibilidade. Já nos casos em que há coloboma bilateral, malformações cerebrais associadas ou sintomas neurológicos prévios (como atraso no desenvolvimento, desequilíbrio ou déficits cognitivos), o risco de recorrência de crises é maior, podendo surgir na infância ou mesmo apenas na idade adulta, quando há sobrecarga metabólica ou alterações estruturais que passam a se manifestar. É importante também avaliar função visual, campo visual e acuidade óptica, pois o nervo óptico e o córtex visual podem influenciar indiretamente a excitabilidade cerebral, especialmente em indivíduos com epilepsia occipital. Em resumo: o coloboma isolado raramente causa convulsões, mas se houver malformação cerebral associada, as crises podem ocorrer, inclusive na fase adulta. O acompanhamento neurológico contínuo é fundamental para definir se será necessário o uso de medicação anticonvulsivante preventiva, como valproato, lamotrigina ou levetiracetam, e para monitorar a estabilidade do quadro. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia, neurodesenvolvimento e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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