Olá, tenho 35 anos e estou com sintomas urológicos desde o início de maio de 2025. Os sintomas co

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Olá, tenho 35 anos e estou com sintomas urológicos desde o início de maio de 2025.

Os sintomas começaram com ardência e vermelhidão na glande (sou circuncidado), além de sensação de queimação que irradiava para os testículos e região anal. Procurei um urologista e fiz tratamento inicial com fluconazol e pomadas tópicas, sem melhora.

Retornei ao urologista e fui tratado com azitromicina 1 g dose única e levofloxacino 750 mg por 5 dias. Antes desse tratamento, realizei exames de sangue e urina, cultura de urina e PCR para ISTs, todos com resultados negativos. Após esse período, o desconforto piorou, a ponto de eu não conseguir tocar o pênis sem sentir ardência.

Busquei uma segunda opinião médica. Foram solicitados novos exames laboratoriais, todos normais, além de ressonância magnética do abdômen inferior e da próstata, também sem alterações. Posteriormente, realizei cultura de sêmen, que identificou Streptococcus sp. Fui tratado com levofloxacino 500 mg por 30 dias. A cultura de controle negativou, porém os sintomas persistiram.

Durante esse período, consultei também um infectologista, que solicitou novos exames e repetiu testes para ISTs, todos novamente negativos.

Atualmente, após quase 9 meses de sintomas, ainda apresento:

ardência na pele da glande

ardência após urinar

ardência após ejacular

eliminação de secreção pelo pênis após urinar ou evacuar, sem odor, com aspecto semelhante ao sêmen, de coloração clara ou esbranquiçada

Minha dúvida é: o que poderia explicar esse quadro após tantos exames normais e tratamentos antibióticos?
E qual seria o especialista mais indicado para acompanhamento e tratamento nesse momento?
Olá! Pelo seu relato e pela quantidade de exames negativos, é importante considerar que nem todo quadro desse tipo é “infecção ativa”. Há possibilidades como síndrome da dor pélvica crônica/prostatite crônica não bacteriana, disfunção do assoalho pélvico, irritação/dermatite de contato (sabonetes, lubrificantes, preservativos), balanite inflamatória, e até causas neuropáticas. Nesses casos, antibióticos repetidos frequentemente não resolvem e podem até irritar mais.

O especialista mais indicado para conduzir é o urologista (idealmente com experiência em dor pélvica / prostatite crônica / disfunções miccionais). Muitas vezes também ajuda avaliação conjunta com dermatologista (para examinar a glande e descartar balanites/dermatites específicas).

O próximo passo costuma ser exame físico detalhado, revisar exatamente quais testes foram feitos (e como foram coletados), e direcionar investigação/tratamento para o componente inflamatório/funcional (em vez de manter antibiótico “no escuro”). Se houver febre, secreção purulenta, sangue na urina ou piora progressiva, procure reavaliação com prioridade.

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