Paciente com perda total do olho direito após trauma ocular grave (evisceração do globo) — qual a me
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Paciente com perda total do olho direito após trauma ocular grave (evisceração do globo) — qual a melhor forma de documentar o impacto funcional?
Um paciente adulto, trabalhador rural, sofreu trauma ocular grave em acidente, evoluindo com perda total e irreversível do olho direito, tendo sido submetido à evisceração do globo ocular.
O laudo oftalmológico atual descreve o diagnóstico e a acuidade visual, porém é bastante sucinto e não aborda de forma detalhada a sequela funcional nem o impacto da perda da visão binocular nas atividades que exigem percepção de profundidade, manuseio de ferramentas e trabalho em ambiente rural.
Minha dúvida é:
➡️ Quais pontos técnicos costumam ser relevantes em um relatório oftalmológico mais completo nesses casos, especialmente quanto à descrição da sequela instalada, limitações funcionais e capacidade laboral do paciente?
Agradeço desde já as orientações.
Um paciente adulto, trabalhador rural, sofreu trauma ocular grave em acidente, evoluindo com perda total e irreversível do olho direito, tendo sido submetido à evisceração do globo ocular.
O laudo oftalmológico atual descreve o diagnóstico e a acuidade visual, porém é bastante sucinto e não aborda de forma detalhada a sequela funcional nem o impacto da perda da visão binocular nas atividades que exigem percepção de profundidade, manuseio de ferramentas e trabalho em ambiente rural.
Minha dúvida é:
➡️ Quais pontos técnicos costumam ser relevantes em um relatório oftalmológico mais completo nesses casos, especialmente quanto à descrição da sequela instalada, limitações funcionais e capacidade laboral do paciente?
Agradeço desde já as orientações.
Boa tarde, sua pergunta é de grande importância, pois mistura a questão médica e a jurídica. Os relatórios médicos geralmente não se importam com a repercussão jurídica por não ser sua principal função, mas como necessita de uma orientação, vou tentar ajudá-lo como que tenho de experiência em casos semelhantes: A perda total e irreversível da visão em um olho, como a resultante de uma evisceração do globo ocular após trauma grave, configura a condição de visão monocular. A documentação dessa sequela em um relatório oftalmológico completo deve ir além da simples descrição diagnóstica e da acuidade visual, focando no impacto funcional e na capacidade laboral do paciente (esta avaliada posteriormente por um Perito!!!), especialmente em atividades que exigem alta percepção espacial, como o trabalho rural.
É fundamental ressaltar que a visão monocular é , legalmente, reconhecida como deficiência sensorial do tipo visual, o que reforça a necessidade de focar neste ponto.
Os pontos Essenciais do Laudo Oftalmológico que consigo sugerir são:
- Descrição da Sequela Instalada (Anatomia e Função);
- Qual a lateralidade?
- Qual a condição do olho contra-lateral?
- Diagnóstico
- Irreversibilidade?
- Acuidade Visual (Usar LogMAR na acuidade visual por ser uma medida interdiciplinar, e não a tabela de Snellen).
- Campo Visual (Perda total do campo visual correspondente ao olho: hemianopsia temporal do lado afetado).
- Estereopsia Ausente (Perda da Estereopsia Binocular). Este é o ponto central da limitação funcional. Mesmo que ele consiga visão de profundidade, a esteropsia pode ser comprovada com testes específicos.
- Motilidade Ocular: Descrição da prótese/implante e da motilidade da cavidade.
- Impacto Funcional Detalhado e Capacidade Laboral (se puder exemplificar).
O relatório deve concluir com um parecer técnico que ligue o diagnóstico (evisceração/visão monocular) às limitações funcionais e, por fim, à capacidade laboral.
Espero ter ajudado.
É fundamental ressaltar que a visão monocular é , legalmente, reconhecida como deficiência sensorial do tipo visual, o que reforça a necessidade de focar neste ponto.
Os pontos Essenciais do Laudo Oftalmológico que consigo sugerir são:
- Descrição da Sequela Instalada (Anatomia e Função);
- Qual a lateralidade?
- Qual a condição do olho contra-lateral?
- Diagnóstico
- Irreversibilidade?
- Acuidade Visual (Usar LogMAR na acuidade visual por ser uma medida interdiciplinar, e não a tabela de Snellen).
- Campo Visual (Perda total do campo visual correspondente ao olho: hemianopsia temporal do lado afetado).
- Estereopsia Ausente (Perda da Estereopsia Binocular). Este é o ponto central da limitação funcional. Mesmo que ele consiga visão de profundidade, a esteropsia pode ser comprovada com testes específicos.
- Motilidade Ocular: Descrição da prótese/implante e da motilidade da cavidade.
- Impacto Funcional Detalhado e Capacidade Laboral (se puder exemplificar).
O relatório deve concluir com um parecer técnico que ligue o diagnóstico (evisceração/visão monocular) às limitações funcionais e, por fim, à capacidade laboral.
Espero ter ajudado.
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O laudo oftalmológico deve apontar de forma objetiva o que é avaliado no exame: a perda de visão no olho direito. Se essa perda de visão afeta a capacidade laboral do paciente, isso deve ser avaliado pelo médico perito do INSS. O paciente deve marcar avaliação de perícia e levar o laudo oftalmológico atestando a perda de visão neste olho. Assim, o médico pode atestar a incapacidade ou não de acordo com a sequela.
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