Paciente se recusa ir no Psiquiatra pôs surto psicótico. O que se pode fazer?

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Paciente se recusa ir no Psiquiatra pôs surto psicótico. O que se pode fazer?
Depende do risco que ele oferece para si mesmo e para terceiros. Caso esteja em risco e não seja possível esperar para convencer o paciente a procurar ajuda se recomenda a internação involuntária que pode ser realizada por serviço público (SAMU) ou particular. Att.

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Dr. Hugo Salmen Evangelista Espindola
Psiquiatra
Rio de Janeiro
Para ajudar um paciente que resiste ao tratamento psiquiátrico após um surto psicótico, é essencial adotar uma abordagem multifacetada. Primeiramente, é importante mostrar empatia e compreensão, buscando entender as possíveis razões por trás da recusa, como medo ou estigma associado à saúde mental. Uma comunicação aberta e honesta é fundamental, onde ouvir as preocupações do paciente e fornecer informações claras sobre a importância do tratamento são passos cruciais.

Educar o paciente sobre sua condição e o tratamento disponível de maneira acessível pode ajudar a diminuir as barreiras à aceitação do tratamento. Neste processo, o apoio de familiares e amigos é inestimável, pois podem incentivar e apoiar o paciente em sua jornada.

Considerar um ambiente confortável para as primeiras consultas, como um espaço familiar ou até mesmo consultas online, pode ajudar a aliviar a ansiedade do paciente em relação ao tratamento. Encorajar o paciente a dar pequenos passos, como participar de uma consulta inicial, pode ser uma estratégia eficaz para começar o tratamento sem sobrecarregar o paciente.

Utilizar os serviços de saúde mental da comunidade também pode ser benéfico, oferecendo abordagens mais flexíveis e menos intimidadoras. Por fim, em situações de risco iminente para o paciente ou para outros, a intervenção de emergência, como hospitalização ou contato com serviços de emergência como o SAMU ou corpo de bombeiros, torna-se necessária.

Essa abordagem integrada, combinando empatia, educação, apoio e flexibilidade, visa facilitar o caminho do paciente para a aceitação e o início do tratamento psiquiátrico de forma segura e eficaz.

Estou à disposição para mais informações ou esclarecimentos.
Dra. Lilian Muniz
Psiquiatra, Generalista
Rio de Janeiro
Entendo o quanto esse momento pode ser difícil, tanto para quem está em sofrimento quanto para as pessoas próximas. Quando alguém recusa atendimento após um episódio psicótico, é importante lembrar que esse não é um simples ato de ‘teimosia’ — muitas vezes, a pessoa está confusa, com medo ou sem confiança em serviços de saúde.

O primeiro passo pode ser buscar aproximação com delicadeza, sem confronto. Conversar de forma afetuosa, oferecendo segurança, pode abrir caminhos. Às vezes, uma escuta acolhedora, sem julgamento, já é o início de um cuidado possível. Caso não esteja mais em surto, você pode acionar um médico em domicílio (consulta domiciliar), ou solicitar uma visita domiciliar no seu CAPS de referencia ou clínica da família.

Se o quadro for grave e houver risco para si ou para outros, é possível acionar os serviços de urgência de saúde mental — como o SAMU (192), o CAPS III de referência ou um pronto atendimento psiquiátrico — sempre buscando garantir que o acolhimento seja o mais respeitoso e não violento possível.
Olá! Quando uma pessoa passa por um surto psicótico e recusa ajuda psiquiátrica, é compreensível que a família ou os amigos se sintam aflitos e sem saber como agir. Em muitos casos, a própria condição pode afetar o julgamento e a consciência da necessidade de tratamento.

Nessas situações, é importante buscar ajuda médica o quanto antes, mesmo que a pessoa não aceite ir por vontade própria. Em alguns casos, é possível solicitar uma avaliação psiquiátrica domiciliar ou, se houver risco à integridade física do paciente ou de terceiros, procurar os serviços públicos de urgência (como o SAMU ou o CAPS de referência), que podem orientar sobre o encaminhamento adequado.
Isso é muito comum e difícil de contornar. Mas, enganar o paciente não é um bom caminho. Para o tratamento ser bem sucedido, ele precisa confiar em quem está cuidando dele, tanto nos profissionais quanto nos familiares. Uma abordagem possível é tentar identificar o que o próprio paciente enxerga como problema de saúde ou algo que ele perceba como um incomodo e oferecer alivio para essa queixa - mesmo que seja muito diferente daquilo que você observa como problema. Também ajuda deixar claro que você percebe que ele está em sofrimento e que você quer ajuda-lo.

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