Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

6 respostas


O luto pela perda de um animal de estimação é real e pode ser tão intenso quanto qualquer outro luto. Eles fazem parte da nossa rotina, da nossa história e dos nossos vínculos afetivos, por isso é natural sentir saudade, tristeza e até culpa, questionando se poderia ter feito algo diferente. Com o tempo, a tendência não é esquecer quem partiu, mas aprender a conviver com essa ausência de uma forma menos dolorosa. Se você percebe que esse sofrimento continua muito intenso ou tem dificultado sua rotina, a psicoterapia pode ser um espaço acolhedor para elaborar esse luto, ressignificar essa perda e cuidar de você nesse processo. Stephany Menezes Psicóloga | CRP 19/4798

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Olá! Realmente me parece ser uma dor muito grande a que você está sentindo! O processo de luto pode variar de pessoa para pessoa, mas ele é absolutamente natural quando falamos da perda de alguém próximo, que amamos muito, como parece ser o caso de você com sua cachorrinha. Por outro lado, se você sente que seu sofrimento está muito intenso, talvez o ideal seja você marcar uma sessão com um psicólogo, pra que dessa forma você consiga elaborar com a ajuda de um profissional essa relação importante que você e sua cachorra tiveram.


Sinto muito pela sua perda. Sei como esse momento pode ser difícil, pois também já perdi minha cachorrinha. É natural questionar os próprios comportamentos em relação ao animal que partiu. Você está vivendo um processo de luto por um animal que foi importante para você. Uma estratégia que pode ajudar nesse momento é escrever uma carta para o seu animal de estimação. Nela, você pode colocar tudo o que gostaria de dizer, tudo o que surgir em seu coração. Não é necessário mostrar essa carta para ninguém. Você pode guardá-la ou até mesmo descartá-la depois. Durante a escrita, é possível que muitos sentimentos venham à tona. Se isso acontecer, permita-se senti-los. Caso perceba que escrever sobre essa perda é difícil demais neste momento, não se force. Busque a ajuda de um psicólogo.


Sinto muito pela sua perda. O que você está sentindo faz parte de um processo de luto, e perder um animal de estimação pode ser tão doloroso quanto perder alguém da família. Eles ocupam um lugar muito especial na nossa vida, fazem parte da nossa rotina, do nosso afeto e da nossa história. Percebo também que a culpa tem aparecido com bastante força nos seus pensamentos. Quando perdemos alguém que amamos, é muito comum a mente criar cenários de "e se eu tivesse feito mais?", "e se eu tivesse percebido antes?", "e se eu pudesse ter evitado?". Mas esses pensamentos, embora compreensíveis, nem sempre correspondem à realidade. Muitas vezes eles são uma tentativa da nossa mente de encontrar uma explicação para uma dor que parece impossível de aceitar. O fato de você imaginar envelhecer ao lado dela mostra o quanto esse vínculo era importante. E justamente por esse amor ter sido tão grande, a ausência também dói profundamente. Não existe um tempo certo para o luto. Cada pessoa vive esse processo de uma forma, e o mais importante é permitir-se sentir, sem se cobrar para "superar" rapidamente. Se essa dor continua muito intensa, impede você de seguir sua rotina ou vem acompanhada de uma culpa persistente, conversar com um psicólogo pode ajudar a elaborar esse luto de forma mais saudável, acolhendo essa saudade sem que ela precise carregar tanto sofrimento. Seu amor por ela não terminou com a partida. O vínculo permanece na história que vocês construíram juntas, e isso ninguém pode tirar de você.


Primeiramente, sinto muito pela perda da sua cachorrinha. O vínculo que construímos com um animal de estimação pode ser muito profundo, e o luto por essa perda é tão legítimo quanto o luto por qualquer outro ente querido. Pelo que você descreve, além da saudade, existe um sentimento de culpa, acompanhado de pensamentos como "eu poderia ter feito mais" ou "era para ela ainda estar comigo". Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), procuramos compreender esses pensamentos com cuidado. Uma estratégia utilizada é avaliar a responsabilidade de forma mais realista, perguntando: o quanto realmente estava sob o seu controle e o que não estava? Muitas vezes utilizamos técnicas, como o "gráfico de pizza", para distribuir essa responsabilidade de maneira mais equilibrada, em vez de atribuí-la inteiramente a si mesmo. Também é natural que, neste momento, ver outros cachorros desperte tristeza e saudade. Isso não significa que você esteja "presa" ao luto, mas que a perda ainda é muito significativa para você. Falar sobre ela, olhar fotos, recordar momentos felizes e até criar um pequeno ritual de despedida ou homenagem podem ajudar no processo de elaboração do luto. Essas atitudes não fazem você esquecer, mas permitem que a relação com essa memória se torne mais acolhedora ao longo do tempo. Se você percebe que, mesmo após esses meses, a dor continua muito intensa e está dificultando sua rotina ou impedindo que você encontre momentos de bem-estar, buscar um psicólogo pode ser um passo importante. Você não precisa atravessar esse processo sozinha, e o luto também pode ser cuidado.

Dra. Maiara Correa

Dra. Maiara Correa

Psicólogo

Florianópolis

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Sinto muito pela perda da sua cachorrinha. Pelo que você escreveu, percebo que essa não foi apenas a perda de um animal de estimação, mas de alguém que fazia parte da sua história, da sua rotina e da forma como você vivia o afeto no dia a dia. Isso torna esse luto profundamente legítimo. Uma das partes mais difíceis desse tipo de perda costuma ser a culpa. Quando cuidamos de alguém — seja um filho, um familiar ou um pet — é muito comum que, depois da morte, nossa mente comece a procurar respostas: "E se eu tivesse percebido antes?", "E se eu tivesse levado ao veterinário mais cedo?", "E se eu tivesse cuidado diferente?". Essas perguntas geralmente surgem porque sentimos uma grande responsabilidade por quem estava sob nossos cuidados. Porém, elas nem sempre significam que realmente poderíamos ter evitado a perda. Também me chamou atenção quando você disse que imaginava sua cachorrinha velhinha ao seu lado. Nós costumamos construir, de forma muito natural, uma história sobre como esperamos que as pessoas — e os animais que amamos — sigam conosco por muitos anos e partam apenas quando estiverem bem velhinhos. Quando a vida acontece de outra forma, não perdemos apenas quem amamos; perdemos também essa história que imaginávamos viver. Outro ponto importante é que, passados alguns meses, você ainda sente muita dor ao ver outras pessoas com seus cachorros. Isso mostra que o sofrimento continua bastante vivo. Às vezes, não estamos reagindo apenas à ausência do pet, mas a tudo o que aquela relação representava para nós. Os animais costumam ocupar um lugar muito especial: oferecem companhia, segurança, acolhimento e uma forma de vínculo que, muitas vezes, não encontramos com a mesma facilidade em outros relacionamentos. Na psicoterapia, gosto de compreender exatamente esse significado. O que sua cachorrinha representava na sua vida? O que mudou em você desde que ela partiu? Essa perda fez você lembrar de outras despedidas, de outros sentimentos ou de outras fases da sua vida? Nem sempre estamos vivendo apenas o luto do presente; algumas perdas acabam despertando dores antigas que ainda estavam guardadas. Se esse sofrimento permanece intenso, interfere na sua rotina ou faz com que você sinta que a vida perdeu parte do sentido desde janeiro, acredito que vale a pena procurar acompanhamento psicológico. O objetivo não é fazer você esquecer sua cachorrinha, mas ajudá-la a transformar essa relação em uma lembrança que continue ocupando um lugar importante na sua história, sem que a culpa e a dor precisem permanecer com a mesma intensidade. O amor que sentimos por um pet é real. Por isso, o luto também é real. Elaborar essa perda não significa deixar de amar, mas encontrar uma forma de seguir vivendo sem precisar carregar, todos os dias, o peso de que você poderia ter feito mais.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.