Pode haver um trauma acústico sem nenhuma perda de audição com audiometria tonal/simples/vocal e alt
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Pode haver um trauma acústico sem nenhuma perda de audição com audiometria tonal/simples/vocal e altas frequências feitas?
O exame de audiometria nos indicará qualquer tipo de perda auditiva.
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Geralmente o trauma acústico pode causar perda apenas nas frequências mais altas da audição. Sugiro procurar um médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo para realizar exames audiométricos.
Os exames auditivos servem para a detecção de alterações auditivas e são feitos em intensidades seguras para não causar traumas acústicos.
O que pode causar perda auditiva é a intensidade alta prolongada ou repentina como uma explosão , por exemplo, e não a frequência do som.
O que pode causar perda auditiva é a intensidade alta prolongada ou repentina como uma explosão , por exemplo, e não a frequência do som.
Olá! Sim, é possível que ocorra um trauma acústico sem nenhuma perda auditiva detectável em exames como audiometria tonal convencional, audiometria vocal e audiometria de altas frequências. Isso acontece porque o trauma acústico pode causar alterações sutis ou temporárias que nem sempre são captadas por esses exames. Vamos entender melhor:
Alterações temporárias (TTS): Após exposição a um som intenso, pode ocorrer um aumento temporário no limiar auditivo, chamado de Temporary Threshold Shift (TTS). Nesse caso, o limiar auditivo volta ao normal após algum tempo, e a audiometria não detectará alterações permanentes.
Dano às células ciliadas externas: Um trauma acústico pode danificar inicialmente as células ciliadas externas da cóclea, responsáveis pelo refinamento dos sons e pela amplificação dos sinais auditivos. Esse dano pode não ser identificado na audiometria tonal convencional, especialmente se as células ciliadas internas, que são mais diretamente relacionadas à percepção do som, ainda estiverem funcionando normalmente.
Dano sináptico (hidden hearing loss): Outra possibilidade é o chamado "perda auditiva oculta" (hidden hearing loss), em que há dano nas conexões sinápticas entre as células ciliadas e o nervo auditivo, mesmo que os limiares auditivos permaneçam normais nos exames convencionais. Isso pode causar dificuldades em situações de escuta desafiadoras, como em ambientes ruidosos.
Efeitos subjetivos: O trauma acústico também pode causar sintomas como zumbido, hipersensibilidade a sons (hiperacusia) ou desconforto auditivo, que não são necessariamente acompanhados por perda de audição mensurável.
Limitações dos exames audiométricos: A audiometria tonal convencional avalia principalmente frequências de 250 Hz a 8.000 Hz, mas algumas alterações podem ocorrer em frequências mais altas (acima de 8.000 Hz). Mesmo a audiometria de altas frequências pode não captar danos mínimos ou iniciais.
Se houver suspeita de trauma acústico mesmo com exames normais, é importante considerar:
Emissões Otoacústicas (EOA): Avaliam a função das células ciliadas externas e podem detectar alterações sutis que a audiometria tonal não identifica.
Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Encefálico (PEATE): Podem ajudar a avaliar o funcionamento do nervo auditivo e detectar alterações sinápticas.
Análise clínica: O relato de sintomas como zumbido ou dificuldades auditivas em ambientes ruidosos deve ser levado em consideração.
Espero ter ajudado.
Abraços!
Alterações temporárias (TTS): Após exposição a um som intenso, pode ocorrer um aumento temporário no limiar auditivo, chamado de Temporary Threshold Shift (TTS). Nesse caso, o limiar auditivo volta ao normal após algum tempo, e a audiometria não detectará alterações permanentes.
Dano às células ciliadas externas: Um trauma acústico pode danificar inicialmente as células ciliadas externas da cóclea, responsáveis pelo refinamento dos sons e pela amplificação dos sinais auditivos. Esse dano pode não ser identificado na audiometria tonal convencional, especialmente se as células ciliadas internas, que são mais diretamente relacionadas à percepção do som, ainda estiverem funcionando normalmente.
Dano sináptico (hidden hearing loss): Outra possibilidade é o chamado "perda auditiva oculta" (hidden hearing loss), em que há dano nas conexões sinápticas entre as células ciliadas e o nervo auditivo, mesmo que os limiares auditivos permaneçam normais nos exames convencionais. Isso pode causar dificuldades em situações de escuta desafiadoras, como em ambientes ruidosos.
Efeitos subjetivos: O trauma acústico também pode causar sintomas como zumbido, hipersensibilidade a sons (hiperacusia) ou desconforto auditivo, que não são necessariamente acompanhados por perda de audição mensurável.
Limitações dos exames audiométricos: A audiometria tonal convencional avalia principalmente frequências de 250 Hz a 8.000 Hz, mas algumas alterações podem ocorrer em frequências mais altas (acima de 8.000 Hz). Mesmo a audiometria de altas frequências pode não captar danos mínimos ou iniciais.
Se houver suspeita de trauma acústico mesmo com exames normais, é importante considerar:
Emissões Otoacústicas (EOA): Avaliam a função das células ciliadas externas e podem detectar alterações sutis que a audiometria tonal não identifica.
Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Encefálico (PEATE): Podem ajudar a avaliar o funcionamento do nervo auditivo e detectar alterações sinápticas.
Análise clínica: O relato de sintomas como zumbido ou dificuldades auditivas em ambientes ruidosos deve ser levado em consideração.
Espero ter ajudado.
Abraços!
O trauma acústico ocorre, em geral,em pessoas que trabalham em ambientes com alto ruído. E acontece em 4.000 hz. Vai atingindo outros níveis conforme a exposição, mas nem sempre leva a perda total de audição
Olá, sim. As vezes o trauma acústico provoca alterações passageiras como hipoacusia e zumbido. mas se esse trauma for se repetindo a chance é dessa alteração se tornar permanente e aí sim, alterar seu exame, espero ter ajudado.
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