Por que a expectativa de vida de quem tem transtornos mentais diminui? É possível reverter?
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Por que a expectativa de vida de quem tem transtornos mentais diminui? É possível reverter?
Por vários motivos: diminuição dos cuidados consigo mesmo, possivelmente, é o mais importante. Por exemplo, pessoas com depressão aderem pior a tratamentos de diabete e, quando a depressão é tratada, a adesão melhora. Além disto, transtornos mentais podem envolver alterações alimentares e de sono que também podem impactar a saúde. Algumas medicações, também, podem propiciar aumento de peso e, assim, riscos para a saúde (o que nãi significa que não devam ser usadas, pois seu efeito protetor é maior que os riscos que trazem). Finalmente, é possível que transtornos mentais mais graves levem a alterações do funcionamento do organismo como, por exemplo, diminuição das defesas imunológicas ou morte celular (estresse crônico leva a morte de células cerebrais, por exemplo), que também aumentem os riscos de doença e diminuam a expectativa de vida.
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Dentro de uma perspectiva holística o mente e o corpo estão interligados. Desse modo, pode ocorrer intercorrências somáticas que abreviem a longevidade. Abraço.
A redução da expectativa de vida em pessoas com transtornos mentais não acontece por uma única causa, mas por um conjunto de fatores biológicos, comportamentais e sociais.
Em primeiro lugar, alguns transtornos mentais mais graves, como depressão maior, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtornos de ansiedade graves e transtornos por uso de substâncias, estão associados a maior risco de doenças clínicas, como obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Isso ocorre tanto por alterações do próprio organismo (eixo do estresse crônico, inflamação, alterações hormonais) quanto por fatores indiretos.
Outro ponto importante é o impacto do próprio quadro na vida da pessoa: pode haver dificuldade de autocuidado, sono irregular, alimentação inadequada, sedentarismo, uso de álcool ou drogas, além de menor adesão a tratamentos médicos. Esses fatores aumentam o risco de complicações clínicas ao longo do tempo.
Também existe um fator relevante de risco aumentado de suicídio em alguns transtornos mentais, especialmente quando não há tratamento adequado ou acompanhamento contínuo.
Além disso, o acesso mais tardio a cuidados de saúde física e mental contribui para diagnósticos e tratamentos menos precoces de doenças clínicas.
É possível reverter isso?
Sim — e de forma importante. Estudos mostram que o risco reduz significativamente quando há:
tratamento psiquiátrico adequado e contínuo
controle dos sintomas (depressão, ansiedade, psicose, transtornos de humor)
psicoterapia estruturada
atividade física regular e melhora do sono
acompanhamento clínico para doenças metabólicas (obesidade, resistência à insulina, diabetes, hipertensão)
redução ou cessação de álcool e outras substâncias
integração entre psiquiatria e clínica médica
Ou seja, o aumento do cuidado em saúde mental e física pode reduzir muito a diferença de expectativa de vida, e em muitos casos aproximar bastante da população geral.
Em resumo, a menor expectativa de vida não é causada apenas pelo transtorno em si, mas principalmente por fatores associados — e muitos deles são tratáveis e modificáveis com acompanhamento adequado de psiquiatria, clínica geral, saúde metabólica, transtornos de humor, ansiedade, depressão e TDAH em adultos.
Em primeiro lugar, alguns transtornos mentais mais graves, como depressão maior, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtornos de ansiedade graves e transtornos por uso de substâncias, estão associados a maior risco de doenças clínicas, como obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Isso ocorre tanto por alterações do próprio organismo (eixo do estresse crônico, inflamação, alterações hormonais) quanto por fatores indiretos.
Outro ponto importante é o impacto do próprio quadro na vida da pessoa: pode haver dificuldade de autocuidado, sono irregular, alimentação inadequada, sedentarismo, uso de álcool ou drogas, além de menor adesão a tratamentos médicos. Esses fatores aumentam o risco de complicações clínicas ao longo do tempo.
Também existe um fator relevante de risco aumentado de suicídio em alguns transtornos mentais, especialmente quando não há tratamento adequado ou acompanhamento contínuo.
Além disso, o acesso mais tardio a cuidados de saúde física e mental contribui para diagnósticos e tratamentos menos precoces de doenças clínicas.
É possível reverter isso?
Sim — e de forma importante. Estudos mostram que o risco reduz significativamente quando há:
tratamento psiquiátrico adequado e contínuo
controle dos sintomas (depressão, ansiedade, psicose, transtornos de humor)
psicoterapia estruturada
atividade física regular e melhora do sono
acompanhamento clínico para doenças metabólicas (obesidade, resistência à insulina, diabetes, hipertensão)
redução ou cessação de álcool e outras substâncias
integração entre psiquiatria e clínica médica
Ou seja, o aumento do cuidado em saúde mental e física pode reduzir muito a diferença de expectativa de vida, e em muitos casos aproximar bastante da população geral.
Em resumo, a menor expectativa de vida não é causada apenas pelo transtorno em si, mas principalmente por fatores associados — e muitos deles são tratáveis e modificáveis com acompanhamento adequado de psiquiatria, clínica geral, saúde metabólica, transtornos de humor, ansiedade, depressão e TDAH em adultos.
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