Por que é tão difícil encontrar ginecologistas que saibam o que é vaginismo? Já estou na fase final

Por que é tão difícil encontrar ginecologistas que saibam o que é vaginismo? Já estou na fase final do tratamento com fisioterapia e terapia psicológica, e preciso fazer os exames preventivos. Já cansei de ouvir de médico que preciso relaxar! Se alguém puder me indicar (em SP) um médico tbm ajudaria

5 respostas


Olá! Procure pelo grupo Proséx ligado ao Hospital das Clínicas da USP, com certeza eles poderão lhe indicar algum ginecologista mais ligado e mais experiente com relação ao vaginismo. Boa Sorte!

João Fornasieri

João Fornasieri

Psicólogo

Ribeirão Preto

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Olá, infelizmente não são todos os ginecologistas que tem paciência aos pacientes com vaginismo, a terapia sexual e fisioterapia ainda são os melhores meios de tratamento, não descartando a avaliação médica para exames de prevenção. O prosex em São Paulo, é referencia nesse tipo de tratamento, alem de ser gratuito Há uma equipe multidisciplinar para melhor auxilio.


Realmente o ideal seria conhecer você para uma melhor orientação. O ideal seria uma psicoterapia para poder compreender o que acontece com você e o que ocasionou ou ocasiona o vaginismo. Não se desespere, a terapia não é complicada e costuma trazer resultados excelentes. Estou a sua disposição. Um abraço Cássio dos Reis


Tenho a impressão que médicos já chegou a conhecer e não resolveram. Aposto que a terapia psicológica foi do tipo cognitivo-comportamental? O vaginismo é uma inibição que provávelmente se explicaria por experiências feitas já na infância. Esta inibição pode ser chamada de "profunda", pois você não pode sair dela simplesmente querendo ou fazendo exercícios corporais ou mentais para contorná-la. Tendo experimentado os métodos mais superficiais, recomendo você trabalhar com um@ psicoterapêuta emocional, tipo humanista, "centrado na pessoa", ou psicanalista. Pelo que você faz parecer, recomendo mais pelo lado da psicoterapia humanista. A psicoterapia humanista pode também trabalhar com o casal. Numa primeira fase só. Numa segunda, se fôr necessária, você vai querer explorar as suas experiências remotas sem uma outra pessoa a não ser @ profissional ouvir. Elas costumam ser mais difícis de se assumir na presença mesmo da pessoa com quem se divide a vida íntima. Não desespere!


O vaginismo pode ter muitas causas: educação sexual repressora; formação religiosa severa, excessivo sentimento de fragilidade, resultando em que a penetração seja vista como uma agressão; um trauma sexual anterior, como um estupro(em suas mais amplas configurações) de que tenha sido vítima ou tenha assistido: conhecimento de traições por parte de pessoas próximas. Dentre todos esses fatores, destaca-se a fobia: a visualização do genital de um adulto quando a mulher era uma criança e a fantasia de ser violada e a percepção das graves consequências dessa penetração vista como possível, embora bastante improvável. Ha, provavelmente, uma recusa inconsciente em entregar-se ao ato, uma defesa que visa manter a inviolabilidade de sua intimidade. O vaginismo tem um paradoxo, que é o forte desejo sexual que caracteriza quase sempre a mulher vagínica. O tratamento com psicoterapia é fundamental, assim como a fisioterapia especializada, mediante a introdução de dilatadores de comprimento e diâmetro sucessivamente maiores. Outro ponto a considerar é a posição durante o ato sexual: a mulher deve optar por posições nas quais seja ela que detenha o controle sobre a profundidade e o ritmo das penetrações. Visto isso, peça ao seu Psicólogo Clínico e ao seu fisioterapeuta indicação sobre Ginecologista de confiança deles, pois é quase certo que trabalhem em rede com tais médicos.

Paulo Renato Oliveira

Paulo Renato Oliveira

Psicanalista

Rio de Janeiro

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