Possuo irmã diagnosticada com Transtorno Bipolar. Eu, por outro lado, já tive crise de ansiedade (de

3 respostas
Possuo irmã diagnosticada com Transtorno Bipolar. Eu, por outro lado, já tive crise de ansiedade (devido a pandemia), mas nunca nenhuma manifestação que remeta a mania até o momento. Caso precise tomar algum remédio para ajudar na ansiedade no futuro, corro algum risco de manifestar a bipolaridade devido ao histórico famíliar?
Sim, corre o risco dependendo da medicação que tomará, porém atualmente há várias medicações que reduzem muito esse risco.

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O transtorno bipolar tem um componente genético e hereditário importante, porém temos outros fatores associados. Com isso, você teria sim mais riscos de desenvolver sintomas maniformes secundário a medicação do que alguém que não tivesse histórico familiar de transtorno bipolar. Porém este risco deve ser avaliado individualmente e não é contraindicação absoluta o uso de antidepressivos.
Dra. Daniele  Costa Rachid Lacerda
Psiquiatra, Especialista em clínica médica
Belo Horizonte
Ter um familiar de primeiro grau com Transtorno Bipolar aumenta a vulnerabilidade genética em comparação à população geral, mas isso não significa que você necessariamente desenvolverá o transtorno. A maioria das pessoas com histórico familiar nunca manifesta episódios de mania ou hipomania ao longo da vida.

Em relação ao uso futuro de medicação para ansiedade, alguns antidepressivos podem, em indivíduos biologicamente predispostos, desencadear sintomas de ativação ou, raramente, um episódio hipomaníaco ou maníaco. No entanto, isso costuma ocorrer principalmente em pessoas que já têm uma vulnerabilidade clínica mais evidente, como história prévia de oscilações de humor sugestivas de bipolaridade.

Por isso, antes de iniciar qualquer medicação, é importante realizar uma avaliação cuidadosa do seu histórico pessoal, incluindo padrão de sono, energia, impulsividade, períodos de humor elevado ou irritabilidade fora do habitual. Em casos de dúvida, o médico pode optar por estratégias mais cautelosas, como iniciar doses baixas, acompanhar de perto ou escolher medicações com menor risco de ativação.

O fato de você nunca ter apresentado sintomas compatíveis com mania até o momento é um dado tranquilizador, mas uma avaliação individualizada sempre é a melhor forma de conduzir com segurança. Caso deseje agendar uma consulta, estarei disponível para te ajudar.
Atenciosamente,
Dra. Daniele Lacerda

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