Quais os sintomas e consequências de interromper o tratamento com desvelafaxina?

Quais os sintomas e consequências de interromper o tratamento com desvelafaxina?

2 respostas


A venlafaxina, a desvenlafaxina, a duloxetina e a paroxetina são os medicamentos mais difíceis de retirar devido a uma condição chamada síndrome de retirada. Pode dar tontura, sensação de flutuação, diarreia, sudorese, entre outros sintomas bem desagradáveis. Converse com seu médico sobre a melhor forma de fazer esse desmame.

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A interrupção da desvenlafaxina, especialmente quando feita de forma abrupta, pode provocar a chamada síndrome de descontinuação dos antidepressivos. Isso não significa dependência, mas sim uma reação do organismo à redução rápida dos níveis da medicação. Os sintomas mais comuns incluem tontura, sensação de choque elétrico na cabeça ("brain zaps"), dor de cabeça, náuseas, alterações gastrointestinais, fadiga, insônia, sonhos vívidos, irritabilidade, ansiedade, agitação e sensação de instabilidade emocional. Algumas pessoas também relatam sensação de desequilíbrio, formigamentos e dificuldade de concentração. Além dos sintomas de descontinuação, existe o risco de retorno ou piora do quadro que motivou o tratamento, como ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação e transtornos de humor. Em alguns casos, a pessoa pode interpretar a recaída como um efeito da retirada, quando na verdade há reaparecimento da doença de base. A intensidade dos sintomas varia bastante entre os pacientes. Algumas pessoas apresentam poucos sintomas, enquanto outras podem ter desconforto significativo, especialmente após uso prolongado ou em doses mais elevadas. Por esse motivo, a recomendação habitual é realizar um desmame gradual, com redução progressiva da dose sob orientação médica. Se você está pensando em interromper a desvenlafaxina, o ideal é conversar com seu psiquiatra antes de fazer qualquer alteração. Um plano individualizado de redução costuma minimizar os sintomas e tornar a transição muito mais confortável e segura.

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