Quais são as alternativas ao internamento clínico em pacientes com Transtorno Bipolar que já foram
Quais são as alternativas ao internamento clínico em pacientes com Transtorno Bipolar que já foram internados anteriormente, são tratados com estabilizadores de humor, mas recusam qualquer tipo de terapia? Em especial quando tendem a ser violentos na fase eufórica e negam o diagnóstico da doença.
6 respostas
Sugiro que consulte médico psiquiatra para fazer avaliação do estágio em que se encontra o paciente, até para verificar se realmente é necessário internação. Se for encaminhado para internação e este paciente recebe alta médica é indicado dar continuidade ao tratamento com seu médico de referência e contar com auxílio de psicoterapia com psicólogo especialista em saúde mental, para melhor evolução do tratamento e consequentemente melhor prognóstico. Espero ter esclarecido sua dúvida. De qualquer forma fico a disposição. Estimo melhoras.
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Olha existem casos específicos de internação que precisam dá avaliação do psiquiatra. O melhor mesmo é que o tratamento se dê próximo a família, pois é de responsabilidade da mesma o cuidado com a pessoa em condições de adoecimento. Para melhor aderência ao tratamento medicamentoso, sugere-se não só a presença uma equipe de psiquiatra com psicólogo que possa apoiar o tratamento, bem como se fazer o processo psicoterápico cognitivo que tem estudos em torno da doença relatada.

Nemézio Jorge da Rocha
Psicólogo
O acompanhamento médico é indispensável, mas vários processos podem se tornar aliados do tratamento médico. Quando o paciente não aceita a intervenção ajuda muito a família procurar ajuda psicológica para tentar ajudar de forma mais assertiva, dentro das possibilidades. Qualquer problema de transtorno dentro de uma família afeta os demais integrantes e o tratamento integrado é muito importante. A TCC tem ótimas ferramentas para esse tipo de intervenção.
Quando a internação é determinada pelo psiquiatra supõe-se que a condição do paciente esteja crítica e essa talvez seja a única alternativa no momento. Pacientes graves requerem atenção permanente e, muitas vezes, essa disponibilidade torna-se impossível em casa. Se o paciente faz uso de estabilizador de humor e tende à ser violento nos episódios maníacos o médico deve ser prontamente informado. Importante também ter alguém responsável pela medicação do paciente cumprindo os horários e certificando-se que o remédio foi ingerido. Quando existe a negação da doença o paciente tende à negligenciar a medicação e, ainda assim, afirmar que está fazendo o uso como prescrito pelo médico. Converse com o psiquiatra sobre esses pontos fundamentais e peça à ele uma indicação de um psicólogo.
Como já colocado pelo colega, a participação da família no cuidado faz toda diferença. Há diversas maneiras de manifestar a exacerbação maníaca, sendo a euforia uma delas. No entanto, quando há agressividade é mais provável que seja a irritablidade (ou disforia), que por sua vez, reflete algum traço de personalidade. Quando o familiar entende esses e outros detalhes estará mais apto para dar o suporte necessário e contribuir para o fim da negação. As diferentes abordagens psicológicas são, em princípio, necessárias a todos nós. Havendo um familiar com algum sofrimento psíquico mais ainda.
Olá. É uma situação geradora de angústia quando alguém tão próximo que precisa de ajuda especializada se recusa. Porém, é de grande valia que a família busque orientação e se necessário terapia familiar, mesmo que aquele que se encontre doente se oponha a participar. Não estranhe a indicação, pois quando nós ajudamos é quando temos mais condições de ajudar o outro efetivamente. Quanto a que tipo de abordagem psicológica buscar se TCC ou psicanálise ou outra, penso que todo aporte psicológico tem condições de ajudar, o mais importante é o manejo técnico, é a acolhida e a empatia que deve haver entre as partes. Nenhuma abordagem é melhor do que a outra e nem tão pouco há pesquisa que comprove sendo esta ou aquela que ofereça um resultado mais eficiente. Cada ser humano é único e portanto, certamente, uma abordagem pode oferecer excelente resultado para um e não da mesma forma para outra pessoa. Boa sorte na sua busca por ajuda.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.



