qual é o critério para a indicação de colirio no tratamento do glaucoma, já que existem dezenas
qual é o critério para a indicação de colirio no tratamento do glaucoma, já que existem dezenas e dezenas de vários? existe algum que não tenha tantos efeitos colaterais? atualmente, qual tem sido o mais indicado?
3 respostas
O bom senso e a experiência do especialista. Para níveis de pressão limítrofe ( pouco acima de 20 mm Hg ) iniciamos c/ mais simples como o Timolol, sempre avaliando os efeitos colaterais pois é um beta-bloqueador. Para níveis mais altos já prescrevemos os análogos das prostaglandinas que tem potente ação hipotensora. Sempre há de se observar o tipo de glaucoma em relação ao ângulo da câmara anterior e a reação do paciente à medicação. Enfim também podemos fazer uso combinado de 2 ou mais medicações.
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O emprego de colírios no tratamento do glaucoma, tem como única intenção, diminuir a pressão intraocular(PIO). O glaucoma é uma doença do nervo óptico, o nervo que conecta o olho ao cérebro levando impulsos elétricos gerados na retina, a partir da luz ambiente, ao córtex occipital, provocando uma sensação que chamamos de visão. Se o nervo óptico doente(sem sangue), por causas ainda não bem conhecidas, for submetido aos efeitos de uma pressão alta, ficará ainda mais sem sangue(aperte sua unha e verá que o sangue foge e ela fica branca) e morrerá mais rápido. A pressão arterial alta pode levar ao infarto do miocárdio(em corações susceptíveis) assim como a pressão intraocular elevada, pode acarretar glaucoma(infarto em nervos ópticos susceptíveis).Logo a PIO é fator de risco e não causa. Se tivéssemos uma cirurgia garantida e previsível para o glaucoma, não teríamos tantos colírios. O que se faz é transformar a lebre em tartaruga, mas não curamos nada.
Na verdade, existem hoje basicamente 5 classes de medicações tópicas (colírios) para glaucoma. Dessas, usamos mais freqüentemente 4 atualmente. Todas visam a redução da pressão ocular, com objetivo de controlar a doença. Cada classe tem sua eficácia, indicação e efeitos colaterais específicos. No momento de escolher uma dessas medicações para um determinado paciente, é importante saber primeiramente qual o tipo de glaucoma do paciente e doenças associadas, além de levar todas essas características em consideração. Exemplo: para um paciente asmático, não prescrevemos beta-bloqueadores (timolol). Para alguém com glaucoma associado a inflamação ocular, não prescrevemos análogos de prostaglandina (travatan, lumigan e xalatan). Os alfa-agonistas (alphagan) podem levar a um quadro alérgico local em mais de 20% dos pacientes por exemplo. Enfim, NAO devemos tratar todos os pacientes da mesma forma. Cada caso deve ser individualizado afim de obtermos a melhor resposta terapêutica.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


