Qual o comportamento de uma pessoa com transtorno somatoforme?

3 respostas
Qual o comportamento de uma pessoa com transtorno somatoforme?
Uma pessoa com transtorno somatoforme costuma apresentar preocupação excessiva e persistente com sintomas físicos que não têm explicação médica clara.
Ela pode buscar muitos exames, relatar dores ou mal-estar frequentes, interpretar sensações corporais normais como sinais de doença grave e sentir grande angústia ou prejuízo na vida diária por causa desses sintomas.
Além disso, pode ter dificuldade em reconhecer a influência de fatores emocionais na manifestação física

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Olá! Pessoas com transtorno somatoforme apresentam sintomas físicos persistentes sem explicação médica clara, mantendo intensa preocupação e busca por exames. Muitas vezes, o sofrimento é real, mas amplificado por fatores emocionais e traumáticos. O EMDR pode ajudar a reduzir gatilhos e reorganizar a resposta corporal. As mudanças começam quando decidimos agir com apoio especializado. Seja bem-vindo(a).
Dra. Rosana Paula Silva Medeiros
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
O comportamento de uma pessoa com transtorno somatoforme (atualmente classificado no DSM-5 como Transtorno de Sintomas Somáticos) é marcado por uma centralidade excessiva em sintomas físicos, mesmo que não haja uma causa médica clara que os explique integralmente. Os sintomas são reais e causam sofrimento genuíno, não sendo fruto de simulação.

1. Busca Incessante por Assistência Médica
Consultas Frequentes: A pessoa visita múltiplos médicos e especialistas em busca de um diagnóstico que confirme sua suspeita física.
Solicitação de Exames: Frequentemente insiste em realizar exames laboratoriais e de imagem repetidos (sangue, tomografias, etc.), mesmo quando resultados anteriores foram normais.
Busca de Reasseguramento: Procura constantemente garantias de que não está gravemente doente. Embora sinta um alívio temporário após ouvir do médico que "está tudo bem", a preocupação retorna rapidamente.
2. Hipervigilância e Checagem Corporal
Monitoramento Constante: O indivíduo costuma verificar o próprio corpo com frequência à procura de anomalias (como palpar caroços, medir batimentos cardíacos ou observar a pele).
Interpretação Catastrófica: Sensações físicas normais ou menores (como uma leve tontura ou dor de cabeça) são interpretadas como sinais de doenças graves e iminentes.

3. Impacto na Rotina e Energia
Gasto de Tempo e Energia: A pessoa dedica uma quantidade desproporcional de tempo do seu dia pensando, pesquisando ou falando sobre seus sintomas.
Evitação de Atividades: Pode passar a evitar exercícios físicos ou compromissos sociais por medo de que o esforço agrave o sintoma ou por acreditar que está "frágil" demais para tais atividades

4. Reação Emocional aos Profissionais de Saúde
Frustração e Hostilidade: Quando médicos afirmam que não há nada fisicamente errado, a pessoa pode se sentir incompreendida ou acreditar que os profissionais não estão dando a devida atenção ao seu sofrimento.
Resistência ao Apoio Psicológico: Existe uma dificuldade comum em aceitar que a origem dos sintomas possa ser emocional ou psicológica, o que muitas vezes retarda a busca por um psiquiatra ou psicólogo.

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