Qual o papel do vazio crônico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
Qual o papel do vazio crônico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
3 respostas
Como psicóloga clínica que atende pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline, eu explico o “vazio crônico” como uma sensação persistente de vazio interno, falta de sentido ou desconexão consigo mesmo e com a vida — algo que vai muito além de tristeza passageira. Tanto o DSM-5 quanto o CID-11 reconhecem esse vazio como um elemento central do transtorno: no DSM-5, ele aparece como um dos critérios diagnósticos (“sentimentos crônicos de vazio”), e no CID-11 ele está relacionado a dificuldades no senso de identidade e na experiência do self. Na prática clínica, eu vejo pacientes descrevendo esse vazio como um “buraco”, uma sensação de não saber quem são ou de que nada preenche de verdade, o que muitas vezes leva a tentativas de aliviar esse desconforto por meio de impulsividade, relacionamentos intensos ou comportamentos de risco. Por isso, no tratamento, eu trabalho ajudando o paciente a construir um senso mais estável de identidade, desenvolver conexão emocional consigo mesmo e encontrar formas mais saudáveis de dar sentido à própria vida, reduzindo essa sensação constante de vazio.
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No Transtorno de Personalidade Borderline, o vazio crônico é uma sensação persistente de “não ter um eu definido” ou de estar internamente desconectado. Ele funciona como um centro organizador do sofrimento, levando a busca intensa por relações ou estímulos para “preencher” esse vazio, impulsividade e medo acentuado de abandono.
Oi, é um prazer te ter por aqui. O vazio crônico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um sintoma central que descreve uma sensação persistente de falta de sentido, desconexão interna e ausência de um núcleo estável do self. Muitas pessoas relatam sentir como se estivessem “desligadas” de si mesmas, das próprias emoções ou da vida ao redor, o que frequentemente se relaciona à instabilidade de identidade e às dificuldades nos relacionamentos interpessoais. No tratamento do TPB, o acompanhamento psiquiátrico e a psicoterapia desempenham papéis fundamentais. A psicoterapia ajuda a explorar emoções, fortalecer a percepção de si e desenvolver habilidades de regulação emocional, enquanto o suporte psiquiátrico pode auxiliar na estabilização dos sintomas mais intensos. Com o tempo, esse processo contribui para reduzir a sensação de vazio e promover maior continuidade interna. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo Fernadosegundo.com Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES Abraços
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

