Se de 13 antidepressivos disponíveis no Brasil o paciente já tomou 12 (fazendo até mesmo combinações

Se de 13 antidepressivos disponíveis no Brasil o paciente já tomou 12 (fazendo até mesmo combinações entre eles e com ajuda de outras classes de medicamentos) e não obteve melhora no quadro, qual as opções a se tomar agora?

3 respostas


Primeiramente, há muitos casos em que as pessoas usaram vários antidepressivos (e há mais de treze, no Brasil), mas não em doses suficientes e/ou por tempo suficiente. Mas, mesmo que vários antidepressivos e associações tenham sido usadas corretamente e por tempo suficiente, há várias opções para tratamento da depressão ou da ansiedade (principais indicações psiquiátricas dos antidepressivos).

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Bom dia! É importante uma avaliação minuciosa de seu quadro psiquiátrico, revisão de seu histórico terapêutico, e investigação clínica de alguns parâmetros que poderiam contribuir para a refratariedade de resposta terapêutica e manutenção do quadro de humor. São válidas também análise e intervenção de hábitos de vida, ajuste de sono, ativação comportamental, entre outros.


Quando uma pessoa já passou por 12 antidepressivos, a pergunta principal deixa de ser “qual remédio falta?” e passa a ser: será que estamos tratando o problema certo, da forma certa? Isso não significa que não exista saída. Significa que o caso precisa ser reorganizado com muito cuidado. Antes de tentar mais uma troca, eu revisaria toda a história: quais remédios foram usados, por quanto tempo, em que dose, quais deram algum alívio, quais pioraram, se houve efeitos colaterais, se existiam sintomas de bipolaridade, ansiedade importante, trauma, uso de substâncias, dor crônica, alterações hormonais, sono ruim ou outros fatores mantendo a depressão. Quando a depressão é realmente resistente, ainda existem caminhos além de “testar o próximo antidepressivo”: estratégias de potencialização, associação com outras classes, psicoterapia bem direcionada, investigação clínica mais ampla e, em alguns casos, tratamentos como estimulação magnética transcraniana, cetamina/esketamina ou eletroconvulsoterapia. O mais importante é não transformar o tratamento em uma sequência infinita de tentativas frustradas. Um caso assim precisa de uma revisão profunda, quase como montar uma linha do tempo do que já foi feito, para entender onde houve falha, onde houve resposta parcial e qual caminho ainda faz sentido.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.