síndrome do anticorpo receptor de glicina ( síndrome paraneoplasia) se manifesta com quais sintomas?

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síndrome do anticorpo receptor de glicina ( síndrome paraneoplasia) se manifesta com quais sintomas? ( sintomas no corpo, visuais, auditivos, enfim, qualquer sintoma)
Dr. Rodolfo Leal
Oncologista
São José dos Campos
Boa tarde! Anticorpos anti-receptores de glicina estão relacionados à Síndrome de Stiff-Person, uma condição neurológica progressiva muito rara. Em até 10% dos casos pode estar relacionada com síndrome paraneoplásica, ou seja, a grande maioria não tem relação com câncer. Normalmente ocorre rigidez muscular progressiva, com espasmos, que vem de forma gradual, afetando qualquer parte do corpo (normalmente começam nas costas ou nos membros inferiores). Muitas vezes, por conta da rigidez, o paciente tem alterações da postura. Desconheço alterações visuais ou auditivas que façam parte do quadro clínico. Recomendo que se você tem algum desses sintomas, seja avaliado por um Neurologista. Um abraço!

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Dr. Marcos Vinicius Bachiega
Oncologista
Brasília
A síndrome do anticorpo receptor de glicina é uma condição autoimune paraneoplásica rara em que o sistema imunológico ataca os receptores de glicina no sistema nervoso central. Esses receptores são essenciais para a inibição neural, particularmente na medula espinhal e no tronco cerebral. Quando ocorre uma disfunção, os sinais clínicos podem ser amplos e severos, envolvendo sintomas neurológicos motores, autonômicos, e até psiquiátricos.

Abaixo, estão os principais sinais e sintomas associados:

1. Sintomas neurológicos motores
Estes são os mais característicos, devido ao papel da glicina no controle motor:

Rigidez muscular: Pode se assemelhar à síndrome da pessoa rígida (stiff-person syndrome), com músculos do tronco e membros tensos.
Espasmos musculares dolorosos: Contrações involuntárias e dolorosas, frequentemente desencadeadas por estímulos táteis, sonoros ou emocionais.
Mioclonias: Movimentos musculares bruscos e involuntários, frequentemente presentes em repouso ou associados a estímulos.
Hiperreflexia: Reflexos tendinosos profundos aumentados.
2. Sintomas autonômicos
A disfunção autonômica também é comum:

Hipertensão arterial intermitente: Episódios de aumento da pressão arterial.
Taquicardia ou bradicardia.
Sudorese excessiva: Episódios de suor abundante sem causa aparente.
Distúrbios do trato urinário: Retenção urinária ou incontinência.
3. Sintomas visuais
Embora menos frequentes, alterações visuais podem ocorrer, geralmente devido à disfunção do sistema nervoso central:

Visão turva ou dificuldade de foco.
Oscilopsia: Sensação de que os objetos no campo visual estão oscilando.
Nistagmo: Movimentos oculares involuntários e repetitivos.
4. Sintomas auditivos
Hipersensibilidade ao som: Sons normais podem parecer exageradamente altos ou desconfortáveis (hiperacusia).
Tinnitus: Zumbido nos ouvidos.
5. Sintomas psiquiátricos e cognitivos
Em alguns casos, especialmente nas formas mais graves:

Alterações do humor: Ansiedade, irritabilidade ou depressão.
Confusão mental ou déficit cognitivo leve.
Alucinações: Em casos graves, podem ocorrer alucinações visuais ou auditivas, relacionadas à disfunção do sistema nervoso central.
6. Sintomas gerais associados ao câncer paraneoplásico
Por ser uma síndrome paraneoplásica, frequentemente associada a cânceres (como câncer de pulmão de pequenas células, linfomas ou timomas), outros sintomas sistêmicos podem estar presentes:

Perda de peso inexplicada.
Fadiga intensa.
Febre.
Dor óssea ou abdominal, dependendo do tipo e localização do tumor.
7. Diagnóstico diferencial e gravidade
Os sintomas podem variar em intensidade, dependendo da quantidade de autoanticorpos e da área do sistema nervoso central mais afetada. Por isso, é importante diferenciar a síndrome de outras doenças neurológicas, como:

Encefalites autoimunes.
Síndrome da pessoa rígida.
Esclerose múltipla.
Tratamento
O tratamento inclui:

Terapia imunossupressora (corticosteroides, imunoglobulina intravenosa, plasmaférese).
Controle dos sintomas motores e autonômicos.
Tratamento do câncer subjacente, quando identificado, pois muitas vezes a resolução do tumor reduz a produção de autoanticorpos.
Se tiver dúvidas mais específicas sobre o quadro clínico ou tratamento, posso ajudar!

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