Sinto uma espécie de “inchaço” ou “estufamento” abaixo da costela esquerda. Sinto como se algum órgã
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Sinto uma espécie de “inchaço” ou “estufamento” abaixo da costela esquerda. Sinto como se algum órgão meu estivesse inflado, já faz 4 anos. Dói quando aperto abaixo da costela. Já fiz 7 ultrassons andominais, 1 ressonancia com contraste e uma tomografia. Não acusaram absolutamente nada. Aprendi a conviver com essa sensação horrivel de inchaço lateral (que as vezes me causa até falta de ar), mas agora quero engravidar e estou morrendo de medo por conta disso, já que até hoje não descobri o que é e não sei se pode atrapalhar minha gravidez. Gostaria de saber se podem me instruir quanto a esse diagnóstico e qual especialista devo procurar (já fui em muitos e ninguém descobre o que é).
boa noite, sua dor parece ser uma dor de característica neuropatia e uma boa historia e um bom exame fisico são fundamentais para o diagnostico. Procure um especialista em dor, de preferencia um que seja anestesiologista porque talvez algum bloqueio seja necessário.
Melhoras, atenciosamente
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Olá. Os exames de imagem podem eventualmente não acusar alterações e mesmo assim a dor estar presente. Pode ser, por exemplo, uma dor neuropática ou mesmo uma dor miofascial (muscular). Bloqueios podem ser realizados para alívio, assim como medicações ou técnicas de infiltração, como a toxina botulinica subcutânea, com boas evidências científicas recentes na dor neuropática. Procure um especialista em dor para te ajudar. Várias especialidades podem atuar na área de dor!
Olá! Essa pergunta é interessante. A dor crônica exige tratamento. Para dor ao longo da costela o local afetado pode ser no nervo intercostal ou na coluna dorsal. Muitas vezes uma técnica de bloqueio anestésico dessa região reduz mais de 50% do desconforto. Outras técnicas terapêuticas ajudam com o que sobrar de dor. Para confirmar como está é necessário uma avaliação radiográfica específica recente, analisar o local afetado e conversar sobre alguns aspectos relevantes em uma consulta médica ortopédica. Cada caso é único e exige uma avaliação cuidadosa de um profissional médico capacitado responsável para diagnosticar, conduzir o tratamento e explicar bem os riscos e objetivos em cada terapia. Desde já me disponibilizo para atender você. Atendo no formato presencial e também por telemedicina e tenho experiência para ajudar a solucionar seu caso.
Excelente pergunta — e muito relevante, especialmente pela persistência dos sintomas e pela preocupação em relação à gravidez. O desconforto crônico abaixo da costela esquerda, descrito como “inchaço” ou “estufamento”, associado à dor ao toque e sensação de pressão, mesmo diante de exames normais, é uma queixa que exige uma avaliação abrangente e multidisciplinar, pois pode ter origens diferentes — musculoesqueléticas, digestivas, neurológicas ou até funcionais.
O fato de ultrassonografias, tomografia e ressonância magnética não mostrarem alterações estruturais importantes é um bom sinal, pois descarta doenças graves de órgãos como baço, pâncreas, estômago e rins. No entanto, isso não significa que o sintoma não tenha causa. Existem situações em que a dor e a sensação de estufamento decorrem de disfunções sutis que não aparecem em exames convencionais, como:
Alterações musculoesqueléticas — irritação ou contratura crônica dos músculos intercostais, abdominais ou do diafragma, possivelmente causada por postura inadequada, tensão constante ou esforço físico. Essa dor pode ser localizada, piorar com a palpação e dar a impressão de “inchaço interno”.
Síndromes de dor funcional ou neuropática, como a síndrome do desfiladeiro costal ou neuralgia intercostal, nas quais há compressão ou irritação de nervos que passam sob as costelas. Esses quadros são muitas vezes confundidos com dores abdominais.
Distúrbios digestivos funcionais, como síndrome do intestino irritável, distensão gasosa crônica, refluxo gastroesofágico ou hipersensibilidade visceral, que podem causar sensação de pressão e aumento de volume, mesmo com exames normais.
Alterações do diafragma e do tônus respiratório, que podem provocar sensação de estufamento e falta de ar leve, principalmente em situações de estresse, ansiedade ou tensão muscular.
Como a dor é persistente e tem características mistas (muscular, visceral e sensitiva), o ideal é buscar um acompanhamento conjunto entre um neurologista, um gastroenterologista funcional e um fisioterapeuta especializado em dor crônica. O neurologista pode avaliar se há compressão nervosa periférica ou disfunção somatossensorial, enquanto o gastroenterologista investigará disfunções do trato digestivo que não aparecem nos exames convencionais. Além disso, terapias complementares, como liberação miofascial, fisioterapia respiratória e técnicas de relaxamento diafragmático, podem reduzir bastante a sensação de pressão.
Quanto à gravidez, até o momento não há indício de que esse quadro represente risco direto para a gestação, já que os exames de imagem estão normais. Ainda assim, é prudente que, antes de engravidar, você tenha um plano de acompanhamento médico pré-concepcional, incluindo avaliação nutricional, exames laboratoriais e monitoramento da dor, para que o corpo esteja equilibrado e preparado para as mudanças fisiológicas da gestação.
Em resumo, o seu quadro sugere uma dor funcional ou musculoesquelética crônica, e não uma doença orgânica grave. O foco do tratamento deve ser a identificação da origem sensitiva e muscular do sintoma, o controle da tensão corporal e a abordagem integrada entre neurologia, gastroenterologia e fisioterapia.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo agendar uma avaliação com um neurologista especializado em dor e um gastroenterologista funcional, para direcionar o diagnóstico e garantir segurança no planejamento da gravidez.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
O fato de ultrassonografias, tomografia e ressonância magnética não mostrarem alterações estruturais importantes é um bom sinal, pois descarta doenças graves de órgãos como baço, pâncreas, estômago e rins. No entanto, isso não significa que o sintoma não tenha causa. Existem situações em que a dor e a sensação de estufamento decorrem de disfunções sutis que não aparecem em exames convencionais, como:
Alterações musculoesqueléticas — irritação ou contratura crônica dos músculos intercostais, abdominais ou do diafragma, possivelmente causada por postura inadequada, tensão constante ou esforço físico. Essa dor pode ser localizada, piorar com a palpação e dar a impressão de “inchaço interno”.
Síndromes de dor funcional ou neuropática, como a síndrome do desfiladeiro costal ou neuralgia intercostal, nas quais há compressão ou irritação de nervos que passam sob as costelas. Esses quadros são muitas vezes confundidos com dores abdominais.
Distúrbios digestivos funcionais, como síndrome do intestino irritável, distensão gasosa crônica, refluxo gastroesofágico ou hipersensibilidade visceral, que podem causar sensação de pressão e aumento de volume, mesmo com exames normais.
Alterações do diafragma e do tônus respiratório, que podem provocar sensação de estufamento e falta de ar leve, principalmente em situações de estresse, ansiedade ou tensão muscular.
Como a dor é persistente e tem características mistas (muscular, visceral e sensitiva), o ideal é buscar um acompanhamento conjunto entre um neurologista, um gastroenterologista funcional e um fisioterapeuta especializado em dor crônica. O neurologista pode avaliar se há compressão nervosa periférica ou disfunção somatossensorial, enquanto o gastroenterologista investigará disfunções do trato digestivo que não aparecem nos exames convencionais. Além disso, terapias complementares, como liberação miofascial, fisioterapia respiratória e técnicas de relaxamento diafragmático, podem reduzir bastante a sensação de pressão.
Quanto à gravidez, até o momento não há indício de que esse quadro represente risco direto para a gestação, já que os exames de imagem estão normais. Ainda assim, é prudente que, antes de engravidar, você tenha um plano de acompanhamento médico pré-concepcional, incluindo avaliação nutricional, exames laboratoriais e monitoramento da dor, para que o corpo esteja equilibrado e preparado para as mudanças fisiológicas da gestação.
Em resumo, o seu quadro sugere uma dor funcional ou musculoesquelética crônica, e não uma doença orgânica grave. O foco do tratamento deve ser a identificação da origem sensitiva e muscular do sintoma, o controle da tensão corporal e a abordagem integrada entre neurologia, gastroenterologia e fisioterapia.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo agendar uma avaliação com um neurologista especializado em dor e um gastroenterologista funcional, para direcionar o diagnóstico e garantir segurança no planejamento da gravidez.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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