Sou autista e tenho insônia crônica, tenho dificuldade de iniciar o sono e tomo quetiapina (em dose

Sou autista e tenho insônia crônica, tenho dificuldade de iniciar o sono e tomo quetiapina (em dose recomendada para insônia) mas mesmo assim ainda demoro muito pra dormi e tem vezes que não durmo, a minha pergunta é se o fato de ser autista faz com que o meu organismo reaga a medicação de forma diferente? Também já tomei rivotril mas não surtiu efeito algum

3 respostas


Não. A dose hipnótica da quetiapina é de 25 mg - 200 mg de liberação imediata. Lembrando que a medicação demora cerca de uma hora para fazer efeito. Evitar Quetiapinas de liberação prolongada.

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Bom dia, muitas pessoas autistas podem ter dificuldade em dormir, seja devido a problemas relacionados como hiper ou hipossensibilidade sensorial, ansiedade, pensamentos repetitivos ou dificuldades em regular o sono. Em pessoas com transtorno do espectro autista também é comum haver um desequilíbrio do ritmo circadiano. A atividade de dormir e ficar acordado nas 24 horas do dia é regulada por um relógio biológico, que é o mecanismo que avisa ao cérebro se é noite ou dia, e se devemos ter sono ou ficar acordados. Uma das ferramentas que regula o ciclo circadiano é a melatonina – um hormônio produzido naturalmente pelo organismo que é liberado à noite, avisando ao cérebro quando chegou a hora de adormecer. Justamente a produção e a liberação de melatonina tende a ocorrer de forma irregular nos pacientes com autismo devido a uma alteração genética, portanto alguns pacientes tem benefícios com uso de medicações melatoninérgicas.


Há algumas evidências que sugerem que o organismo de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode reagir de forma diferente aos medicamentos em comparação com pessoas sem TEA. No entanto, ainda há muitas questões em aberto e a compreensão dos efeitos dos medicamentos em indivíduos com TEA é limitada. Algumas pesquisas indicam que pessoas com TEA podem ter diferenças em seus sistemas neurotransmissores, que são os sistemas de comunicação entre as células nervosas no cérebro. Essas diferenças podem afetar a forma como o organismo metaboliza e responde a certos medicamentos. Além disso, o TEA pode estar associado a outras condições médicas, como epilepsia ou transtornos gastrointestinais, que podem interferir na absorção ou no metabolismo de medicamentos. É importante ressaltar que cada pessoa com TEA é única e pode responder de forma diferente aos medicamentos. Por isso, é fundamental que o tratamento seja personalizado e acompanhado por um profissional de saúde capacitado, que possa avaliar os benefícios e os riscos do uso de medicamentos e monitorar a resposta do paciente.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.