Sou homem, tenho 27 anos e estou passando por algo que não sei explicar. Eu tenho um dia bastante pr

3 respostas
Sou homem, tenho 27 anos e estou passando por algo que não sei explicar. Eu tenho um dia bastante preenchido, de manhã saio para correr antes do trabalho, a tarde vou para academia e a noite tenho faculdade. Tenho um corpo saudável, me alimento bem, não consumo pornografia. Minha testosterona deve estar alta, não fiz exame para saber, mas eu não sinto tesão em relações sexuais, apesar de conseguir ejacular, eu demoro para ficar excitado. Não tenho namorada, mas hoje saí com uma moça, tivemos relações e eu tive dificuldade em sentir prazer, nós paramos um pouco, ficamos conversando e aí fizemos novamente e a coisa fluiu até os dois ejacularem. Porém nem a todo tempo eu fiquei com o pênis ereto, quando coloquei o preservativo, ele "dormiu" e aí demorava para "subir" novamente. A moça ficou sentindo que o problema era ela, que não achei ela atraente ou que não estava gostando, ela se estressou e quis ir embora. Consegui acalmá-la, mantendo o equilíbrio emocional, e depois daquela conversa, o encontro foi excelente.

Um adendo: eu passei quase 4 anos tendo relações com uma única pessoa onde envolvia amor, admiração e respeito. Hoje foi puramente casual. Não sei se isso influenciou.

Devo estar com algum problema de disfunção erétil ou é apenas psicológico?
Dra. Luciana Tabby Gubel
Psicólogo, Sexólogo
São Paulo
Pelo seu relato, isso não parece disfunção erétil física, e sim algo de contexto e cabeça. Você saiu de quase 4 anos de sexo com vínculo, confiança e intimidade, e foi para uma situação casual onde o cérebro ainda não reconhece o ambiente como seguro para excitar rápido. Além disso, sua rotina é muito ativa e de desempenho o dia todo, e o sexo precisa justamente do oposto: desacelerar. Quando você conversou, relaxou e parou de “ter que funcionar”, a resposta veio, o que mostra que o corpo está ok. Oscilar ereção, especialmente ao colocar preservativo ou quando está se observando demais, é muito comum nessa fase de adaptação. Não é falta de atração nem problema hormonal, é transição de modelo de desejo. Ajuda ir mais devagar, ter mais conexão antes da penetração, evitar sexo logo após treino pesado e parar de se testar mentalmente. Só valeria investigar médico se isso acontecesse sempre, até sozinho ou sem ereções matinais, o que você não descreveu. Caso sinta necessidade estou aqui para acompanhamento em sexualidade humana

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Dra. Aparecida Collepiccolo
Psicólogo, Sexólogo, Psicanalista
Jundiaí
A dificuldade de ereção pode ter causas físicas ou emocionais. Quando existe envolvimento afetivo, amor e confiança, o corpo costuma responder com mais naturalidade. Já em situações casuais, ansiedade, insegurança ou pressão podem interferir bastante.
Um episódio isolado não significa, necessariamente, disfunção erétil. Se isso começar a se repetir, o ideal é procurar um urologista para descartar causas orgânicas e também um psicólogo para avaliar possíveis fatores emocionais.
Na maioria dos casos, especialmente quando acontece em contextos específicos, a causa é mais psicológica do que física — e tem tratamento.
Dra. Nivia Ferreira Serra
Psicólogo, Sexólogo
Rio de Janeiro
Pelo seu relato, não há sinais claros de disfunção erétil orgânica. Você conseguiu ter ereção, manter a relação e ejacular. O que aparece no seu caso parece estar muito mais relacionado ao contexto psicológico e emocional da situação.

Você menciona que passou quase quatro anos se relacionando com a mesma pessoa, com amor e admiração. Para muitas pessoas, inclusive homens, o desejo sexual está ligado à conexão emocional e à intimidade. Em encontros casuais, o corpo pode levar mais tempo para entrar no mesmo nível de excitação.

A perda de ereção ao colocar o preservativo também é uma queixa bastante comum e geralmente acontece por quebra no fluxo de excitação ou aumento da autoconsciência sobre o desempenho. Quando surge a preocupação de “precisar funcionar bem”, pode aparecer a chamada ansiedade de desempenho, que interfere na ereção.

Um ponto importante do seu relato é que quando vocês conversaram e a tensão diminuiu, a relação fluiu melhor, o que reforça a influência do fator emocional.

Se esse tipo de situação começar a se repetir ou gerar preocupação, a terapia cognitivo-sexual pode ajudar a trabalhar ansiedade de desempenho, crenças sobre sexualidade e reconexão com as sensações do próprio corpo.

Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281, trabalho com Terapia Cognitivo-Sexual e atendo homens com dificuldades na vida sexual online para brasileiros em qualquer lugar do mundo ou presencialmente no Rio de Janeiro. Quando compreendemos melhor a interação entre mente, emoções e sexualidade, muitas dessas dificuldades podem ser reorganizadas com mais tranquilidade.

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