Soube que a cintilografia de perfusão cerebral serve para identificar transtorno bipolar. Por que os
Soube que a cintilografia de perfusão cerebral serve para identificar transtorno bipolar. Por que os médicos não solicitam este exame?
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O diagnóstico de transtorno bipolar é clínico, não sendo necessário solicitação de exames. Em ambiente de pesquisa podem ser utilizados alguns exames, porém não são viáveis na prática clínica, pelo menos por enquanto.
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O SPECT cerebral é um exame que estuda a perfusão cerebral. No caso do transtorno bipolar não seria um exame específico para diagnosticar esta patologia, ainda que possa ser útil em alguns casos, principalmente quando há algum outra patologia associada.
O diagnóstico do transtorno afetivo bipolar, e da grande maioria dos transtornos mentais, não necessita de exames laboratoriais ou de imagem. É um diagnóstico feito a partir da história dos sintomas, com o que o paciente (e pessoas próximas) relatam e o que é observado em consulta, que chamamos de exame psíquico. Mas exames, inclusive este, podem ser solicitados para investigação complementar e para ver sobre outros diagnósticos, como a colega respondeu acima. Levar essas questões para a consulta é interessante para entender num caso específico o pedido ou não do exame.
A cintilografia de perfusão cerebral (SPECT) é um exame que mostra o fluxo sanguíneo em diferentes áreas do cérebro, mas não tem utilidade prática para diagnosticar transtorno bipolar. Embora alguns estudos científicos mostrem diferenças médias entre grupos de pessoas com e sem transtorno bipolar, esses achados não são específicos nem consistentes o bastante para identificar o transtorno em um indivíduo. Ou seja, o exame pode até mostrar alterações, mas elas não dizem se a pessoa tem bipolaridade, depressão, ansiedade ou até se está apenas sob efeito de medicação ou privação de sono. Por isso, o diagnóstico continua sendo clínico, feito por meio da avaliação detalhada da história, sintomas e evolução do paciente. A cintilografia pode ter uso em contextos neurológicos específicos (como epilepsia ou demência), mas não é recomendada pelas diretrizes psiquiátricas para investigar ou confirmar transtornos mentais.
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