tenho 18 anos e acabei de terminar o ensino medio. durante esses 3 anos eu tive diversas amizades, n

tenho 18 anos e acabei de terminar o ensino medio. durante esses 3 anos eu tive diversas amizades, nenhuma delas durou e hj em dia tenho muitas pessoas q nao gostam de mim e falam coisas ruins sobre mim. talvez eu seja uma pessoa ruim e difícil. eu sinto um sentimento de culpa quando to perto de alguem q eu gosto, como se eu nao merecesse. eu me saboto nessas relações e qualquer coisa é motivo de afastamento, e eu nunca converso ou aviso a outra pessoa. eu quero ter amigos, ainda tenho esperanças. mas sinto q tem algo de muito errado cmg, só posso confiar na minha familia e mesmo assim parece q a qualquer momento algo vai estragar minha relação com eles. O que fazer?

10 respostas


Olá. Tua situação se repete em diferentes circunstâncias de interação social, o que te deixa em duvida se é algo que tu faz que afasta as pessoas. Esta tua percepção já é um indicativo que gostaria de desvendar o que é teu e o que é do outro. Portanto, poder ampliar tua forma de se relacionar pode ser aperfeiçoada com aprofundamento em um tratamento psicológico. Busque iniciar análise psicanalítica que pode contribuir muito se você se empenhar.

Rute Rodrigues

Rute Rodrigues

Psicólogo

Porto Alegre

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Sinto muito que você esteja carregando tudo isso, dá para sentir o quanto isso dói — e não, isso não te faz uma pessoa ruim. O que aparece no seu relato é muito mais sofrimento, culpa e medo de perder, do que falta de valor. Alguns pontos importantes: Ter dificuldades em manter amizades não define quem você é. Muitas vezes isso vem de insegurança, medo de rejeição e autossabotagem — coisas que se aprendem, não defeitos. Esse sentimento de “não merecer” e a culpa perto de quem você gosta são sinais de autoestima ferida, não de mau caráter. Se afastar sem conversar costuma ser uma forma de se proteger da dor, mesmo que depois traga mais solidão. O que você pode fazer agora, passo a passo: Reconhecer que você quer vínculos — isso já mostra que existe esperança e desejo de mudança. Entender que essas repetições têm uma lógica emocional e podem ser trabalhadas. Buscar uma avaliação psicológica: um espaço seguro, sem julgamentos, para entender esses padrões, fortalecer sua autoestima e construir relações mais seguras, no seu tempo. Nada em você está “estragado”. Há algo aí que precisa ser cuidado, compreendido e acolhido — e isso não precisa ser feito sozinho


Obrigado por compartilhar algo tão sensível. O que você descreve dói, confunde e cansa — e não significa que exista “algo errado” com você como pessoa. Pelo olhar da Análise do Comportamento, esses afastamentos, a culpa e a autossabotagem não definem quem você é, mas padrões de comportamento que foram aprendidos ao longo das experiências. Quando você se afasta sem conversar ou sente que não merece vínculos, isso pode estar funcionando como uma forma de se proteger do medo de rejeição ou de sofrimento — mesmo que, no fim, acabe trazendo mais solidão. Não é maldade, é tentativa de lidar com a dor. O fato de você querer ter amigos, manter esperança e refletir sobre si mesma mostra que existe desejo de vínculo e mudança. E isso é um ponto muito importante. Esses padrões podem ser compreendidos, nomeados e transformados quando há um espaço seguro para isso. A psicoterapia pode te ajudar a entender por que essas reações acontecem, como elas se mantêm e, principalmente, como construir relações de forma mais segura, com diálogo e menos culpa. Você não precisa passar por isso sozinha. Se sentir que é o momento, deixo aqui um convite para iniciar um processo psicoterapêutico. Cuidar da sua história agora, nesse começo da vida adulta, pode fazer muita diferença no futuro. Estou à disposição para te acolher.


O que você descreve é muito doloroso. Aos 18 anos, muitos padrões de relacionamento ainda estão se formando, e sentimentos como culpa, medo de rejeição e autossabotagem costumam estar ligados a feridas emocionais antigas, baixa autoestima e insegurança nos vínculos, não a ser uma pessoa ruim. Evitar conversas, se afastar rápido e sentir que não merece afeto são sinais de proteção emocional, não de falha de caráter. Seu desejo de ter amigos mostra que há saúde aí, mesmo com sofrimento. Esses comportamentos parecem vinculados a um tipo de apego evitativo ou desorganizado e a um esquema de abandono. A psicoterapia pode ajudar você a compreender esses padrões, fortalecer sua confiança, aprender a se posicionar com mais segurança e construir relações mais estáveis, no seu tempo. Se quiser, posso te acompanhar nesse processo com acolhimento e cuidado. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a), e é possível, sim, criar vínculos mais leves e verdadeiros. Isadora Klamt - Psicóloga CRP 07/19323


Que bom que traz isso como questão, pois ela é legítima e envolve riscos importantes, onde o apoio fornecido pelo seu círculo social leigo se torna difícil e frustrante. Recomendo a terapia com um psicólogo experiente, que com certeza já terá acompanhado pessoas com instabilidade nas relações, e arrisco dizer que você gostaria muito. Em uma linguagem profissional comum, provavelmente estamos falando de traços de personalidade, que não são "errados" de forma alguma, mas com aspectos disfuncionais que podem ser trabalhados contribuindo muito para sua qualidade de vida. Reparo no seu texto a dificuldade em avaliar as relações, ao mesmo tempo que sente muita necessidade delas e muita desconfiança. Torna-se uma bola de neve. Mas você não está só e precisa sempre se lembrar dessa dificuldade que te "engana" sobre a real situação das pessoas em relação a você.


Quando as relações se rompem repetidamente, é comum que a culpa se volte contra si mesmo, criando a sensação de ser “difícil”, “defeituoso” ou indigno de afeto. Esse sentimento de culpa constante, o medo de estragar vínculos, a tendência ao afastamento silencioso e a desconfiança até nas relações mais seguras podem, sim, estar ligados a um quadro de ansiedade social e insegurança relacional. Nesses casos, o afastamento não vem por falta de desejo de vínculo, mas por medo intenso de rejeição, crítica ou abandono. A autossabotagem acaba funcionando como uma tentativa de se proteger da dor — ainda que, no fim, aumente o sofrimento. E a psicoterapia pode ajudar muito nesse processo. Ela oferece um espaço para compreender de onde vêm essas crenças sobre si mesmo, elaborar experiências passadas de rejeição e aprender formas mais seguras de se comunicar e sustentar vínculos. O fato de você ainda querer ter amigos e manter esperança é um sinal importante de vitalidade. Há algo que dói, mas também há algo em você que quer cuidar disso — e isso já é um começo.


Olá! imagino como esteja se sentindo... nossa mente cria pensamentos que nos enganam, a "mente mente" e acreditamos. Você é merece ter amigos, ter amor. Procure questionar esses pensamentos, buscando evidências se são verdadeiros. Aconselho que procure um psicólogo para ajudar a passar por esse momento, reconstruindo sua autoestima, descontruindo esses pensamentos disfuncionais, reconhecendo seu valor e merecimento.


Olá, boa tarde. Dentro da abordagem psicológica que trabalho identifiquei muitos pensamentos distorcidos sobre você e as relações que estabelece, ou busca estabelecer. Muito comum a gente ampliar pensamentos negativos rapidamente, observar nossos pontos fracos e nos culpar por motivos diversos... afinal, somos serem biológicos e necessitamos nos distanciar daquilo que identificamos como desagradável ou que identificamos como risco. Acredito que posso te ajudar, identificar e reconhecer o seu valor é um passo decisivo para que não adoeça sua mente.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A vivência descrita reflete esquemas cognitivos de desvalor e comportamentos de autossabotagem interpessoal, comuns no final da adolescência. O sentimento de não merecimento do afeto alheio impulsiona o afastamento preventivo (esquiva comportamental) para evitar a dor de uma rejeição antecipada. A percepção de incapacidade relacional pode ser reestruturada por meio da psicoterapia. O caminho inicial envolve desenvolver a autorregulação emocional, aprender a comunicar limites de forma assertiva em vez do isolamento abrupto, e trabalhar a autocompaixão para fortalecer a autoestima e a confiança nas relações interpessoais e familiares. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Olá! O fato de algumas amizades terem terminado e de você reconhecer comportamentos seus que podem ter contribuído para isso não significa, automaticamente, que você seja uma pessoa ruim ou que exista “algo muito errado” com você. Pelo que você relata, parece existir um padrão importante: você deseja ter vínculos, mas, quando começa a gostar de alguém, surgem culpa, medo de que algo dê errado e uma tendência a se afastar diante de determinadas situações, muitas vezes sem conversar com a outra pessoa. Esse afastamento pode aliviar o desconforto naquele momento, mas também impede que você descubra se aquele conflito poderia ser conversado ou reparado. Na TCC, nós procuraríamos compreender o que acontece entre o momento em que você se sente seguro em uma relação e o momento em que decide se afastar. Por exemplo: “O que aconteceu?”, “O que você pensou sobre aquela pessoa ou sobre você naquele momento?”, “O que você imaginou que aconteceria se conversasse em vez de se afastar?” e “Do que o afastamento está tentando proteger você?”. Também seria importante investigar pensamentos como “não mereço as pessoas de quem gosto” ou “sou uma pessoa ruim e difícil”. Em vez de simplesmente dizer que eles são falsos, podemos perguntar: “Que experiências fizeram você chegar a essa conclusão?”, “Você está avaliando comportamentos que gostaria de mudar ou transformando esses comportamentos em uma definição de quem você é?” e “O que precisaria acontecer para você considerar a possibilidade de que uma relação pode passar por um conflito sem necessariamente acabar?”. A psicoterapia pode ajudá-lo justamente a reconhecer esse ciclo antes do afastamento, aprender a comunicar incômodos e necessidades, tolerar melhor a insegurança que aparece nos vínculos e construir maneiras diferentes de lidar com conflitos. E tem algo importante no seu relato: você ainda quer construir amizades e tem esperança de conseguir fazer isso. Aos 18 anos, seus padrões de relacionamento não são uma sentença sobre quem você será. Eles podem ser compreendidos e trabalhados.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.