Tenho 20 anos, fui diagnosticada com tdah no meio de setembro, iniciei a medicação em outubro, o con
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Tenho 20 anos, fui diagnosticada com tdah no meio de setembro, iniciei a medicação em outubro, o concerta. O meu é bem pesado, me deixa desorientada, desatenta, esquecida, impulsiva e distante, sou disfuncional ainda e estou aprendendo aos poucos. Vivi em peleja na escola também.
A medicação vai ser cortada em algum momento? quando tomo o concerta me sinto melhor, em algum momento, terei que fazer o corte da medicação? ou tomo ela para sempre? se eu parar de tomar, os efeitos podem voltar? tenho medo de ter que viver de forma "ruim" de novo.
A medicação vai ser cortada em algum momento? quando tomo o concerta me sinto melhor, em algum momento, terei que fazer o corte da medicação? ou tomo ela para sempre? se eu parar de tomar, os efeitos podem voltar? tenho medo de ter que viver de forma "ruim" de novo.
Olá!
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição crônica, sem cura, mas que pode ser controlada. Ele vai além da dificuldade de concentração e também pode afetar a organização da rotina, o gerenciamento do tempo e da vida diária - gerando a disfuncionalidade como você disse.
O uso da medicação costuma ser indicado por tempo indeterminado, podendo ser ajustado, suspenso ou contraindicado em algumas situações específicas, como durante a gestação ou em caso de efeitos colaterais importantes.
Quando a medicação é interrompida, é comum que os sintomas do TDAH retornem.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição crônica, sem cura, mas que pode ser controlada. Ele vai além da dificuldade de concentração e também pode afetar a organização da rotina, o gerenciamento do tempo e da vida diária - gerando a disfuncionalidade como você disse.
O uso da medicação costuma ser indicado por tempo indeterminado, podendo ser ajustado, suspenso ou contraindicado em algumas situações específicas, como durante a gestação ou em caso de efeitos colaterais importantes.
Quando a medicação é interrompida, é comum que os sintomas do TDAH retornem.
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Depende da evolução, mas a maioria dos adultos com TDAH toma medicação indefinidamente.
Realidade farmacológica do TDAH:
TDAH é neurobiológico, não comportamental. Concerta (metilfenidato) não "cura" - compensa um déficit de dopamina/noradrenalina no córtex pré-frontal. Quando para a medicação, o déficit volta (não são "efeitos colaterais reversíveis", é a condição retornando).
Analogia clínica: Como diabetes tipo 1 - você não "perde o direito" de tomar insulina quando fica bem. O bem-estar vem exatamente da medicação.
Possibilidades reais:
Cenário 1 - Mais comum (60-70% dos adultos):
Toma Concerta indefinidamente
Faz ajustes de dose ao longo da vida (mudanças de peso, envelhecimento, estresse)
Qualidade de vida estável
Cenário 2 - Menos comum (20-30%):
Toma alguns anos, depois tenta parar
Retoma sintomas = volta a tomar
Eventual aceitação de "medicação para sempre"
Cenário 3 - Raro (5-10%):
Responde bem a psicoterapia + estrutura + exercício
Reduz dose gradualmente
Ainda assim, alguns sintomas residuais
Ninguém consegue "treinar" o cérebro a produzir dopamina que não produz.
Seu medo é legítimo, mas baseado em premissa errada:
Você está pensando: "Vou ficar dependente / será ruim tomar para sempre"
Realidade: Você JÁ vive "para sempre" com TDAH. A escolha é:
Viver com medicação (funcional, produtiva, feliz)
Viver sem medicação (disfuncional, como você descreve)
Isso não é "ruim" - é gerenciamento de saúde, como usar óculos para miopia.
Seu estágio atual (outubro - agora):
Você está em fase crítica de ajuste - apenas 1-2 meses de Concerta. Pode estar:
Com dose inadequada (precisa titulação)
Tendo efeitos adversos iniciais (que podem melhorar)
Ainda aprendendo a estruturar vida COM medicação (isso leva meses)
Desorientação/desatenção COM a medicação = dose muito alta ou reação inicial.
Próximos passos recomendados:
Continuar com psiquiatra - avaliar se dose está correta (pode precisar ajuste)
Não pensar em "cortar" agora - você está em início de tratamento
Começar monitoramento a longo prazo - avaliações 3/3 meses primeiro ano
Psicoterapia + estrutura - medicação + organização = melhor resultado
Preparar-se mentalmente - aceitar que provavelmente tomará indefinidamente é libertador, não aprisionador
O que você deveria estar fazendo AGORA (não pensando em parar):
Aprender técnicas de organização (agenda, alarmes, listas)
Exercício físico regular (potencia efeito de medicação)
Sono adequado (TDAH piora sem sono)
Rotina estruturada
Acompanhamento com psicólogo (coaching + terapia comportamental)
Realidade farmacológica do TDAH:
TDAH é neurobiológico, não comportamental. Concerta (metilfenidato) não "cura" - compensa um déficit de dopamina/noradrenalina no córtex pré-frontal. Quando para a medicação, o déficit volta (não são "efeitos colaterais reversíveis", é a condição retornando).
Analogia clínica: Como diabetes tipo 1 - você não "perde o direito" de tomar insulina quando fica bem. O bem-estar vem exatamente da medicação.
Possibilidades reais:
Cenário 1 - Mais comum (60-70% dos adultos):
Toma Concerta indefinidamente
Faz ajustes de dose ao longo da vida (mudanças de peso, envelhecimento, estresse)
Qualidade de vida estável
Cenário 2 - Menos comum (20-30%):
Toma alguns anos, depois tenta parar
Retoma sintomas = volta a tomar
Eventual aceitação de "medicação para sempre"
Cenário 3 - Raro (5-10%):
Responde bem a psicoterapia + estrutura + exercício
Reduz dose gradualmente
Ainda assim, alguns sintomas residuais
Ninguém consegue "treinar" o cérebro a produzir dopamina que não produz.
Seu medo é legítimo, mas baseado em premissa errada:
Você está pensando: "Vou ficar dependente / será ruim tomar para sempre"
Realidade: Você JÁ vive "para sempre" com TDAH. A escolha é:
Viver com medicação (funcional, produtiva, feliz)
Viver sem medicação (disfuncional, como você descreve)
Isso não é "ruim" - é gerenciamento de saúde, como usar óculos para miopia.
Seu estágio atual (outubro - agora):
Você está em fase crítica de ajuste - apenas 1-2 meses de Concerta. Pode estar:
Com dose inadequada (precisa titulação)
Tendo efeitos adversos iniciais (que podem melhorar)
Ainda aprendendo a estruturar vida COM medicação (isso leva meses)
Desorientação/desatenção COM a medicação = dose muito alta ou reação inicial.
Próximos passos recomendados:
Continuar com psiquiatra - avaliar se dose está correta (pode precisar ajuste)
Não pensar em "cortar" agora - você está em início de tratamento
Começar monitoramento a longo prazo - avaliações 3/3 meses primeiro ano
Psicoterapia + estrutura - medicação + organização = melhor resultado
Preparar-se mentalmente - aceitar que provavelmente tomará indefinidamente é libertador, não aprisionador
O que você deveria estar fazendo AGORA (não pensando em parar):
Aprender técnicas de organização (agenda, alarmes, listas)
Exercício físico regular (potencia efeito de medicação)
Sono adequado (TDAH piora sem sono)
Rotina estruturada
Acompanhamento com psicólogo (coaching + terapia comportamental)
Tem de ver com seu medico e ver se não pode estar induzindo estado de mania. Com Distraibilidade, humor euforia, grandiosidade.
Bom dia! Excelente pergunta! Via de regra, a maior parte dos pacientes com TDAH com muitos sintomas e grande prejuízo funcional podem necessitar do uso dos psicoestimulantes (Ritalina, Concerta, Venvanse) durante longos períodos, pois os efeitos colaterais dos medicamentos podem ser muito pequenos comparados ao enorme benefício na funcionalidade e principalmente nas relações interpessoais. Apesar disso, com um adequado tratamento psiquiátrico e psicoterápico, é possível que muitos pacientes aprendam (com o suporte do medicamento) a lidar de formas mais adequadas com os sintomas de TDAH, conseguindo reduzir dosagem e até mesmo suspender o uso após esse período de "aprendizado e desenvolvimento pessoal". Os sintomas retornam, mas o paciente aprendeu a lidar com eles de maneira tão eficiente que não sente mais tanta necessidade do uso de medicamentos. Essa é uma possibilidade real quando o tratamento é bem conduzido e o paciente está disposto a mudar a forma de se relacionar com o trabalho, estudos e com as outras pessoas. Esse processo pode demorar anos para alguns pacientes e, para outros, nunca ocorrer, mas é possível sim. Alguns pacientes podem precisar de uso contínuo e, a princípio, o medicamento não precisa ser suspenso, a não ser que surja alguma contraindicação para seu uso. Espero que em algum momento você, junto de seu psiquiatra, possa abrir mão do medicamento e viver de maneira mais autônoma!!
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