Tenho 21 anos, sou homoafetiva e tô namorando pela primeira vez. Estamos juntas a cerca de 1 anos, d
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Tenho 21 anos, sou homoafetiva e tô namorando pela primeira vez. Estamos juntas a cerca de 1 anos, durante as relações sexuais não consigo ter orgasmo, nunca tive para falar a verdade. Não consigo esvaziar minha cabeça durante o sexo e mesmos me tocando sinto prazer mais n chego lá. N tenho traumas sexuais e me sinto confortável com ela, de verdade não sei o que fazer. Alguma sugestão além de terapia?
Pode ser que você está com dificuldade de se soltar plenamente na relação. Nesse sentido, mas para se soltar na hora da relação você precisa estar bem com o seu próprio orgasmo. Então, primeiramente você precisa estabelecer uma boa relação com seus orgamos individualmente. Esse pode ser o caminho para se sentir livre para ter um orgasmo com ela.
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Muitos fatores podem contribuir para que não consiga ter um orgasmo, como crenças disfuncionais, desconhecimento do próprio corpo, ansiedade de desempenho, como se relaciona com a sexualidade a partir dos contextos em que esteve/está inserida (família, religião etc). Esses e outros fatores é o torna a terapia sexual a mais indicada nesse caso, mas como no momento não estás considerando a terapia, recomendo como recurso biblioterápico para aprofundar o tema, as obras abaixo:
- Descobrindo o prazer: uma proposta de crescimento sexual para a mulher, de LoPiccolo, Leslie e Joseph. Editorial Summus Editorial Ltda., 1992.
- Clube do Orgasmo: Uma Cartografia do Prazer, de Jüne Plã, de Plã, Jüne. Editora Intrínseca Ltda., 2022.
- Muito Prazer: o que a Ciência Ensina Sobre Orgasmo Feminino, Autoconfiança e Prazer, por Emilly Nagoski (Autor), Rafael de Oliveira (Tradutor). Editora Alaúde; 1ª ed., 2025.
- Descobrindo o prazer: uma proposta de crescimento sexual para a mulher, de LoPiccolo, Leslie e Joseph. Editorial Summus Editorial Ltda., 1992.
- Clube do Orgasmo: Uma Cartografia do Prazer, de Jüne Plã, de Plã, Jüne. Editora Intrínseca Ltda., 2022.
- Muito Prazer: o que a Ciência Ensina Sobre Orgasmo Feminino, Autoconfiança e Prazer, por Emilly Nagoski (Autor), Rafael de Oliveira (Tradutor). Editora Alaúde; 1ª ed., 2025.
Olá! Primeiro: obrigada pela confiança em trazer isso aqui. Seu relato é importante, íntimo e muito mais comum do que parece — só que pouco falado com sinceridade e profundidade. Vamos por partes, com a seriedade e respeito que esse tema merece.
O que você descreve tem nome: anorgasmia primária
É quando a pessoa nunca teve um orgasmo, apesar de estímulo sexual suficiente e excitação. Como você mesma disse: sente prazer, mas não chega lá. E isso pode acontecer mesmo com parceiras atenciosas, em relações de afeto, e mesmo sem traumas óbvios.
O que não está errado com você:
• Não é falta de amor.
• Não é frescura ou “bloqueio psicológico genérico”.
• Não é sinal de que algo está “quebrado” em você.
O que pode estar acontecendo:
1. Expectativa de desempenho: A pressão para “chegar lá” pode travar o processo. O orgasmo não é um botão, é uma consequência — e quanto mais você “tenta”, mais difícil ele se torna.
2. Controle cognitivo excessivo: Você mesma disse: “não consigo esvaziar a cabeça”. Isso indica que sua mente racional (neocórtex) está sobrecarregando o processo instintivo (cérebro límbico + corpo). É como tentar dançar pensando em cada passo milimetricamente.
3. Mapeamento corporal incompleto: A masturbação ajuda, sim — mas nem sempre leva ao orgasmo se feita com foco na excitação e não na entrega sensorial. Existe uma diferença entre “sentir prazer” e “se entregar ao prazer”.
4. Desconexão com o ritmo orgástico próprio: Algumas pessoas têm orgasmos que não são clímax explosivos, mas picos mais sutis, difíceis de identificar ou valorizar.
E agora, sugestões práticas além da terapia?
1. Reformular o objetivo: de orgasmo → para entrega
Comece a se perguntar: eu consigo me entregar ao momento sem esperar nada?
Troque o foco em “ter orgasmo” por “sentir presença no corpo”.
2. Respiração lenta e toque sem pressa
Durante a relação ou o toque solo, experimente respirar mais profundamente. Use sons (gemidos, respiração audível), mesmo que pareçam forçados no começo. Eles ajudam a “desligar a cabeça”.
3. Fantasia e imaginação são válidas
Você pode estar bloqueando fantasias por medo de julgamento, inclusive de si mesma. Explore mentalmente o que te excita — mesmo que pareça “fora do script” ou não tenha a ver com sua parceira. O desejo não precisa ser moralmente limpo para ser honesto.
4. Exercícios de solo pélvico (pompoarismo)
Fortalecer os músculos do períneo aumenta a consciência corporal e pode facilitar o orgasmo. Simples contrações ao longo do dia (como se segurasse o xixi) já ajudam.
5. Redefinir o que “chegar lá” significa
Muitas mulheres (e pessoas com vulva) nunca tiveram orgasmos “de filme”, mas têm picos de prazer, espasmos internos, sensações expansivas. Às vezes você já teve algo próximo e só não reconheceu como orgasmo.
Falar sobre isso com tanta abertura já é um passo enorme no caminho da reconexão com o seu corpo e com o prazer. O mais importante agora é seguir se escutando com menos cobrança e mais curiosidade, lembrando que o prazer é uma jornada, não uma meta. Aos poucos, com gentileza e prática, você pode descobrir formas mais autênticas de se entregar — e isso já é revolucionário.
Com carinho,
Betânia Tassis — Psicóloga clínica, especialista em sexualidade humana e saúde mental.
O que você descreve tem nome: anorgasmia primária
É quando a pessoa nunca teve um orgasmo, apesar de estímulo sexual suficiente e excitação. Como você mesma disse: sente prazer, mas não chega lá. E isso pode acontecer mesmo com parceiras atenciosas, em relações de afeto, e mesmo sem traumas óbvios.
O que não está errado com você:
• Não é falta de amor.
• Não é frescura ou “bloqueio psicológico genérico”.
• Não é sinal de que algo está “quebrado” em você.
O que pode estar acontecendo:
1. Expectativa de desempenho: A pressão para “chegar lá” pode travar o processo. O orgasmo não é um botão, é uma consequência — e quanto mais você “tenta”, mais difícil ele se torna.
2. Controle cognitivo excessivo: Você mesma disse: “não consigo esvaziar a cabeça”. Isso indica que sua mente racional (neocórtex) está sobrecarregando o processo instintivo (cérebro límbico + corpo). É como tentar dançar pensando em cada passo milimetricamente.
3. Mapeamento corporal incompleto: A masturbação ajuda, sim — mas nem sempre leva ao orgasmo se feita com foco na excitação e não na entrega sensorial. Existe uma diferença entre “sentir prazer” e “se entregar ao prazer”.
4. Desconexão com o ritmo orgástico próprio: Algumas pessoas têm orgasmos que não são clímax explosivos, mas picos mais sutis, difíceis de identificar ou valorizar.
E agora, sugestões práticas além da terapia?
1. Reformular o objetivo: de orgasmo → para entrega
Comece a se perguntar: eu consigo me entregar ao momento sem esperar nada?
Troque o foco em “ter orgasmo” por “sentir presença no corpo”.
2. Respiração lenta e toque sem pressa
Durante a relação ou o toque solo, experimente respirar mais profundamente. Use sons (gemidos, respiração audível), mesmo que pareçam forçados no começo. Eles ajudam a “desligar a cabeça”.
3. Fantasia e imaginação são válidas
Você pode estar bloqueando fantasias por medo de julgamento, inclusive de si mesma. Explore mentalmente o que te excita — mesmo que pareça “fora do script” ou não tenha a ver com sua parceira. O desejo não precisa ser moralmente limpo para ser honesto.
4. Exercícios de solo pélvico (pompoarismo)
Fortalecer os músculos do períneo aumenta a consciência corporal e pode facilitar o orgasmo. Simples contrações ao longo do dia (como se segurasse o xixi) já ajudam.
5. Redefinir o que “chegar lá” significa
Muitas mulheres (e pessoas com vulva) nunca tiveram orgasmos “de filme”, mas têm picos de prazer, espasmos internos, sensações expansivas. Às vezes você já teve algo próximo e só não reconheceu como orgasmo.
Falar sobre isso com tanta abertura já é um passo enorme no caminho da reconexão com o seu corpo e com o prazer. O mais importante agora é seguir se escutando com menos cobrança e mais curiosidade, lembrando que o prazer é uma jornada, não uma meta. Aos poucos, com gentileza e prática, você pode descobrir formas mais autênticas de se entregar — e isso já é revolucionário.
Com carinho,
Betânia Tassis — Psicóloga clínica, especialista em sexualidade humana e saúde mental.
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