Tenho 42 anos, fui casada três vezes porém, nunca amei ninguém, p/ eu é indiferente amar. E hoje fiq

4 respostas
Tenho 42 anos, fui casada três vezes porém, nunca amei ninguém, p/ eu é indiferente amar. E hoje fiquei sabendo que alguém com quem tive um relacionamento morando junto durante 4 meses ,morreu. Foi estranho, não senti nada, além da curiosidade de saber se e vdd que morreu. Isso é normal?
Não tem como saber se é normal ou não, apenas com base nestas informações. Nunca ter amado alguém pode ter várias causas, que vão de não ter encontrado a pessoa "certa, até quadros depressivos e de transtorno de personalidade. Não sentir nada quando morre alguém com quem morou junto também pode ter várias origens, algumas dentro da normalidade e outras não. Se quer saber se tem um diagnóstico, consulte um(a) psiquiatra.

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Olá! Seria necessário avaliar mais profundamente os seus sentimentos, desejos, relações interpessoais, além de investigar sobre traumas passados que possam causar algum tipo de bloqueio emocional, por exemplo.
Diagnóstico diferencial:
O que você descreve alinha-se com anhedonia afetiva e possível traço de desapego emocional. Não é "anormalidade", mas merece investigação clínica.

Possibilidades clínicas:
Transtorno de Personalidade Esquizoide – indiferença genuína a vínculos, não por repressão
Depressão crônica – anhedonia generalizada mascara afetos
Trauma não processado – defesa dissociativa contra perdas anteriores
Alexitimia – dificuldade em identificar/nomear emoções (não ausência delas)
Variação temperamental – alguns indivíduos têm baseline emocional naturalmente plano
O que investigar:
Relações familiares na infância (apego, abandono, negligência)
Histórico de perdas precoces
Padrão: indiferença só com pessoas ou também com eventos vitais?
Satisfação sexual vs. emocional nesses relacionamentos
Ideação/risco suicida (anhedonia severa correlaciona)
A ausência de emoção diante da morte de alguém com quem você conviveu não significa, por si só, um “defeito” ou uma anomalia. Cada pessoa reage de acordo com a história interior que construiu, e a afetividade (a forma como os acontecimentos da vida nos afetam) costuma refletir não apenas o que vivemos, mas a forma como nos dispomos a viver.
O que você descreve, relações sucessivas sem verdadeiro envolvimento e a indiferença diante da morte, aponta menos para algo “anormal” e mais para um modo de funcionar afetivamente que se tornou habitual. A indiferença não surge do nada: nasce, muitas vezes, de um coração que aprendeu a proteger-se evitando vínculos ou responsabilidades emocionais. A curiosidade que você sentiu é o que sobra quando o afeto nunca foi realmente cultivado.
O essencial, neste momento, não é julgar o que sentiu, mas compreender o que isso revela: a necessidade de olhar de frente para a própria vida afetiva e assumir a tarefa, exigente, porém libertador, de aprender a construir vínculos verdadeiros, com presença, verdade e responsabilidade.

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