Tenho Crohn restrito ao delgado com sintomas de cólicas e constipação. Comecei o uso do infliximabe
Tenho Crohn restrito ao delgado com sintomas de cólicas e constipação. Comecei o uso do infliximabe há 1 mês, já fiz 2 doses, não observei melhora e piorou a constipação. Isso indica q o infliximabe não funcionou e deveria parar?
3 respostas
É preciso saber sobre o resultado da sua entero ressonância/ entero tomografia para sabermos mais dados sobre as características e extensão da doença. Vale ainda ressaltar que alguns casos de estenose tem indicação de ressecção cirúrgica. Converse com o médico que está fazendo seu acompanhamento. Espero ter ajudado.
Obtenha respostas com a consulta online
Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.
Ainda é cedo para avaliarmos. Pode ser que você tenha uma estenose de delgado e com o tempo isso ainda pode melhorar. Confie no seu médico e continue com a medicação.
Olá. O tratamento da doença de Crohn é complexo e necessita ser conduzido por um especialista (Gastroenterologista e/ou Proctologista) com experiência em Doença Inflamatória Intestinal. Em relação ao uso de medicamentos biológicos, como os anti-TNF (infliximabe), no tratamento da fase aguda, poderá ser considerada a suspensão/ troca da medicação se não houver resposta após 2 doses (evidenciada como redução de pelo menos 3 pontos no índice de Harvey-Bradshaw ou IHB). Em pacientes com fístulas, deve-se considerar a suspensão do anti-TNF se não houver a reposta após a 3ª dose. Contudo, todos estes dados devem ser avaliados com muita cautela, afastar outras possibilidades associadas (estenose fibrótica, supercrescimento bacteriano, neoplasia etc), pois trata-se de uma medicação muito eficaz e a sua substituição por outra medicação biológica (outro agente anti-TNF, anti-integrina ou anti-interleucina) é possível, mas o arsenal terapêutico ficará restrito para necessidades futuras.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


